Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Presidiários brasileiros trabalham? Levantamento revela dados surpreendentes

Levantamentos revelam se os presidiários brasileiros trabalham. Entenda o cenário e confira os detalhes da pesquisa!

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Ladrão

Menos de um quarto dos presidiários brasileiros trabalham, de acordo com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça do governo federal.

Das 650 mil pessoas privadas de liberdade (PPL) em unidades prisionais ao longo do território brasileiro, apenas 24% estão empregadas. No entanto, dessa parte, metade não recebe remuneração pela atividade, em desacordo com o artigo 29 da Lei de Execução Penal (LEP).

Incidente revela desafios críticos sobre os presidiários brasileiros

Em julho deste ano, um grave incidente no Centro de Progressão Penitenciária de Campinas evidenciou desafios no sistema prisional brasileiro. Durante um acidente em uma oficina dentro do presídio, um detento morreu e outro ficou gravemente ferido ao serem eletrocutados por cabos de alta tensão. 

Veja também: Atualização cadastral do CadÚnico começa HOJE (22); veja como fazer

Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu violações de direitos no sistema prisional do país. Com isso, o órgão definiu um prazo de seis meses para o governo federal desenvolver um plano abrangente para reduzir a superlotação e melhorar as condições. Esse plano inclui as oficinas de trabalho.

Imagem de um presidiário com uniforme laranja segurando a cela de uma prisão.
Imagem: Skyward Kick Productions / Shutterstock.com

Importância do trabalho no sistema prisional

A Lei de Execução Penal permite a remição de pena para detentos envolvidos em atividades laborais. Nesse caso, há a redução de um dia de prisão a cada três dias de trabalho. Além do trabalho, especialistas destacam estudo e banho de sol como atividades fundamentais para a reintegração social dos detentos.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Apesar disso, a falta de remuneração adequada persiste como um desafio significativo, com mais da metade da população carcerária masculina não recebendo pagamento, e 19,6% ganhando menos que os três quartos do salário mínimo (R$ 990) estabelecidos pela LEP.

Por fim, em relação à população carcerária feminina, 42,65% das presidiárias não recebem nenhuma remuneração, enquanto 18,04% ganham menos que três quartos do salário mínimo. Os dados da Senappen foram compilados pelo UOL.

Imagem: Skyward Kick Productions / Shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

Topicos relacionados