O presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, gravou e postou um vídeo com duração de 1m45, para negar que haja qualquer iniciativa do governo Bolsonaro (PL) em privatizar o Banco do Brasil.
Presidente do Banco do Brasil nega privatização
O presidente do Banco do Brasil gravou e postou um vídeo para negar que haja qualquer iniciativa do governo em privatizar a instituição
Dessa forma, obviamente, o vídeo trata-se de uma exigência da campanha presidencial pois a privatização do Banco do Brasil é tema polêmico e não deve ser abordado em véspera de eleição. De acordo com Ribeiro esta é uma “informação sem qualquer fundamento”: “Posso dizer que nunca tratei deste assunto com qualquer integrante do governo.”
Desestatização
Apesar dessas declarações, Ribeiro precisa se entender com Paulo Guedes, ministro da Economia. Há diversos interlocutores da pasta que têm repetido que, se Jair Bolsonaro for reeleito, o Banco do Brasil é o primeiro de uma lista de estatais intocáveis que ele quer desestatizar. Assim, a Petrobras seria a segunda.
Privatização em 2023
Em 2020, Jair Bolsonaro (PL) declarou em uma entrevista à Veja que pretende privatizar o banco somente em 2023, portanto, caso seja reeleito. Assim, em entrevista mais recente, o presidente da República voltou a defender as privatizações argumentando que “quanto mais Estado, pior”.
De acordo com Débora Fonseca, atual Caref, o medo de privatização é um sentimento crescente entre os colegas, “porque são recorrentes as falas do ministro da Economia colocando o BB na pauta de privatizações”.
“Observamos preocupados esse interesse de vender o BB, que coloca em risco tanto o futuro dos trabalhadores quanto o futuro do país, dada a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento do país e como indutor da economia local”, pondera Rafael Matos, que foi o primeiro Representante dos Funcionários (Caref) eleito no Conselho de Administração do BB.
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Redução do BB
De acordo com o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, nos últimos quatro anos, o Banco do Brasil passou por redução no número de agências e funcionários. “Foram mais de 1.500 agências fechadas e mais de 10.500 funcionários dispensados no período”, relata.
Imagem: SERGIO V S RANGEL/shutterstock.com
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