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Por que o Itaú está mais pessimista sobre a Selic no final de 2026

O Itaú divulgou projeções mais pessimistas para a taxa Selic ao final de 2026, estimando 12,75%, acima da média de mercado de 12%. A instituição baseia sua anál

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Itaú

O Itaú divulgou projeções mais pessimistas para a taxa Selic ao final de 2026, estimando 12,75%, acima da média de mercado de 12%.

A instituição baseia sua análise na trajetória da inflação, impactos de medidas fiscais e ritmo da atividade econômica. Continue a leitura para entender os fatores que influenciam essa visão e como o cenário afeta juros e investimentos.

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Itaú projeta Selic mais alta que o mercado

O consenso do mercado indica que a taxa básica de juros, atualmente em 15%, entrará em um ciclo de cortes em 2026. Algumas gestoras apostam no primeiro corte em janeiro, outras em março.

Para o Itaú, o cenário é diferente: a Selic deve terminar 2026 em 12,75%, refletindo cautela diante da inflação ainda distante da meta do Banco Central.

Segundo Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, “o peso maior está na trajetória esperada da inflação”, que, mesmo projetada em 4,2% ao fim de 2026, mantém risco de pressão sobre preços.

Impacto da Selic alta na economia segundo o Itaú

Taxas mais elevadas influenciam diretamente o ritmo da atividade econômica. Entre os efeitos principais:

  • Redução da demanda e do consumo
  • Contenção do crédito e aumento do custo de empréstimos
  • Impacto sobre investimentos empresariais
  • Maior custo do crédito para expansão e contratação

O Itaú considera que juros elevados no início de 2026 podem limitar a recuperação econômica, mas ainda são necessários para ancorar expectativas de inflação.

Inflação é fator central para o Itaú

O Itaú projeta IPCA de 4,5% em 2025 e 4,2% em 2026. Apesar da queda recente, os números ainda estão longe da meta oficial.

Principais pontos da análise do banco:

  • Alimentos devem acelerar de 2,7% em 2025 para 5,1% em 2026
  • Serviços desaceleram de 6,4% para 5,5%
  • Produtos industriais caem de 2,5% para 1,4%

Mesquita destaca que a inflação de alimentos, mais sensível a fatores externos e à variação cambial, será o principal desafio no próximo ano.

Medidas fiscais e estímulos influenciam projeção do Itaú

O Itaú também considera que 2026 será um ano eleitoral, com maior gasto público, o que impacta diretamente a Selic. Entre as medidas analisadas:

  • Expansão do crédito consignado via programa Crédito do Trabalhador
  • Isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil
  • Ampliação do Minha Casa Minha Vida
  • Linhas de crédito para reformas
  • Programas Luz para Todos e Gás para Todos
  • Limitação do saque aniversário do FGTS

Essas ações injetam dinheiro na economia, aumentando demanda e pressionando inflação. Segundo o Itaú, dos 1,7% de PIB projetado para 2026, 0,8 ponto percentual virá do estímulo fiscal.

Cenários para o início dos cortes na Selic segundo o Itaú

O mercado ainda debate se os cortes começarão em janeiro ou março. O Itaú traça cenários:

  • Janeiro: O Copom precisará flexibilizar seu discurso, retirando termos como “não hesitará em subir” e incluir efeitos da isenção de IR na projeção de inflação.
  • Março: Se houver incerteza sobre desaceleração econômica ou impactos das medidas governamentais, o corte pode ser postergado.

O cenário externo, especialmente a variação do dólar e política monetária do FED, também influencia o ritmo dos cortes.

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Projeção do PIB e riscos analisados pelo Itaú

O Itaú projeta PIB de 1,7% para 2026, podendo chegar a 2,1% com medidas fiscais e aumento do crédito consignado privado.

A análise do banco mantém viés cauteloso, considerando:

  • Riscos de aceleração da inflação de alimentos
  • Efeitos das medidas governamentais sobre demanda
  • Incertezas externas, incluindo dólar e política monetária internacional

A Selic mais alta é vista como instrumento para controlar inflação e manter expectativas ancoradas, equilibrando estímulos e cautela.

O que significa a visão do Itaú para o investidor

Para investidores, a projeção do Itaú sugere:

  • Juros de empréstimos e financiamentos podem permanecer altos mais tempo
  • Retorno de investimentos em renda fixa tende a se manter atrativo
  • Empresas podem adiar expansão devido ao custo de crédito
  • Estratégias de planejamento financeiro devem considerar menor estímulo monetário

Em resumo, a análise do Itaú indica prudência diante de fatores econômicos internos e externos, mesmo com expectativa de cortes graduais.

O Itaú projeta Selic em 12,75% ao final de 2026, acima da média do mercado, considerando inflação ainda acima da meta, estímulos fiscais e ritmo econômico. A análise do banco ressalta impacto sobre crédito, investimentos e consumo, mantendo um viés cauteloso para o cenário eleitoral e externo.

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Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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