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Projeto de lei que prevê o pagamento de nova pensão foi aprovado na Câmara dos Deputados

Um Projeto de Lei que institui o pagamento de um novo tipo de pensão foi aprovado na Câmara dos Deputados. Saiba mais!

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Imagem das mãos de uma mulher, segurando as mãos de uma criança.Na mão da criança, tem algumas moedas de real

O Projeto de Lei (PL) 976/22, da deputada Maria do Rosário (PT) em parceria com outras sete parlamentares, foi aprovado nesta quinta (9). O relator do PL, deputado Capitão Alberto Neto (PL), informou que aprimorou o texto, mas o manteve praticamente original.

O projeto institui um novo tipo de pensão: para dependentes de vítimas de feminicídio. Ou seja, se a mulher perdeu a sua vida apenas por ser mulher, seus dependentes de até 18 anos receberão uma pensão do Estado. O valor será de um salário mínimo para todos os dependentes em conjunto.

Além disso, o Projeto de Lei estabelece que recebam a pensão filhos biológicos ou adotivos, sem distinção. Ademais, recebem a pensão as famílias que têm renda mensal de até R$ 330 por pessoa. Se porventura, após julgado, o caso não seja classificado como feminicídio, o benefício será suspenso.

Projeto de Lei protege outras vítimas

Segundo Maria do Rosário, co-autora do projeto, o objetivo é proteger as crianças. Ela afirma que:

“Não podem as crianças e os adolescentes, por razões violentas, serem privadas de condições dignas de existência”.

Dessa forma, passa a ser responsabilidade do Estado suprir a ausência da mãe em casos de feminicídio. Ao menos, financeiramente.

Além disso, o orçamento destinado para o Projeto de Lei, será de 10,5 milhões de reais em 2023. Chegando na casa dos 11 milhões em 2024. Contudo, segundo o relator, esses valores não têm impacto significativo nas pensões especiais que são responsabilidade da União.

Casos de violência contra a mulher no Brasil

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Os números de casos de violência contra a mulher no Brasil são alarmantes. Em 2022, foram mais de cinquenta mil casos por dia. Destes, 58% foram praticados por companheiros ou ex-companheiros. Além disso, 65% aconteceram com mulheres negras e, do total, 57% tinham filhos.

Dessa forma, o Projeto de Lei tenta garantir o mínimo de dignidade para os dependentes das vítimas. Segundo Maria do Rosário, o mundo ideal é onde não exista feminicídio. Mas, até lá “resta a nós, além de tudo no combate à violência contra as mulheres, a responsabilidade de proteger as vítimas crianças”.

Imagem: Pixel-Shot / Shutterstock

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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