Hoje (30), a Comissão Mista de Orçamento (CMO) votou o fim das emendas do relator para 2023. Entretanto, apenas dois parlamentares votaram a favor. O que chama a atenção é que nenhum deles é do Partido dos Trabalhadores (PT).
PT fica em silêncio a respeito de proposta sobre o fim do orçamento secreto
PT fica em silêncio durante votação sobre o fim do orçamento secreto. Saiba o que disseram os políticos envolvidos.
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) é a autora do pedido. Somente ela e o deputado Elias Vaz (PSB-GO) foram favoráveis ao fim das emendas do relator. Porém, faziam parte da CMO vários deputados do PT que não se pronunciaram sobre o tema.
Com isso, a Comissão de Orçamento aprovou a proposta para a Lei Orçamentária de 2023. Nela, são destinados R$19,5 bilhões para serem utilizados em emendas do relator no ano que vem.
PT fica em silêncio durante a votação
Na reunião da CMO estavam presentes seis deputados do PT, Enio Verri (PR), Rui Falcão (SP), Leonardo Monteiro (MG), Waldenor Pereira (BA), Nilto Tatto (SP) e Paulo Guedes (MG). Entretanto, nenhum deles se posicionou a favor do fim das emendas do relator.
Contudo, o PT foi o partido que falou mais vezes sobre a importância do fim das emendas do relator durante a campanha eleitoral.
Durante esse período, o partido usou o termo orçamento secreto para se referir às emendas. Além disso, afirmou que esse seria o maior esquema de corrupção do Brasil. Isso porque ,era a forma utilizada pelo atual presidente de comprar apoio nas bancadas da Câmara e do Senado.
Porém, durante a votação, os integrantes do PT resolveram se manter em silêncio. Com isso, as emendas do relator ou o orçamento secreto continuam no ano que vem.
Posicionamento do PT
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Perguntados porque não apoiaram o fim das emendas do relator para 2023, os deputados do PT disseram que o partido ainda não assumiu o poder. Portanto, não seria o momento de fazer essas mudanças.
Além disso, defenderam que esses recursos devem ser controlados pelo Executivo e não pelo Legislativo.
Imagem: Isaac Fontana/shutterstock.com
