A Polícia Federal (PF) anunciou, nesta sexta-feira (11), que irá convocar Michelle Bolsonaro para depor. A entidade deseja ouvir a ex-primeira-dama sobre a suposta venda ou apropriação de presentes que foram entregues ao seu marido, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro.
Prisão na família Bolsonaro? Polícia Federal vai intimar Michelle a depor
PF quer ouvir ex-primeira-dama sobre venda de joias dadas de presente ao Brasil durante o governo Bolsonaro. Confira mais informações aqui!
A intimação foi determinada após a PF ter acesso a áudios de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Em um trecho do diálogo, Mauro relata que uma joia já teria sido entregue a Michelle Bolsonaro, o que sugere que ela poderia estar de posse dos objetos.
Áudio de Mauro Cid
As mensagens de voz divulgadas pela PF ainda apontam que Michelle foi avisada que um dos presente teria “sumido”. Ademais, o diálogo também afirma que a ex-primeira-dama esqueceu uma caixa com joias durante uma viagem a Londres. Essas conversas aconteceram entre Mauro Cid e outros ex-assessores de Bolsonaro.
Além disso, as primeiras investigações apontam crimes de peculato por parte do ex-presidente e da ex-primeira-dama. Essa irregularidade é caracterizada quando um agente público se apropria de bens conseguidos por conta do cargo que ocupa.
O caso apresentou desdobramentos nesta sexta. Relacionado a isso, PF realizou operações de busca e apreensão contra suspeitos de terem vendidos as joias de forma ilegal. As transações ocorreram durante o governo Bolsonaro e podem ter ultrapassado a marca de R$ 1 milhão. A Polícia foi a quatro endereços localizados em Niterói, São Paulo e Brasília.
Venda de joias de Bolsonaro
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Segundo a TV Globo e Globonews, os alvos da operação são Mauro Cid e Mauro Lorena Cid, pai do ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro. Além desses, também são alvos da operação Osmar Crivelatti e Frederick Wassef, advogado que já defendeu integrantes da família Bolsonaro.
O objeto da investigação são dois relógios presenteados ao Brasil pelo governo árabe. Eles teriam sido transportados em um avião oficial brasileiro e foram vendidos nos Estados Unidos. De acordo com o relatório da PF, a venda teria acontecido em junho de 2022, quando Bolsonaro foi ao país para participar da Cúpula das Américas.
Imagem: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
