De acordo com o beneficiário, ele mora de favor na Zona Sul do Rio de Janeiro, mais especificamente em Copacabana, um dos bairros mais caros da região. Ademais, ao ser procurado por equipes de reportagem, Abreu negou que seja presidente do IMP.
Dos 8 contratos do IMP, 4 deles são de prefeituras da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. O contrato de maior valor é da prefeitura de Mesquita, de R$ 372 milhões. Em seguida, o contrato com Magé foi de R$ 151 milhões. Além desses, outros foram encontrados, totalizando assim, R$ 824 milhões; confira:
- Barra Mansa – R$ 139 milhões;
- Queimados – R$ 65 milhões;
- Belford Roxo – R$ 62 milhões;
- Nova Iguaçu – R$ 32 milhões.
A jornalista Anita Prado foi até a residência de Abreu, porém, quando ele foi questionado sobre seu cargo no instituto, o mesmo afirmou que não tinha conhecimento; confira:
Ademais, Abreu não foi o único a negar vínculo com o instituto. O diretor, Luiz Carlos de Souza, também afirma não ter conhecimento sobre o IMP. O diretor também é mencionado como recebendo salários de uma empresa de material hospitalar em que trabalha, em vez de receber salários diretamente do instituto.
Ministério Público investiga o instituto
O IMP encontra-se sob investigação por parte do Ministério Público devido a suspeitas de direcionamento de contratos. Nesse caso, o advogado Rafael Bittencourt atuou no instituto, tal como também já defendeu o secretário de saúde, doutor Luizinho.
Assim que Luizinho foi admitido como secretário, em 2016, Bittencourt também foi contratado. Poucos meses depois, ele se tornou subsecretário interino de unidades de saúde e, posteriormente, foi nomeado membro de diversas comissões responsáveis pela seleção das organizações sociais que operariam no estado.
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