Em uma publicação desta segunda-feira (22), o jornal chinês Global Times chamou o G7 de “workshop anti-China”. O veículo, que é financiado pelo governo de Xi Jinping, fez essa provocação após membros do Japão e do Reino Unido terem criticado fortemente a China durante as reuniões da cúpula dos países mais industrializados do mundo.
Polêmica: aliado do Brasil critica Japão e Reino Unido, aumentando a tensão
País protagonista na economia global e importante aliado do Brasil criticou declarações feitas no G7. Entenda.
Algumas declarações dadas no evento evidenciaram a crescente tenção entre o país do Oriente e as nações do G7, lideradas principalmente pelos Estados Unidos, rival histórico da China.
China foi pauta
Ao longo dos encontros, realizados em Hiroshima, no Japão, os chineses foram bastante citados nas conversas entre os líderes do G7. No último sábado, diversos assuntos envolvendo o país foram abordados pelos participantes.
Entre eles, o uso de armas nucleares, a questão de Taiwan, práticas de coerção econômica e violação de direitos humanos. De acordo com a agência de notícias Reuters, a China foi citada 20 vezes ao longo do evento. Esse número representa o maior dos últimos anos e superou o do ano passado, quando o país foi citado 14 vezes.
Jornal é incisivo
No editorial publicado hoje, o Global Times declarou que os Estados Unidos estão se esforçando para criar uma “rede anti-China” no mundo ocidental.
O veículo apontou que essa questão está “interferindo brutalmente” nos assuntos internos da China e contribui para difamar o país. Além disso, o jornal acredita que as declarações do G7 mostram um desejo “indisfarçável” de promover um confronto entre nações.
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que se opõe firmemente às afirmações sobre o país feitas no G7. A entidade afirmou que convocou ontem o embaixador do Japão no país para expressar a insatisfação com os anfitriões do evento.
Rússia também se manifestou
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A Rússia também esteve entre os assuntos tratados no G7. A nação, que está em guerra com a Ucrânia há mais de um ano, apareceu em diversas declarações dadas ao longo dos encontros da cúpula.
Ontem, o Ministério das Relações Exteriores do país emitiu um comunicado no Telegram, em que chamou o G7 de “evento politizado”. O órgão também se referiu ao encontro como uma “incubadora de iniciativas destrutivas que minam a estabilidade global”.
O país acusou as “nações anglo-saxãs” (Estados Unidos e Reino Unido) de serem as líderes desse movimento que “alimenta a histeria” contra China e Rússia.
Imagem: Alexey Struyskiy / Shutterstock.com
