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Lula sobre parceria com China: “Vendemos para quem quer comprar”

Presidente Lula destaca comércio com China e defende vendas bilaterais diante de tarifas dos EUA.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou na última sexta-feira (5) que o Brasil vende para quem quer comprar seus produtos, ao comentar sobre a relação comercial com a China.

Em entrevista ao SBT Brasil, Lula destacou que o país tem capacidade de produção e busca diversificação nas exportações. “O Brasil produz, quer vender seus produtos, e a gente vende pra quem quer comprar”, afirmou.

A declaração surge em meio a discussões sobre a tarifa de 50% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida considerada punitiva e parte de uma disputa comercial entre os países.

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Comparação entre comércio com China e EUA

Carne china
Imagem: Freepik/Slon

O presidente destacou diferenças estratégicas entre as relações comerciais do Brasil com os Estados Unidos e a China.

Segundo Lula:

  • O comércio Brasil-China é o dobro do comércio com os EUA;
  • Com a China, o Brasil apresenta superávit comercial, enquanto com os EUA há déficit;
  • A taxação americana sobre produtos brasileiros é de 50%, motivada por alegada relação comercial “desequilibrada”.

A comparação evidencia o interesse brasileiro em fortalecer parcerias comerciais vantajosas, garantindo maior equilíbrio na balança comercial.

Missões diplomáticas e diálogo bilateral

Nos últimos meses, o Brasil intensificou o diálogo com a China. Entre as ações recentes:

  • O assessor especial de Lula, Celso Amorim, participou do desfile militar chinês, discutindo multilateralismo e fortalecimento do Sul Global com o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi;
  • Amorim entregou uma carta de Lula a Xi Jinping, parabenizando o presidente chinês pelo “Dia da Vitória”;
  • Em agosto, Lula conversou por telefone com Xi, tratando de parceria bilateral e oportunidades de novos negócios, em contato que durou cerca de uma hora.

Essas iniciativas reforçam a estratégia de cooperação diplomática e econômica com o país asiático.

Memorando de cooperação com China e Rússia

Em julho de 2025, o Brasil assinou no Rio de Janeiro um memorando de cooperação com China e Rússia, incluindo:

  • Sinergias estratégicas para o desenvolvimento brasileiro;
  • Projetos nacionais como a NIB (Nova Indústria Brasil) e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento);
  • Plano de Transformação Ecológica;
  • Programa Rotas da Integração Sul-Americana e participação na Iniciativa Cinturão e Rota.

O acordo mostra a intenção de integrar o Brasil a cadeias globais de produção e inovação, reforçando parcerias comerciais e tecnológicas.

Viagem de Lula à China e acordos comerciais

Em maio, o presidente realizou uma viagem à China, resultando na assinatura de cerca de 36 acordos com empresas chinesas. Entre os setores contemplados:

  • Farmacêutico: cooperação em produção e distribuição de medicamentos;
  • Automóveis: parcerias com a montadora GWM;
  • Delivery e tecnologia: entrada da companhia Meituan no Brasil, competindo com serviços locais como iFood.

A agenda reforçou a estratégia brasileira de atrair investimentos estrangeiros, ampliar exportações e gerar emprego e inovação.

Estratégia de vendas e diversificação

Lula reforçou que o Brasil não depende de um único mercado. O objetivo é vender para países que valorizem os produtos nacionais, garantindo:

  • Superávit comercial em negociações estratégicas;
  • Redução de impactos de tarifas externas, como as aplicadas pelos EUA;
  • Fortalecimento do setor industrial e agrícola brasileiro;
  • Estabilidade econômica diante de crises comerciais internacionais.

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O discurso do presidente evidencia a busca por autonomia econômica e fortalecimento das exportações.

Impacto das tarifas dos Estados Unidos

O chamado “tarifaço” americano afetou exportações de produtos brasileiros, sendo justificado pelos EUA como consequência de uma relação comercial desequilibrada.

O governo brasileiro, por meio de Lula, sinaliza que:

  • O Brasil busca equilíbrio comercial;
  • A diversificação de parceiros comerciais, principalmente a China, minimiza impactos;
  • Políticas de incentivo à exportação e acordos bilaterais são instrumentos para manter o crescimento econômico.

Essa postura reforça a narrativa de que o país vende para quem quer comprar, sem comprometer relações estratégicas com múltiplos mercados.

Perspectivas para o comércio bilateral

China brasil lula
Imagem: lunopark / shutterstock.com

Especialistas apontam que a relação Brasil-China tende a se consolidar ainda mais, considerando:

  • Crescimento das exportações brasileiras de commodities e produtos industrializados;
  • Interesse chinês em investir em setores estratégicos do Brasil;
  • Expansão de projetos como NIB e PAC, que fortalecem a infraestrutura nacional;
  • Cooperação em áreas de tecnologia, energia e logística, integrando cadeias produtivas globais.

O fortalecimento da parceria bilateral contribui para desenvolvimento econômico sustentável, geração de empregos e maior competitividade internacional.

Com informações de: CNN Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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