Hacker foi contratado por Carla Zambelli
O blog da colunista Andréia Sadi apurou que Delgatti e Zambelli se encontraram na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, em setembro de 2022. Foi durante essa reunião que o pedido para invadir o sistema da urna eletrônica foi feito.
O plano não deu certo, já que o hacker não conseguiu entrar nesse sistema e nem o celular de Moraes, que era presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições. A ação era um plano para questionar a segurança do sistema eleitoral em caso de derrota do ex-presidente Bolsonaro.
O hacker também foi ouvido em um inquérito que investigava a invasão do sistema de mandados de prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na ocasião, foi criada uma falsa ordem de prisão para Moraes. Zambelli redigiu o documento e Delgatti foi o responsável por emiti-lo no sistema do CNJ. Ele ainda alega que precisou consertar os erros de português que foram deixados pela bolsonarista.
Delgatti foi o responsável pela ‘Vaza Jato’
A ‘Vaza Jato’ foi a divulgação de conversas entre os integrantes da ‘Operação Lava Jato’, como o juiz Sérgio Moro e o ex-promotor Deltan Dallagnol. A divulgação foi feita pelo Intercept em junho de 2019.
Na ocasião, Walter Delgatti foi quem invadiu o aplicativo de mensagens das autoridades. O e-mail de Alexandre de Moraes, envolvido no caso atual, também foi alvo naquela época, mas não foi encontrado nada de comprometedor, de acordo com o que foi dito pelo hacker em seu depoimento à PF.
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