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Racismo na Caixa: banco poderá pagar indenização de R$ 49,5 milhões; entenda o caso

Uma ação pública foi movida contra a Caixa Econômica Federal devido a um ato de racismo sofrido por um cliente em 2019. Saiba mais!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Fachada da Caixa

Advogados ligados à instituição Educafro Brasil, no estado da Bahia, entraram com uma Ação Civil Pública contra a Caixa Econômica Federal. O pedido aconteceu na última segunda-feira (31) e a causa contra a Caixa foi um episódio de racismo.

Assim, mais de 30 profissionais do Direito envolvidos na ação alegam que a instituição financeira foi responsável por causar danos coletivos à comunidade afro-brasileira. Confira mais informações sobre a situação a seguir.

Entenda o que aconteceu

No dia 19 de fevereiro de 2019, o empresário Crispim Terral de Souza estava na agência da Caixa localizada no Relógio de São Pedro, no bairro Dois de Julho, centro de Salvador. Ele alegou ter esperado por atendimento por mais de quatro horas, quando um gerente pediu para que ele se retirasse.

Ao se negar a sair da agência sem que o gerente o atendesse devidamente, o funcionário acionou a Polícia Militar e um policial atendeu ao pedido do gerente, que disse: “Só sai com ele algemado”. A filha do empresário registrou em vídeo as falas e as ações, que viralizaram na Internet na época.

Advogados movem ação contra a Caixa por racismo

Um ato em frente à Justiça Federal, localizado em Salvador, marcou o início do processo. Frei David, fundador da Educafro Brasil, destacou a importância de haver advogadas e advogados negros para chamar a atenção para os atos de racismo e expor o quanto eles são graves.

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David ainda pontua a importância de a sociedade de reconhecer e garantir os direitos da população negra. Portanto, a ação pública foi uma forma de jogar luz à discussão para que a discriminação racial acabe, principalmente em instituições públicas.

O processo pediu o valor de R$ 49,5 milhões de indenização. Assim, o destino do dinheiro seria o investimento em bolsas de estudos para que pessoas negras possam cursar tanto no Brasil quanto no exterior.

Imagem: Vergani Fotografia / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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