O Ministério Público do Trabalho (MPT) afirma que os profissionais “pulam” de emprego, de forma voluntária, com mais frequência no Brasil. Com isso, o tempo médio que uma pessoa fica em uma empresa não chega a dois anos.
Profissionais “pulam” de emprego com mais frequência; entenda a tendência job hopping
Mais do que um salário maior, profissionais estão em busca de desafios, novas experiências, flexibilidade e diversidade. Saiba mais!
Essa prática tem sido chamada de “job hopping”, sendo mais comum em trabalhadores de 18 a 24 anos. Isso significa que essas pessoas estão sempre em busca de desafios e novas experiências. Muitas vezes, a mudança de emprego em tão pouco tempo, que em média dura nove meses, não é somente em decorrência da faixa salarial.
Job hopping é comum entre trabalhadores jovens
À vista disso, é perceptível que a tendência job hopping é mais comum nas pessoas jovens, que possuem uma personalidade mais digital. Ademais, esse perfil profissional busca estar em um ambiente de trabalho mais flexível e diversificado.
Nesse sentido, a geração Z e os millenials sentem a necessidade de liberdade, ou seja, não querem estar “presos” em uma única empresa. Inclusive, o Ministério do Trabalho e Previdência alegou, em 2022, que o tempo que a geração Z permanece no trabalho é ainda menor: de apenas três meses.
Desse modo, uma das principais características da tendência job hopping é a busca constante por conhecimento, aprendizados e experiências únicas.
Disparidade entre gerações
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Em entrevista ao portal Você RH, o CEO da empresa de recrutamento Mappit, Rodrigo Vianna, comentou a respeito da disparidade entre as gerações, em relação ao tempo de permanência no emprego. Veja:
- Geração baby boomers: pessoas que nasceram na década de 60 tendem a ficar mais tempo em uma única empresa durante toda a vida até a aposentadoria. Além disso, elas tem perspectiva de crescimento lento;
- Geração X: quem nasceu no final da década de 70 está na cultura workaholic, em que o trabalho excessivo era considerado algo positivo e que garantia crescimento acelerado e salários maiores;
- Geração millennials: são profissionais que procuram estar em empresas que se preocupam com os valores e propósito, trazendo uma “ruptura para o mercado de trabalho”;
- Geração Z: continuam em busca dos valores, mas possuem um perfil de “mercado mais dinâmico e horizontal”. Se as empresas não acompanharem esse ritmo, por exemplo, os jovens dessa geração “simplesmente vão embora”.
Imagem: Roman Samborskyi/ shutterstock.com
