Segundo Guilherme Benchimol, fundador da XP, os profissionais de investimentos que não incorporarem inteligência artificial (IA) ao seu dia a dia estão em risco de se tornarem obsoletos. Para ele, o setor financeiro vive uma transformação comparável ao impacto da entrada de corretoras independentes no mercado há 25 anos.
O executivo defende que a personalização, a eficiência e a precisão no atendimento só serão possíveis com ferramentas tecnológicas avançadas, como big data, CRMs modernos e análises preditivas. Continue lendo e entenda por que a IA já é uma exigência para quem atua em investimentos.
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Como a tecnologia mudou o papel dos profissionais de investimentos

Há duas décadas, os profissionais de investimentos dependiam basicamente de memória, contatos pessoais e “feeling” para orientar clientes. Hoje, o cenário é diferente.
Estudos citados por Benchimol mostram que o uso de IA pode melhorar o gerenciamento de risco em até 30% e dobrar o valor do tempo de vida de um cliente. Isso significa que o profissional não apenas retém sua base, mas também fortalece o relacionamento por meio de interações personalizadas.
Segundo Benchimol, aqueles que ainda insistem em práticas tradicionais, sem apoio tecnológico, estão em declínio.
Diferenças entre os profissionais de investimentos
O mercado brasileiro conta com diferentes perfis de atuação, mas todos estão sendo impactados pela revolução tecnológica:
- Assessor de investimentos: regulado pela CVM, atua como intermediário ligado a corretoras e pode registrar ordens em nome do cliente.
- Consultor de investimentos: possui autonomia para recomendações, mas não pode realizar transações.
- Gerente de banco: generalista, administra contas e investimentos, mas costuma estar limitado a oferecer produtos próprios do banco.
Para Benchimol, não há um modelo único que dominará, mas sim aqueles que souberem integrar tecnologia ao relacionamento humano.
Inteligência artificial e os profissionais de investimentos
A inteligência artificial está remodelando o setor em ritmo acelerado. Benchimol destaca que o uso da IA no mercado financeiro brasileiro cresceu 40% só em 2024.
Ferramentas como Salesforce e outros CRMs permitem mapear históricos de clientes, prever necessidades futuras e oferecer soluções sob medida. Além disso, algoritmos de machine learning simulam cenários econômicos, como mudanças nas taxas de juros, ajudando a reduzir riscos.
“Acabou a era da navegação manual; agora, é sobre dados e automação”, reforça Benchimol.
Impactos para clientes e para a indústria
Para os clientes, a transformação significa aconselhamento mais preciso, redução de riscos e retorno potencialmente maior. Já para a indústria, a mensagem é clara: ou adota a tecnologia ou perde relevância.
Um relatório da CVM aponta que 95% das empresas reconhecem a importância da IA, mas apenas 14% a utilizam em profundidade. Isso cria um cenário de urgência, no qual os profissionais de investimentos tecnologicamente preparados sairão na frente.
Profissionais de investimentos obsoletos: um alerta de Benchimol
Benchimol compara os profissionais que resistem à IA a pilotos que ainda usam estrelas para se guiar, em vez de GPS. A metáfora ilustra como o mercado evoluiu e como aqueles que não acompanham a mudança podem ficar ultrapassados.
O alerta é especialmente válido para gerentes e assessores que ainda apostam exclusivamente em contatos no WhatsApp e intuição. “Essa estratégia já não atende às demandas atuais de personalização”, afirma.
O que a XP tem feito para apoiar seus profissionais de investimentos
A XP tem investido em infraestrutura tecnológica de ponta. Benchimol destaca que a empresa utiliza sistemas comparáveis aos das maiores gestoras do mundo, como BlackRock e Vanguard.
Entre as iniciativas:
- CRM integrado à Salesforce: permite rastrear interações em tempo real e prever comportamentos.
- Algoritmos de machine learning: ajudam na alocação de portfólio, reduzindo riscos e otimizando retornos.
- Retenção e satisfação: a personalização proporcionada pela tecnologia elevou o índice de satisfação (NPS) a patamares acima de 90.
Para Benchimol, esses avanços garantem competitividade e fortalecem o vínculo entre profissionais de investimentos e clientes.
Como os profissionais de investimentos podem se adaptar

Para não ficarem para trás, os especialistas do setor devem:
- Dominar CRMs e ferramentas de big data.
- Usar análises preditivas para orientar decisões de clientes.
- Adotar a IA generativa como apoio em relatórios e estratégias.
- Investir em capacitação contínua, acompanhando tendências.
- Equilibrar tecnologia e relacionamento humano.
Segundo Benchimol, o futuro será ocupado por profissionais híbridos, que unem empatia ao poder da automação.
Recapitulando
Guilherme Benchimol alerta: profissionais de investimentos que não adotarem inteligência artificial serão rapidamente substituídos. A tecnologia já não é diferencial, mas necessidade.
Ferramentas como big data, CRMs e machine learning transformam a forma de gerenciar riscos, personalizar atendimentos e entregar resultados. O mercado financeiro, cada vez mais digital e competitivo, exige atualização constante para quem deseja permanecer relevante.
Com informações de: InfoMoney
