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Projeto de lei visa o fim da estabilidade para servidores públicos; entenda

Entenda as discussões em torno deste PLP que quer estabelecer critérios de produção para diminuir a estabilidade para servidores públicos.

Maria SoaresPor Maria Soares2 min de leitura
Ponto facultativo

As movimentações políticas nas câmaras legislativas frequentemente causam discussões. Recentemente, uma delas vem chamando atenção no setor público: o projeto de lei complementar (PLP) 51/2019, que busca reformular as regras para a estabilidade de servidores públicos. Com amplas ramificações, esse projeto afetaria trabalhadores das esferas municipal, estadual e federal.

Impulsionado pelo deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL/SP), o projeto procura estabelecer um sistema de avaliação periódica de desempenho para os servidores. Mas, o que exatamente isso significa? Como os sindicatos e entidades do funcionalismo estão reagindo? Neste artigo, vamos explicar essas questões. Por isso, continue lendo!

O que diz o PLP que quer acabar com estabilidade para servidores públicos?

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Imagem: fizkes / Shutterstock.com

O texto proposto pelo PLP sugere um novo sistema de avaliação para os servidores públicos. Segundo propõe o projeto, esse sistema, conforme estipulado, levará em conta aspectos como “assiduidade e pontualidade”, “qualidade e tempestividade do trabalho”, “presteza e iniciativa” e “produtividade do trabalho”.

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Nesse sentido, uma comissão ou chefia imediata seria responsável por esta avaliação. Com isso, aqueles que não obtivessem pelo menos 70% da nota máxima seriam classificados como insatisfatórios. Assim, dado o contexto, o PLP estabelece que isso poderia resultar na perda da estabilidade do servidor.

Oposição aponta risco de assédio no trabalho

Como era de se esperar, a proposta gerou controvérsias. Diante disso, a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União, por exemplo, manifestou preocupações significativas sobre o projeto.

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Segundo eles, a nova sistemática, além de atacar diretamente os direitos dos servidores, também pode comprometer os princípios de impessoalidade e moralidade no serviço público.

Ainda, uma das maiores preocupações é a possibilidade deste sistema de avaliação servir como instrumento de assédio, perseguição ou pressão, colocando em risco o bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores.

Imagem: fizkes / Shutterstock.com

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Maria Soares

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