A Rede Record foi condenada pela Justiça de São Paulo e terá de pagar uma indenização de R$ 170 mil após cometer um erro na reportagem. Logo, o pagamento destina-se a um proprietário de uma oficina de funilaria de Santana do Parnaíba.
Em 2019, o programa “Xerife do Consumidor” fez uma acusação errônea sobre o homem, que passou a ser receber insultos constantes e até ameaças após exibição da matéria. Continue a leitura!
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Record condenada pela Justiça de São Paulo após erro em programa
Imagem: Divulgação / Record TV
O episódio se deu da seguinte forma: o apresentador do quadro e deputado estadual Jorge Wilson (Republicanos), líder do governo Tarcísio na Assembleia Legislativa, entrou no estabelecimento com sua equipe de reportagem.
Assim, ele acusou a oficina de reter valores pagos por um consumidor sem a realização do serviço contratado. Além disso, segundo o programa, a oficina teria se apropriado de peças do cliente e abandonado seu carro em uma localidade isolada.
No entanto, após a exibição da reportagem, o empresário perdeu clientes, foi vítima de insultos e acusações em redes sociais e recebeu ameaças de morte. Dessa forma, a Justiça considerou a reportagem infundada. Na época, houve a interrupção do serviço pela falta de pagamento por parte do cliente. Ainda, não havia comprovação de que o consumidor havia entregue as peças à oficina.
Como se deu a decisão da Justiça?
Na sentença de condenação da Rede Record, a juíza Renata Couto da Costa destacou que o programa, ao invés de buscar a veracidade das acusações feitas pelo cliente, expôs de forma vexatória o proprietário da oficina, pendendo para o abuso no direito de informar.
Assim, ela destacou que houve uma chamada tendenciosa na circulação da notícia. Ainda, apontou que o proprietário da oficina não teve chances de defesa, já que a equipe entrou em seu estabelecimento com a câmera ligada e com falas de intimidação.
O que disse a emissora?
A Rede Record se defendeu da condenação e, por sua vez, alegou que agiu imparcialmente e que o proprietário da oficina teve a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. Argumentou ainda que estaria apenas exercendo seus direitos e prerrogativas constitucionais.
Assim, a divulgação da matéria se deu em caráter estritamente jornalístico, com fatos verossímeis e obtidos de fontes de confiança. Por fim, a Rede Record afirmou no processo que não houve “qualquer ato ilícito”.
Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.