Uma nova tecnologia com participação brasileira promete inaugurar uma era mais segura e fluida na realidade virtual (VR).
Do Brasil para o mundo: tecnologia nacional promete nova era na realidade virtual
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Desenvolvida por uma equipe da Ericsson, com protagonismo do pesquisador brasileiro Alberto Hata, a solução altera dinamicamente o ambiente digital de acordo com obstáculos reais, protegendo o usuário sem comprometer a imersão.
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Problema: tropeços e colisões no mundo virtual

Uma limitação persistente na realidade virtual
Apesar dos avanços em dispositivos VR, como os populares óculos de realidade virtual, um problema segue incomodando os usuários: os riscos do mundo físico. Tropeçar em móveis, bater em paredes ou até se ferir são situações comuns em experiências imersivas, especialmente em ambientes domésticos.
Solução patenteada: segurança sem quebrar a experiência
Nome técnico e funcionamento
Registrada como “Improvement of safety through modification of immersive environment” (em português, Melhoria da segurança por meio da modificação do ambiente imersivo), a nova patente da Ericsson se destaca ao modificar o próprio conteúdo virtual para evitar colisões.
Em vez de emitir alertas sonoros ou visuais, como já fazem alguns sistemas atuais, a solução muda a narrativa ou os elementos do ambiente digital para guiar o usuário longe do perigo — sem que ele perceba que está sendo redirecionado.
Exemplo prático
Se o sistema detecta uma cadeira no caminho, ele pode representar aquele espaço como um lago, buraco ou abismo no ambiente virtual. O usuário, naturalmente, evita a área, desviando do obstáculo físico sem sair da imersão.
Inteligência por trás da invenção
Sensores e IA trabalhando juntos
O sistema se baseia em sensores e câmeras que mapeiam constantemente o espaço ao redor do usuário. Esses dados são processados por uma inteligência artificial que interpreta os obstáculos e altera, em tempo real, o ambiente renderizado no headset VR.
Palavras do especialista
Segundo o pesquisador Alberto Hata, um dos líderes do projeto e referência em IA na Ericsson, o diferencial está na suavidade da experiência:
“A tecnologia não interrompe o fluxo da experiência. Ela adapta o jogo ou o ambiente para evitar colisões de forma orgânica”, explica.
Uma conquista com DNA brasileiro
Pesquisa com raízes no Brasil
Embora a Ericsson seja uma empresa sueca, o projeto contou com forte presença brasileira. O pesquisador Alberto Hata é um dos nomes à frente da invenção, integrando o time de Pesquisa & Desenvolvimento da Ericsson no Brasil, que completa 53 anos em 2025.
Foco em segurança, mas com potencial amplo
Inicialmente pensada para melhorar a segurança em jogos, a tecnologia tem potencial para aplicações diversas, desde treinamentos corporativos em VR até simulações médicas e arquitetônicas. A chegada e expansão do 5G é vista como um catalisador para esse tipo de inovação, com conexões mais rápidas e ambientes ainda mais responsivos.
Impacto e futuro da realidade virtual com segurança
Mais do que uma invenção: um novo paradigma
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A ideia de modificar o conteúdo em vez de interromper a imersão representa uma mudança de paradigma no design de experiências em realidade virtual. A abordagem pode se tornar padrão em ambientes interativos, elevando o nível de sofisticação e segurança nas experiências imersivas.
Integração com 5G e computação em nuvem
A tecnologia é ainda mais promissora quando integrada ao 5G e à computação em nuvem, permitindo mapeamento em tempo real com baixa latência. Com isso, experiências de realidade virtual poderão se tornar ainda mais precisas, seguras e acessíveis.
Ericsson e o protagonismo em inovação

250 novas patentes em um único ano
A patente desenvolvida com participação brasileira integra um marco de 250 novas famílias de patentes registradas pela Ericsson apenas em 2024. Isso reforça o papel da empresa como uma das líderes globais em tecnologia de comunicação e inovação digital.
Brasil como hub de inovação
Com mais de cinco décadas de investimento em Pesquisa & Desenvolvimento no Brasil, a Ericsson demonstra a importância estratégica do país no cenário tecnológico global. Iniciativas como essa mostram como talentos brasileiros podem influenciar diretamente o futuro da tecnologia mundial.
Conclusão
A tecnologia liderada por Alberto Hata e registrada pela Ericsson representa um passo decisivo para tornar a realidade virtual mais segura e natural.
Ao incorporar inteligência artificial e percepção do ambiente físico, o sistema transforma riscos em oportunidades de design, criando experiências imersivas mais responsáveis — e tudo isso com participação direta do Brasil.
Com a popularização do VR e o avanço do 5G, esse tipo de inovação será essencial para garantir que a imersão digital seja, além de envolvente, verdadeiramente segura.
Imagem: Canva
