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Quer unhas bonitas e seguras? Veja como checar se seu esmalte está liberado pela Anvisa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou uma nova resolução que proíbe o uso das substâncias TPO e DMPT em produtos de higiene, perfumes e c

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou uma nova resolução que proíbe o uso das substâncias TPO e DMPT em produtos de higiene, perfumes e cosméticos — especialmente em esmaltes em gel.
A decisão foi tomada de forma preventiva, após a análise de estudos internacionais que apontaram riscos à fertilidade e potencial cancerígeno dessas substâncias.

A medida gerou alerta entre consumidores e profissionais de estética, que agora precisam verificar se os produtos utilizados estão dentro das normas.
Continue lendo para entender o que muda, quais produtos são afetados e como se proteger.

Leia mais: Anvisa proíbe energético com ozônio: entenda os riscos

O que motivou a proibição da Anvisa

Segundo a Anvisa, testes realizados em animais mostraram que o TPO (óxido de difenil fosfina) pode afetar a fertilidade, enquanto o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina) foi associado a efeitos cancerígenos.

Esses compostos são usados em esmaltes em gel devido à sua função fotoiniciadora — eles reagem à luz LED/UV, endurecendo o esmalte e garantindo maior durabilidade.

Contudo, estudos recentes levantaram preocupações sobre a segurança dessas substâncias, o que levou a Anvisa a seguir a mesma linha de restrição já adotada pela União Europeia em setembro de 2024.

Como identificar se o esmalte contém as substâncias proibidas

Para garantir que o produto é seguro, verifique o rótulo ou a lista de ingredientes na embalagem. As substâncias podem aparecer com diferentes nomes.
Veja como elas podem estar descritas:

TPO (CAS nº 75980-60-8):

  • Diphenyl (2,4,6-trimethylbenzoyl) phosphine oxide
  • Trimethylbenzoyl diphenylphosphine oxide
  • Phosphine oxide, diphenyl(2,4,6-trimethylbenzoyl)
  • Óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina

DMPT ou DTMA (CAS nº 99-97-8):

  • N,N-dimethyl-p-toluidine
  • Dimethyltolylamine
  • 4-methyl-N,N-dimethylaniline
  • Dimetil-4-toluidina

Se encontrar alguma dessas nomenclaturas, interrompa o uso imediatamente e entre em contato com o fabricante ou com o canal de denúncias da Anvisa.

Prazos e regras para retirada dos produtos do mercado

A resolução da Anvisa define prazos específicos para retirada e bloqueio da comercialização de produtos com TPO e DMPT.

  • Imediato: Fica proibida a fabricação, importação e concessão de novos registros.
  • Prazo de 90 dias: As empresas têm até três meses para encerrar a venda dos produtos que já estão no mercado.
  • Após 90 dias: A Anvisa cancela todos os registros restantes, e as empresas devem recolher os produtos ainda disponíveis em lojas e distribuidoras.

Essas medidas visam garantir que nenhum produto contendo essas substâncias permaneça à venda no país.

Outros usos das substâncias banidas

Embora o foco da proibição seja o setor de cosméticos, as substâncias também são usadas em outras áreas industriais e odontológicas.

O TPO, por exemplo, é utilizado:

  • Em resinas dentárias e obturações;
  • Na indústria de tintas e adesivos;
  • Em selantes e vernizes industriais.

A proibição da Anvisa, porém, se aplica apenas aos cosméticos e produtos de higiene pessoal. O uso industrial e odontológico segue sob avaliação específica.

Nem todo esmalte em gel contém TPO

É importante esclarecer que nem todos os esmaltes em gel estão proibidos.
Muitos top coats e linhas comerciais com o termo “gel” em seus nomes não utilizam TPO nem DMPT em sua formulação.

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Consumidores e salões de beleza devem priorizar marcas que possuam registro ativo na Anvisa, conferindo o número do processo no rótulo ou no site oficial da agência.

Orientações da Anvisa para consumidores e profissionais

A Anvisa recomenda algumas boas práticas para quem utiliza ou comercializa esmaltes em gel:

  • Verifique o registro no site da Anvisa antes da compra.
  • Evite produtos sem rotulagem clara ou com ingredientes desconhecidos.
  • Não utilize esmaltes importados sem tradução de rótulo.
  • Em caso de reações adversas, suspenda o uso e procure orientação médica.

Essas medidas ajudam a evitar complicações de saúde e a garantir que o consumidor esteja utilizando um produto seguro e dentro das normas brasileiras.

Impactos no mercado e na rotina dos salões

A decisão da Anvisa também tem impacto direto na indústria de beleza. Marcas e distribuidores terão de reformular produtos e ajustar linhas de produção.

Já os profissionais de manicure e estética devem estar atentos para substituir marcas irregulares e orientar clientes sobre os riscos.

O movimento também pode impulsionar o desenvolvimento de alternativas mais seguras e sustentáveis, fortalecendo o compromisso do setor com a saúde do consumidor.

Anvisa reforça compromisso com a segurança

A medida reafirma o papel da Anvisa como órgão regulador responsável pela proteção da saúde pública no Brasil.
Com o aumento do consumo de cosméticos e a popularidade dos esmaltes em gel, a fiscalização se torna essencial para prevenir riscos associados a substâncias químicas nocivas.

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Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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