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Prefeitura de capital pode gerar demissão de centenas de pessoas

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · · 2 min de leitura
funcionário demitido organizando as suas coisas em escritório

Cerca de 400 pessoas podem ficar desempregadas em breve em Belo Horizonte. A prefeitura da capital mineira pode gerar a demissão de centenas de pessoas caso a situação de um dos aeroportos da cidade não seja resolvida.

A especulação imobiliária ameaça o funcionamento do segundo aeroporto de BH. No último sábado (11), um avião caiu entre duas casas no bairro de Jardim Montanhês, próximo ao Aeroporto Carlos Prates. Em recente reunião, o prefeito, Fuad Noman (PSD), e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), falaram sobre a desativação do local.

Aeroporto Carlos Prates pode ser desativado e gerar demissão de 400 funcionários

O espaço onde está localizado o aeroporto em questão, em tempos anteriores à formação dos bairros da região, era uma fazenda. Os donos realizaram a doação do terreno para o governo com a exigência de que fosse construído um campo de aviação. 

Após a construção do Aeroporto Carlos Prates, os bairros em BH foram construídos. Devido à localização, no segundo ponto mais alto da capital, a especulação imobiliária ameaça a presença das operações aéreas. 

Anterior ao recente acidente em que o piloto, de 65 anos, morreu, e sua filha, de 33, está em estado grave, políticos já tentavam a desativação do local alegando falta de segurança. A ideia era que o espaço atendesse a demandas urbanas.

Diante da possibilidade da demissão de centenas de trabalhadores, a Associação Voa Prates se coloca contrária ao fim das atividades. O grupo formado por trabalhadores e usuários dos serviços aéreos defendem ser raros os acidentes na região.

Decisão acertada

No encontro entre o prefeito de Belo Horizonte e o vice-presidente do país ficou determinada a desativação do Aeroporto Carlos Prates. As autoridades alegam que a decisão foi tomada com base no propósito social.

Com a alegação, surge o questionamento de como ficarão os 400 empregos gerados pelo funcionamento do aeroporto. Além da demissão em massa, a questão do espaço ter escolas de aviação que geram economia e que são também um investimento, foram pontos levantados por aqueles que defendem o funcionamento do local. 

De acordo com informações da Aeronáutica, o Aeroporto Carlos Prates deve encerrar suas atividades já no dia 6 de abril, sendo esta uma determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Imagem: YAKOBCHUC VIACHESLAV/ Shutterstock

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