O IPCA-15, ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, é uma prévia do índice oficial de inflação, o IPCA. Ele é calculado pelo IBGE utilizando a mesma metodologia do IPCA, porém acompanha a variação de preços de meados de um mês até meados do seguinte. Por ser divulgado antes do IPCA oficial, o IPCA-15 serve como um termômetro antecipado para o comportamento da inflação no período.
Prévia da inflação mostra alívio nos preços em maio, com alimentos subindo menos
A prévia da inflação em maio mostra desaceleração dos preços no Brasil, com queda significativa nos custos da alimentação e transportes, segundo o IBGE.
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Inflação desacelera em maio, mas ainda está acima da meta

Variação mensal mostra alívio nos preços ao consumidor
Entre 15 de abril e 15 de maio de 2025, os produtos mais consumidos no país subiram, em média, 0,36%. Esse resultado representa uma redução de 0,07 ponto percentual em relação ao período anterior, quando a alta foi de 0,43%. Vale destacar que, em fevereiro, o índice chegou a alcançar 1,23%, evidenciando a tendência de desaceleração recente.
Acumulado em 12 meses continua acima da meta de inflação
Nos últimos 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 5,40%, ligeiramente abaixo dos 5,49% registrados nos 12 meses anteriores. Mesmo assim, esse número ainda está acima da meta do governo para 2025, que prevê inflação abaixo de 4,5%.
Alimentos e bebidas apresentam queda significativa nos preços
Menor impacto da alimentação alivia o bolso do consumidor
No mês de abril, o grupo de alimentação e bebidas registrou alta de 0,39%, um resultado muito inferior ao aumento de 1,14% verificado no mês anterior. Essa desaceleração foi influenciada por quedas nos preços de itens como tomate (-7,28%), arroz (-4,31%) e frutas (-1,64%).
Alguns produtos ainda pressionam o índice
Por outro lado, alguns alimentos apresentaram aumento, como batata-inglesa (21,75%), cebola (6,14%) e café moído (4,82%). Apesar dessas variações, o impacto geral do grupo alimentação no IPCA-15 foi de menor intensidade, contribuindo para a desaceleração da inflação.
Outros grupos que impactaram a inflação em abril
Saúde e cuidados pessoais puxam a alta de preços
Os preços desse grupo subiram 0,91% em abril. A alta foi puxada principalmente pelo aumento de 1,93% nos produtos farmacêuticos, um efeito direto do reajuste autorizado de até 5,09% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março. Essa medida refletiu no aumento dos custos para os consumidores, contribuindo para a inflação no setor.
Custo com habitação também sobe
O custo da habitação subiu 0,67%, influenciado principalmente pela alta de 1,68% nas contas de luz. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, que implica cobrança adicional no consumo de energia elétrica, impactando diretamente o bolso do consumidor.
Transportes: queda nos preços ajuda a conter a inflação

Passagens aéreas puxam redução nos transportes
No segmento de transportes, os preços caíram 0,29% em abril. Essa redução foi puxada principalmente pela queda de 11,18% nas passagens aéreas.
Política de tarifa zero também contribui
Além disso, políticas de tarifa zero no transporte urbano aos domingos e feriados em cidades como Brasília e Belém também colaboraram para essa queda. Essa redução nos custos de transporte contribuiu para conter a inflação geral, demonstrando que medidas públicas e variações nos preços internacionais podem influenciar positivamente o índice.
Impactos e perspectivas para os próximos meses
Queda nos preços pode aliviar pressão inflacionária
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A desaceleração da inflação observada na prévia de maio pode sinalizar uma melhora no controle dos preços ao consumidor, o que é fundamental para a economia brasileira. No entanto, o índice ainda está acima da meta estabelecida pelo governo para 2025, o que indica que desafios permanecem.
Banco Central deve manter cautela na política monetária
Políticas de controle de preços, ajustes tarifários e oscilações nos custos internacionais continuarão a influenciar o IPCA-15 e o IPCA oficial nos próximos meses. A atuação do Banco Central em sua política monetária, principalmente na taxa básica de juros, também terá papel decisivo para controlar a inflação.
O que esperar do IPCA oficial?

IPCA pode confirmar desaceleração apontada pelo IPCA-15
O IPCA-15 funciona como um termômetro para a inflação oficial, que será divulgada posteriormente, cobrindo o mês completo. Os dados atuais sugerem que o IPCA oficial de maio pode registrar uma inflação menor em comparação aos meses anteriores, confirmando a tendência de desaceleração.
Fatores que ainda podem influenciar o resultado
Ainda é necessário acompanhar fatores como o impacto da bandeira tarifária amarela, reajustes em medicamentos e eventuais mudanças nos preços de alimentos para entender a dinâmica completa da inflação.
Conclusão
A prévia da inflação em maio indica um cenário mais favorável para o consumidor brasileiro, com desaceleração na alta dos preços, especialmente no grupo alimentação e transportes. Contudo, a inflação ainda permanece acima da meta do governo para o ano, o que exige atenção e medidas contínuas para seu controle.
O acompanhamento do IPCA-15 e do IPCA oficial nos próximos meses será crucial para avaliar a evolução da inflação e seu impacto na economia e no poder de compra da população.
