O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou, na última quarta-feira (9), a Portaria nº 1.907/2025, que amplia o rol de grupos familiares prioritários para ingresso no Programa Bolsa Família. A nova norma já está em vigor, mas seus efeitos começam a ser aplicados a partir da folha de pagamento de julho de 2025.
Novos grupos prioritários entram no Bolsa Família a partir de julho, anuncia MDS
Portaria nº 1.907/2025 amplia grupos prioritários para o Bolsa Família, reforçando proteção social e segurança alimentar a partir da folha de julho de 2025.
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Ampliação dos grupos prioritários para o Bolsa Família

Com a edição da portaria, passam a ser considerados prioritários para entrada no programa os seguintes perfis familiares:
Famílias com pessoa em situação de rua
Este grupo contempla famílias em que algum integrante está em situação de rua, reconhecendo a vulnerabilidade extrema e a necessidade de proteção social imediata.
Famílias com integrante em risco social associado à violação de direitos
A nova regra inclui famílias que apresentam riscos sociais relacionados à violação de direitos humanos, conforme identificação realizada por meio do Prontuário do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Famílias em situação de risco para insegurança alimentar
Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, famílias que enfrentam risco de insegurança alimentar também passam a ser prioridade para ingresso no Bolsa Família.
Esses três novos perfis somam-se aos grupos já contemplados pela Portaria nº 897, de julho de 2023, que considera como prioritárias famílias com:
- Integrantes em situação de trabalho infantil;
- Pessoas libertas de condição análoga à escravidão;
- Catadores de materiais recicláveis;
- Famílias quilombolas e indígenas.
Critérios para ingresso no Bolsa Família permanecem os mesmos
Apesar da ampliação dos grupos prioritários, o Ministério do Desenvolvimento Social esclarece que os critérios básicos para ingresso no programa permanecem inalterados. Para se habilitar, as famílias devem estar registradas no Cadastro Único com informações atualizadas e respeitar os limites de renda definidos pelo programa.
A portaria enfatiza que a pré-habilitação dos novos grupos visa garantir maior segurança de renda e proteção social para as famílias em situação de maior vulnerabilidade. Segundo o ministro Wellington Dias, “as inclusões são decorrentes de um olhar articulado do Bolsa Família com outras políticas públicas”.
Integração do Bolsa Família com políticas públicas e bases de dados
Relançado em 2023, o Programa Bolsa Família adotou um modelo mais moderno de transferência de renda, que considera a composição e o tamanho das famílias. O benefício é proporcional, assegurando um mínimo vital que respeita a estrutura familiar.
Além da renda, o programa também busca garantir o acesso das famílias a serviços essenciais nas áreas de educação, saúde e assistência social. Para isso, a integração com bases de dados do Prontuário SUAS e informações do Ministério da Saúde tem sido fundamental para identificar as situações de risco e orientar as políticas públicas.
Uso do Prontuário SUAS na identificação social
O Prontuário SUAS funciona como uma ferramenta estratégica para os assistentes sociais, reunindo dados que indicam violações de direitos e vulnerabilidades específicas. Essa integração permite direcionar os recursos de forma mais eficaz e precisa.
Monitoramento da insegurança alimentar pelo Ministério da Saúde
A avaliação constante do risco de insegurança alimentar, realizada pelo Ministério da Saúde, também é fundamental para que o Bolsa Família priorize as famílias que mais necessitam de assistência.
Impacto na gestão contábil e social do programa

A ampliação dos grupos prioritários traz novos desafios para os profissionais da contabilidade pública e da assistência social. A gestão e o monitoramento rigoroso dos dados no Cadastro Único são essenciais para garantir o correto direcionamento dos recursos.
A identificação precisa das famílias em situação de risco social permite a efetividade das transferências de renda e a adequação das ações do governo. Para isso, o MDS reforça a necessidade de formação contínua das equipes municipais e estaduais, que atuam na operacionalização do programa.
Gestão compartilhada entre União, estados e municípios
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O modelo do Bolsa Família permanece baseado na gestão compartilhada, sendo fundamental o trabalho conjunto entre os três níveis federativos. A eficiência do programa depende do controle sobre os dados utilizados para a seleção das famílias beneficiadas.
Reforço na segurança alimentar e combate à fome
A inclusão das famílias em risco alimentar como prioritárias no Bolsa Família destaca o papel do programa no combate à fome e na promoção da segurança alimentar no país.
Essa medida reforça o compromisso do governo com o Plano Brasil Sem Fome, lançado em 2023, que tem como objetivo retirar o Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030.
Um olhar multidimensional sobre a pobreza
A portaria reconhece que a pobreza é uma condição multidimensional, envolvendo não apenas a renda, mas também aspectos como moradia, alimentação, acesso a direitos básicos e proteção social.
Por isso, o programa Bolsa Família atua de forma integrada com outras políticas sociais, buscando atender as múltiplas necessidades das famílias em vulnerabilidade.
Expectativas para o futuro do programa
Com as novas regras, o governo espera ampliar a eficácia do Bolsa Família, garantindo que os recursos cheguem a quem realmente precisa, sobretudo em situações de maior vulnerabilidade social.
A inclusão de novos grupos prioritários é vista como uma evolução do programa, que se adapta para atender desafios sociais contemporâneos.
Onde acompanhar as atualizações sobre o Bolsa Família

Para mais informações sobre o Bolsa Família e as atualizações na legislação assistencial, é recomendado acompanhar as notícias na editoria de Programas Sociais do Portal Contábeis, que oferece conteúdos atualizados e especializados.
Conclusão
A ampliação dos grupos prioritários no Bolsa Família, trazida pela Portaria nº 1.907/2025, representa um avanço significativo na política de proteção social do país. Ao incluir perfis em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua e risco alimentar, o governo reafirma seu compromisso com o combate à pobreza e à fome. A integração com outras políticas públicas e a gestão compartilhada reforçam a importância de um olhar multidimensional para garantir que o auxílio chegue a quem mais precisa.
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