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Produção de fábrica da GM em São Paulo será interrompida; entenda

A GM, dona da marca Chevrolet, anunciou que irá parar sua produção de carros na fábrica de São José dos Campos, em São Paulo. Veja mais!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Fábrica de carros com máquinas/robôs trabalhando montadoras

Nesta terça-feira (7), a General Motors (GM), dona da marca Chevrolet, anunciou que irá parar sua produção de carros por três semanas na fábrica de São José dos Campos, interior de São Paulo. O intuito dessa ação é readequar a produção, segundo comunicado divulgado pelo sindicato dos metalúrgicos da região.

De acordo com Valmir Mariano, vice-presidente do sindicato, essa readequação, segundo justificativa da própria empresa, é motivada pela queda das vendas. Pois, em fevereiro, as vendas de veículos no Brasil foram menores que 130 mil unidades no total de todas as marcas, o que corresponde ao número de vendas mais baixo dos últimos 17 anos.

Dessa forma, entre os dias 27 de março e 13 de abril, a GM dará férias coletivas aos trabalhadores que atuam na fábrica do interior paulista.

Greve na GM

Em fevereiro, a fábrica da General Motors em Gravataí (RS) já havia interrompido a produção do Onix, o modelo mais vendido do Brasil. No entanto, as férias já estavam programadas para que fosse realizada atualização e modernização das linhas de montagem.

Para além disso, de acordo com o sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, na última sexta-feira (3), a GM deu início a um corte de funcionários, o que fez com que os trabalhadores da fábrica fizessem uma paralisação por uma hora e meia na entrada da unidade nesta terça-feira (7).

À vista disso, também nesta terça, os metalúrgicos que atuam no turno da manhã na fábrica, por meio de uma assembleia, aprovaram um aviso de greve em protesto contra as recentes demissões.

Demissões na GM

De acordo com Mariano, a montadora de São José dos Campos, que emprega cerca de quatro mil funcionários, já demitiu 34 trabalhadores. Contudo, segundo o sindicato, as demissões ocorreram em todos os setores da fábrica, sem que houvesse justificativa ou negociação.

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Assim, caso a empresa não atenda a reivindicação do sindicato por estabilidade de emprego a todos os trabalhadores, por meio do aviso de greve, há a possibilidade de uma nova paralisação dos funcionários.

Queda na demanda

Embora o número de veículos emplacados em janeiro de 2023 tenha tido um aumento de 12,9% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio Lima Leite, esse número não representa um crescimento, pois a demanda dá sinais de desaceleração em 2023.

Imagem: Jenson / shutterstock

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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