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Projeção da Selic piora: mercado revisa juros para 2026 após confirmar 15% em Janeiro

Boletim Focus eleva projeção da Selic para 2026 e aponta manutenção dos juros. IPCA recua e PIB sobe, em meio à instabilidade política recente.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa4 min de leitura
Selic

O mercado financeiro brasileiro começou a revisar suas projeções para a taxa Selic ao final de 2026, apontou a última edição do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 8. Os dados mostram que os economistas consultados pelo BC elevaram a expectativa de juros e agora aguardam manutenção da taxa já na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2026.

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Expectativa de Selic para o fim de 2025

Segundo o Boletim Focus, a mediana das projeções indica que a Selic deve permanecer em 15% ao final de 2025. A manutenção ocorre antes da última reunião do Copom em 2025, prevista para os dias 10 e 11 de dezembro, quando o mercado já prevê que o BC deve manter a política monetária sem alterações, mesmo diante de dados recentes de inflação e crescimento econômico.

Ajustes na projeção da Selic para 2026

Para 2026, os agentes consultados pelo BC elevaram a Selic terminal de 12% para 12,25%. A mudança reflete um cenário de maior cautela do Banco Central diante de fatores políticos e econômicos recentes. Entre os eventos que impactaram as expectativas está a notícia sobre o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro à candidatura do filho Flávio Bolsonaro à Presidência, que gerou volatilidade nos ativos brasileiros.

Copom em janeiro de 2026

O Boletim Focus indica que os economistas passaram a prever manutenção da Selic na primeira reunião do Copom em janeiro de 2026, nos dias 27 e 28, revendo o corte de 0,25 ponto percentual que havia sido esperado anteriormente. A segunda reunião do ano está marcada para 17 e 18 de março, onde novos ajustes poderão ocorrer dependendo do cenário econômico.

Revisão das projeções de inflação (IPCA)

No que diz respeito à inflação, os economistas realizaram ajustes para baixo nas projeções do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A expectativa agora é de alta de 4,40% em 2025 e 4,16% em 2026, levemente abaixo dos números anteriores (4,43% e 4,17%). Estes valores permanecem dentro da meta de inflação do Banco Central, que é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Fatores que influenciam a inflação

O ajuste nas projeções ocorre apesar de pressões externas e internas, incluindo oscilações cambiais e preços de commodities. Especialistas destacam que a política monetária mais cautelosa, com manutenção da Selic elevada, tem como objetivo conter a inflação sem comprometer o crescimento econômico.

Projeções de crescimento do PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) também teve suas projeções revisadas pelo mercado. Para 2025, os economistas agora estimam crescimento de 2,25%, ante 2,16% na semana anterior. Para 2026, a expectativa passou de 1,78% para 1,80%.

PIB do terceiro trimestre e ajustes

Os ajustes ocorreram mesmo após o IBGE divulgar que o PIB do terceiro trimestre cresceu apenas 0,1% sobre o trimestre anterior, abaixo da expectativa de 0,2%. O resultado mostra que o mercado está mais otimista em relação à recuperação econômica nos próximos anos, contando com fatores como investimentos privados e retomada de consumo.

Estabilidade do dólar

O relatório Focus também trouxe projeções para a cotação do dólar. Para o fim de 2025, a mediana permanece em R$ 5,40, mantendo-se estável pela terceira semana consecutiva. Já para o fim de 2026, a estimativa intermediária permanece em R$ 5,50, pela oitava semana seguida.

Impacto do dólar na economia

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A estabilidade cambial é vista como positiva, pois ajuda a controlar a inflação de produtos importados e oferece previsibilidade para empresas e investidores. No entanto, o mercado permanece atento a eventos políticos e externos que possam gerar volatilidade no câmbio.

Perspectivas para a política monetária em 2026

Economistas destacam que a manutenção da Selic elevada em 2026 é uma estratégia do Banco Central para garantir o controle da inflação e evitar pressões inflacionárias mais fortes. A expectativa de juros mais altos também influencia o mercado financeiro, atraindo investimentos em renda fixa e impactando o custo de crédito para empresas e consumidores.

Riscos e oportunidades

Apesar do cenário de juros elevados, a economia brasileira enfrenta desafios, como incertezas políticas, câmbio volátil e pressões fiscais. Por outro lado, a perspectiva de crescimento do PIB oferece oportunidades de investimento e expansão para setores estratégicos da economia.

Conclusão

O Boletim Focus mostra um cenário de cautela e ajustes nas expectativas para Selic, IPCA e PIB nos próximos anos. A manutenção de juros elevados e revisões em indicadores econômicos indicam que o Banco Central busca equilibrar controle da inflação com estímulo ao crescimento econômico.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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