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Renovação da CNH vencida tem prazo prorrogado; veja quem será beneficiado

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
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A procura pela primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aumentou em 2026 depois da entrada em vigor de um novo modelo de formação de condutores. A principal mudança foi a redução da carga mínima obrigatória de aulas práticas, que passou de 20 horas para apenas duas, além da possibilidade de estudar a parte teórica gratuitamente pela plataforma oficial do governo.

Os efeitos já aparecem nos números nacionais. Segundo o Ministério dos Transportes, mais de 2 milhões de brasileiros se tornaram habilitados em nove meses dentro do programa CNH do Brasil. O Nordeste apresentou o maior indicador de entrada nos processos, com crescimento de 54,7% no período analisado pelo governo.

No Rio Grande do Norte, o aumento também foi expressivo. Dados divulgados pelo Detran-RN apontam que o número de processos para obtenção da primeira habilitação cresceu 85,77% entre janeiro e julho de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025.

A mudança, entretanto, não representa simplesmente uma redução das exigências para dirigir. O candidato continua obrigado a ser aprovado nos exames teórico e prático antes de receber a autorização para conduzir.

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O que mudou para tirar a primeira CNH?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A transformação foi regulamentada pela Resolução Contran nº 1.020/2025, que reorganizou o processo de aprendizagem e habilitação. A norma permite que o candidato escolha diferentes formas de preparação, incluindo o curso teórico digital disponibilizado pelo governo.

Uma das principais novidades está justamente na parte teórica. O modelo federal não exige mais uma carga horária mínima previamente definida para esse curso. O candidato pode utilizar gratuitamente o conteúdo digital oferecido pelo Ministério dos Transportes ou optar por outras modalidades de formação autorizadas.

Na prática, isso permite combinar diferentes formas de preparação. É possível estudar pelo conteúdo digital oficial e complementar a preparação com uma autoescola ou outro serviço autorizado.

O próprio Ministério dos Transportes informa que a plataforma CNH do Brasil pode ser utilizada gratuitamente para o estudo teórico.

Aulas práticas obrigatórias caíram para duas horas

Outra alteração que chamou atenção foi a redução da carga mínima das aulas práticas de direção para duas horas.

A Resolução nº 1.020 determina que essa carga pode ser cumprida de forma contínua ou fracionada. Depois de cumprir o mínimo e ter o registro correspondente no sistema, o candidato pode realizar o exame prático de direção.

Isso não significa, porém, que duas horas sejam suficientes para qualquer pessoa aprender a dirigir.

A própria regulamentação estabelece que o planejamento das aulas deve priorizar a segurança e considerar as necessidades de aprendizagem do candidato. O governo também destaca que a aprovação nos exames continua sendo obrigatória.

Por isso, um candidato que nunca dirigiu pode optar por realizar mais aulas antes da prova. A diferença é que essas horas adicionais deixaram de ser uma exigência mínima igual para todos.

É possível fazer aulas com instrutor particular?

Sim. As novas regras abriram espaço para instrutores de trânsito autônomos autorizados pelos Detrans.

A formação prática pode ser realizada com instrutor vinculado a uma autoescola ou com profissional autônomo devidamente autorizado, além de outras modalidades previstas pela regulamentação.

A autorização, entretanto, não significa que qualquer pessoa habilitada possa oferecer aulas. O instrutor precisa cumprir os requisitos e estar autorizado pelo órgão de trânsito competente.

Em setembro de 2026, o Ministério dos Transportes informou que 552.994 dos 4,18 milhões de cursos práticos registrados no ano haviam sido realizados por instrutores autorizados, equivalentes a 13,2% do total.

O que acontece com as autoescolas?

A mudança alterou significativamente o modelo de negócios dos Centros de Formação de Condutores (CFCs).

Com menos horas práticas obrigatórias e novas possibilidades de contratação, os candidatos passaram a ter mais liberdade para escolher como se preparar. Para as autoescolas, isso significa disputar uma parcela maior do serviço de formação com profissionais autônomos.

Ao mesmo tempo, os CFCs continuam podendo oferecer pacotes com quantidade superior ao mínimo exigido. Para quem precisa desenvolver habilidades de direção, a contratação de aulas adicionais pode continuar sendo parte importante da preparação.

Os números nacionais mostram que as autoescolas ainda concentram a maior parte da formação prática. Em 2026, elas responderam por 86,8% dos cursos registrados, enquanto os instrutores autônomos ficaram com 13,2%.

Tirar a CNH ficou mais barato?

O governo federal afirma que o novo modelo pode reduzir em até 80% o custo da habilitação nas categorias A e B, dependendo das escolhas feitas pelo candidato. A economia está relacionada principalmente à redução das aulas obrigatórias e à oferta gratuita do conteúdo teórico.

Entretanto, não existe um preço único nacional para tirar a CNH. O valor final depende das taxas cobradas pelo Detran, exames, serviços escolhidos, quantidade de aulas práticas e preços praticados pelos profissionais e empresas autorizadas.

Portanto, fazer a habilitação pelo novo modelo não significa necessariamente que todos pagarão o mesmo valor ou que a economia será igual em todos os estados.

Ainda é preciso fazer as provas do Detran?

Sim. Essa é uma das informações mais importantes para quem pretende aproveitar as novas regras.

A redução das aulas não eliminou os exames. O candidato continua precisando ser aprovado na prova teórica e no exame prático de direção para obter a habilitação.

A Resolução Contran nº 1.020 estabelece que o exame prático serve para verificar se o candidato possui as habilidades necessárias para conduzir o veículo com segurança.

Isso significa que o novo sistema dá mais liberdade sobre a preparação, mas mantém a avaliação oficial como etapa obrigatória.

O que o candidato deve considerar antes de tirar a CNH?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A principal vantagem do novo modelo é a possibilidade de adaptar a formação às necessidades de cada candidato. Quem já possui experiência pode precisar de menos aulas, enquanto uma pessoa que nunca dirigiu pode se beneficiar de um período maior de treinamento.

A economia também deve ser analisada com cuidado. Escolher apenas a quantidade mínima de aulas pode reduzir o gasto inicial, mas não necessariamente representa a melhor preparação para todos os candidatos.

O objetivo central continua sendo chegar ao exame com capacidade para conduzir o veículo com segurança. A própria regulamentação determina que as atividades práticas priorizem a segurança do candidato, do instrutor e dos demais usuários das vias.

Assim, o crescimento da procura pela primeira CNH em 2026 mostra que as novas regras mudaram o acesso à habilitação. O processo ficou mais flexível, com estudo teórico gratuito, menos horas práticas obrigatórias e novas opções de instrutores, mas a responsabilidade do candidato em se preparar adequadamente permanece.

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