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Profissionais de investimentos que não adotam IA ficarão obsoletos, diz Benchimol

Profissionais de investimentos que ignorarem a inteligência artificial perderão espaço. Veja por que a IA é essencial no mercado financeiro.

Avatar de Fernanda Ramos Fernanda Ramos · · 4 min de leitura
Investir investimentos

Segundo Guilherme Benchimol, fundador da XP, os profissionais de investimentos que não incorporarem inteligência artificial (IA) ao seu dia a dia estão em risco de se tornarem obsoletos. Para ele, o setor financeiro vive uma transformação comparável ao impacto da entrada de corretoras independentes no mercado há 25 anos.

O executivo defende que a personalização, a eficiência e a precisão no atendimento só serão possíveis com ferramentas tecnológicas avançadas, como big data, CRMs modernos e análises preditivas. Continue lendo e entenda por que a IA já é uma exigência para quem atua em investimentos.

Leia mais: Inteligência artificial ameaça criatividade e escrita humana

Como a tecnologia mudou o papel dos profissionais de investimentos

Inteligência artificial já atende parte das chamadas de emergência
Imagem: Freepik

Há duas décadas, os profissionais de investimentos dependiam basicamente de memória, contatos pessoais e “feeling” para orientar clientes. Hoje, o cenário é diferente.

Estudos citados por Benchimol mostram que o uso de IA pode melhorar o gerenciamento de risco em até 30% e dobrar o valor do tempo de vida de um cliente. Isso significa que o profissional não apenas retém sua base, mas também fortalece o relacionamento por meio de interações personalizadas.

Segundo Benchimol, aqueles que ainda insistem em práticas tradicionais, sem apoio tecnológico, estão em declínio.

Diferenças entre os profissionais de investimentos

O mercado brasileiro conta com diferentes perfis de atuação, mas todos estão sendo impactados pela revolução tecnológica:

  • Assessor de investimentos: regulado pela CVM, atua como intermediário ligado a corretoras e pode registrar ordens em nome do cliente.
  • Consultor de investimentos: possui autonomia para recomendações, mas não pode realizar transações.
  • Gerente de banco: generalista, administra contas e investimentos, mas costuma estar limitado a oferecer produtos próprios do banco.

Para Benchimol, não há um modelo único que dominará, mas sim aqueles que souberem integrar tecnologia ao relacionamento humano.

Inteligência artificial e os profissionais de investimentos

A inteligência artificial está remodelando o setor em ritmo acelerado. Benchimol destaca que o uso da IA no mercado financeiro brasileiro cresceu 40% só em 2024.

Ferramentas como Salesforce e outros CRMs permitem mapear históricos de clientes, prever necessidades futuras e oferecer soluções sob medida. Além disso, algoritmos de machine learning simulam cenários econômicos, como mudanças nas taxas de juros, ajudando a reduzir riscos.

“Acabou a era da navegação manual; agora, é sobre dados e automação”, reforça Benchimol.

Impactos para clientes e para a indústria

Para os clientes, a transformação significa aconselhamento mais preciso, redução de riscos e retorno potencialmente maior. Já para a indústria, a mensagem é clara: ou adota a tecnologia ou perde relevância.

Um relatório da CVM aponta que 95% das empresas reconhecem a importância da IA, mas apenas 14% a utilizam em profundidade. Isso cria um cenário de urgência, no qual os profissionais de investimentos tecnologicamente preparados sairão na frente.

Profissionais de investimentos obsoletos: um alerta de Benchimol

Benchimol compara os profissionais que resistem à IA a pilotos que ainda usam estrelas para se guiar, em vez de GPS. A metáfora ilustra como o mercado evoluiu e como aqueles que não acompanham a mudança podem ficar ultrapassados.

O alerta é especialmente válido para gerentes e assessores que ainda apostam exclusivamente em contatos no WhatsApp e intuição. “Essa estratégia já não atende às demandas atuais de personalização”, afirma.

O que a XP tem feito para apoiar seus profissionais de investimentos

A XP tem investido em infraestrutura tecnológica de ponta. Benchimol destaca que a empresa utiliza sistemas comparáveis aos das maiores gestoras do mundo, como BlackRock e Vanguard.

Entre as iniciativas:

  • CRM integrado à Salesforce: permite rastrear interações em tempo real e prever comportamentos.
  • Algoritmos de machine learning: ajudam na alocação de portfólio, reduzindo riscos e otimizando retornos.
  • Retenção e satisfação: a personalização proporcionada pela tecnologia elevou o índice de satisfação (NPS) a patamares acima de 90.

Para Benchimol, esses avanços garantem competitividade e fortalecem o vínculo entre profissionais de investimentos e clientes.

Como os profissionais de investimentos podem se adaptar

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Imagem: Freepik

Para não ficarem para trás, os especialistas do setor devem:

  • Dominar CRMs e ferramentas de big data.
  • Usar análises preditivas para orientar decisões de clientes.
  • Adotar a IA generativa como apoio em relatórios e estratégias.
  • Investir em capacitação contínua, acompanhando tendências.
  • Equilibrar tecnologia e relacionamento humano.

Segundo Benchimol, o futuro será ocupado por profissionais híbridos, que unem empatia ao poder da automação.

Recapitulando

Guilherme Benchimol alerta: profissionais de investimentos que não adotarem inteligência artificial serão rapidamente substituídos. A tecnologia já não é diferencial, mas necessidade.

Ferramentas como big data, CRMs e machine learning transformam a forma de gerenciar riscos, personalizar atendimentos e entregar resultados. O mercado financeiro, cada vez mais digital e competitivo, exige atualização constante para quem deseja permanecer relevante.

Com informações de: InfoMoney

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