O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado por Vladmir Putin, presidente da Rússia, para participar do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF). O evento está marcado para acontecer entre os dias 14 a 17 de junho, mas Lula ainda não confirmou presença.
As informações foram dadas pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, à imprensa, na saída do Palácio Alvorada. De acordo com o líder da pasta, o convite foi entregue pelo chanceler russo, Sergey Lavrov, durante reunião com o governante do Brasil na última segunda-feira (17).
Visita de cortesia
A reunião entre Lula e Lavrov foi reservada e durou em torno de uma hora e trinta minutos. Além disso, o encontro não havia sido divulgado pelo Palácio do Planalto. Nesse sentido, Vieira alegou aos jornalistas que se tratava de uma visita de cortesia.
“O presidente recebeu o ministro Lavrov para uma visita de cortesia. O ministro Lavrov foi portador de uma carta de Putin para Lula para ir à Rússia para o fórum econômico de São Petersburgo”, afirmou o ministro.
Similaridades entre Brasil e Rússia
Vale ressaltar que horas antes de se reunir com o presidente da República, o chanceler russo havia se encontrado com o ministro Mauro Vieira.
Posteriormente, os dois conversaram com a imprensa e, na oportunidade, Lavrov afirmou que Brasil e Rússia são países que apresentam similaridades acerca da visão sobre os acontecimentos globais. No entanto, o ministro russo não citou a guerra na Ucrânia ao proferir as informações.
Ademais, ao ser questionado a respeito da crítica dos Estados Unidos à declaração de Lula sobre a guerra na Ucrânia, Vieira alegou não saber “do que se trata”.
Contudo, em declaração à imprensa, Vieira lembrou que, no ano de 2023, Brasil e Rússia completam “195 anos de relações diplomáticas com embaixadores residentes”. Aliás, o ministro afirmou que os dois países “têm uma história em comum”.
Em busca da paz
Em vista disso, a imprensa chegou a questionar Vieira acerca da reunião realizada com Lavrov, antes do chanceler se reunir com o presidente, caso o assunto sobre a guerra na Ucrânia tivesse vindo à tona.
Como resposta, o ministro alegou que não abordaram sobre a guerra, mas que conversaram a respeito da paz e que o presidente Lula tem como objetivo cooperar de forma pacífica.
“O Brasil quer promover a paz, está pronto para discutir com um grupo de países, arregimentar um grupo de países e se unir a um grupo de países que estejam dispostos a conversar sobre a paz”, relatou o ministro.
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