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Ameaça ao café nacional preocupa especialistas; veja as possíveis consequências

Ácaro-rajado ataca o café conilon no Espírito Santo. Descubra as consequências e estratégias de controle!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro4 min de leitura
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O Brasil, maior produtor de café do mundo, enfrenta uma nova ameaça à sua produção cafeeira. Um ácaro comum em plantações de mamão, conhecido como ácaro-rajado (Tetranychus urticae), foi identificado em cafezais da variedade conilon no Espírito Santo.

Este é o estado responsável por cerca de 70% da produção nacional desse tipo de café. Sendo assim, a descoberta preocupa especialistas e produtores, que buscam maneiras de conter o avanço da praga.

Acompanhe a leitura deste artigo a seguir para entender o que é está praga e como ela chegou à produção cafeeira brasileira.

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O que é o ácaro-rajado e como ele chegou ao café?

Café
Imagem: Mark Daynes / Unsplash

O ácaro-rajado é uma praga conhecida principalmente por atacar culturas como mamão e feijão. No entanto, uma recente publicação da revista Acarologia revelou que a praga está causando danos significativos em cafezais da variedade conilon no município de Boa Esperança, no norte do Espírito Santo.

Características do ácaro-rajado

O ácaro-rajado se alimenta de seiva e provoca deformações nas folhas, necrose e até queda precoce. No caso das plantações cafeeiras, os primeiros sinais foram observados em folhas jovens, algo incomum, pois o ácaro costuma atacar folhas mais velhas em outras culturas.

Por que o café conilon está vulnerável?

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon no Brasil, representando 70% da safra nacional. A prática de plantio consorciado com mamão para garantir o sombreamento dos pés pode ter facilitado a migração da praga para os cafezais.

Uso indiscriminado de acaricidas

Segundo especialistas, o uso excessivo e incorreto de acaricidas pode ter contribuído para o problema, eliminando os inimigos naturais do ácaro e promovendo populações mais resistentes.

Impacto das mudanças climáticas

Outro fator que não pode ser descartado é o aumento das temperaturas e a redução da umidade, condições favoráveis para o desenvolvimento do ácaro-rajado.

Consequências da infestação no Espírito Santo

O conilon é a principal fonte de renda de aproximadamente 80% das propriedades rurais capixabas. Com lavouras médias de 8 hectares, qualquer ameaça à produção causa grande impacto econômico e social.

Queda na produtividade

O ataque do ácaro pode resultar em folhas necrosadas e caídas, prejudicando o desenvolvimento dos grãos e impactando diretamente a produtividade.

Aumento de custos

Os produtores podem ser forçados a aumentar o uso de acaricidas ou buscar alternativas biológicas, elevando os custos de produção.

Estratégias para controle da praga

O combate ao ácaro-rajado nos cafezais do Espírito Santo exige estratégias que combinem o controle químico e biológico.

Controle químico: cuidados necessários

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autoriza o uso de acaricidas apenas no cultivo de mamão, não no café. Especialistas recomendam a intercalação de produtos para evitar resistência e respeitar as dosagens específicas para cada cultura.

Alternativas de controle biológico

O controle biológico pode ser feito com ácaros predadores como:

  • Neoseiulus californicus;
  • Phytoseiulus macropilis.

Essas espécies são eficazes contra o ácaro-rajado e já são produzidas comercialmente no Brasil.

Monitoramento constante

O plantio consorciado de café e mamão exige monitoramento rigoroso para identificar os primeiros sinais de infestação. Dessa forma, é possível adotar medidas corretivas rapidamente.

Futuro do café conilon no Brasil

café
Imagem: Cristoph / Pixabay

A infestação pelo ácaro-rajado representa um grande desafio para os produtores capixabas, que já enfrentam dificuldades devido às mudanças climáticas e ao manejo inadequado de pragas. A cooperação entre instituições de pesquisa e produtores será fundamental para desenvolver estratégias de manejo sustentável e garantir a manutenção da produção.

Apoio governamental

Medidas como a liberação de acaricidas específicos para o produto e o incentivo ao controle biológico podem ajudar a reduzir os impactos econômicos e sociais da praga.

Imagem: Art_Photo / Shutterstock.com

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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