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42 mil pessoas se mobilizam em São Paulo contra anistia e PEC da Blindagem

Cerca de 42 mil pessoas se reuniram na Paulista contra a anistia e PEC da Blindagem. Saiba como a sociedade se mobilizou.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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Cerca de 42,4 mil pessoas reuniram-se na avenida Paulista, no coração de São Paulo, no último domingo (21), para protestar contra a anistia e PEC da Blindagem. A estimativa é do Monitor do Debate Político no Meio Digital, ligado à USP.

Os manifestantes criticaram o Congresso Nacional e exigiram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e outros crimes.

Leia mais: Anistia light prevê reduzir pena de Bolsonaro para 17 anos

Alcance nacional dos protestos

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Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ao todo, 33 cidades em todo o país realizaram atos, incluindo todas as capitais. A mobilização contou com a participação de sindicatos, grupos estudantis, artistas e movimentos sociais, como o MST e o MTST, além de partidos de esquerda e centro-esquerda.

Convocados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, os atos tiveram o objetivo de demonstrar rejeição às tentativas de proteger políticos condenados e reforçar a importância da democracia.

Vozes da sociedade em defesa da democracia

Professores e acadêmicos

Reginaldo Cordeiro de Santos Júnior, professor de Serviço Social, viajou especialmente para São Paulo para participar do ato. Ele destacou que a mobilização é essencial para preservar os direitos conquistados com a Constituição de 1988.

“É importante que a juventude compreenda o valor da democracia e o que está sendo ameaçado no Congresso”, afirmou.

Aposentados

Miriam Abramo, professora aposentada, de 75 anos, lembrou a ditadura militar e ressaltou a necessidade de evitar retrocessos.

“Não quero que a juventude espere 40 anos para poder escolher seu presidente novamente. Precisamos defender a democracia hoje”, disse.

Famílias engajadas

O professor de artes marciais Renato Tambellini levou sua filha de 12 anos, Luiza, para mostrar a importância da participação popular desde cedo.

“Explico a eles que é preciso se mobilizar, reivindicar direitos. Este é um momento histórico com a condenação de golpistas. Temos que estar na rua para consolidar a democracia”, declarou.

Participação de povos indígenas

Tamikuã Txih, do povo Pataxó, da terra indígena do Jaraguá, destacou que a luta é de todos os povos. Segundo ele, a sociedade precisa se unir para rejeitar a impunidade e proteger direitos conquistados.

“Não podemos aceitar que o Congresso ou futuros parlamentares ajam impunemente. Por isso dizemos não à anistia e à PEC da Blindagem”, afirmou.

Entendendo a PEC da Blindagem

A PEC da Blindagem altera o processo judicial contra parlamentares, exigindo que qualquer investigação criminal seja aprovada pelas casas legislativas.

Críticos afirmam que a medida favorece a impunidade, enfraquece a responsabilização política e abre caminho para retrocessos em direitos civis.

O papel dos movimentos sociais

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Organizações como MST, MTST, sindicatos e partidos políticos desempenharam papel central na mobilização. Entre os objetivos:

  • Demonstrar rejeição popular à PEC da Blindagem;
  • Exigir punição para os condenados por tentativa de golpe;
  • Fortalecer a democracia e participação cidadã;
  • Conscientizar jovens sobre direitos e deveres civis.

As manifestações mostraram a força da sociedade civil em pressionar o Congresso e o Executivo.

Atos culturais e políticos

O protesto na Paulista também contou com intervenções culturais e discursos de lideranças, reforçando que cultura e política podem se unir para engajar a população.

A mobilização foi registrada amplamente em redes sociais, ampliando a pressão sobre parlamentares e fortalecendo a mensagem de que a sociedade não aceita medidas que limitem a responsabilização de políticos.

Próximos passos

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Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

Organizações civis prometem acompanhar a tramitação da PEC da Blindagem e a situação da anistia. Caso as medidas avancem sem mudanças, novos protestos estão previstos, mantendo a pressão sobre os parlamentares e o poder público.

Recapitulando

O ato na avenida Paulista reuniu 42 mil pessoas em defesa da democracia e contra a anistia e PEC da Blindagem. Participaram cidadãos de todas as idades, movimentos sociais e partidos políticos, mostrando que a sociedade civil segue mobilizada para impedir retrocessos e garantir a responsabilização de políticos condenados.

Com informações de: Agência Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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