A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga os atos golpistas do dia 8 de janeiro, deve contar com a presença de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil. O pedido para que ela compareça foi protocolado nesta semana.
Prisão na família Bolsonaro? Deputada quer que Michelle preste depoimento; entenda
Uma deputada pediu a convocação de Michelle Bolsonaro para depor sobre os atos golpistas de 8 de janeiro na CPMI. Saiba mais!
A CPMI será retomada no dia 1º de agosto, na próxima terça-feira. Os deputados estão em recesso parlamentar, que termina na próxima segunda-feira, no último dia do mês. Saiba mais informações a seguir.
Michelle Bolsonaro deve comparecer à CPMI
A deputada Jandira Feghali, do PCdoB-RJ, quer que a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro seja convocada pela comissão parlamentar mista a fim de prestar depoimento sobre o ocorrido no dia 8 de janeiro de 2023.
Michelle estaria envolvida porque o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, realizava depósitos bancários em dinheiro vivo à ex-primeira-dama. As denúncias foram divulgadas em reportagens do portal UOL e do jornal Metrópole.
Feghali destaca que a presença de Michelle é importante, já que é necessário ouvir seus esclarecimentos sobre os interesses e o seu possível envolvimento em situações que resultaram no que aconteceu no início do ano.
Quem já prestou depoimento à CPMI?
Desde o início da comissão, que tem como relatora a senadora Eliziane Gama, do PSD-MA, já foram ouvidas as seguintes pessoas:
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- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal;
- George Washington de Oliveira Sousa, preso por tentar realizar um atentado perto do aeroporto de Brasília;
- Jean Lawand Junior, coronel do Exército, trocou mensagens de conteúdo golpista com Mauro Cid;
- Jorge Eduardo Naime, coronel e ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal;
- Mauro César Barbosa Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante-de-ordens do então presidente Jair Bolsonaro.
A relatora afirmou que, a partir de agosto, documentos sigilosos abrirão novas frentes para as investigações e que os próximos dias serão “intensos”.
Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
