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Recuperações judiciais no agro avançam 22% no 1º trimestre, segundo a Serasa

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 17 min de leitura
Agro

O agronegócio brasileiro atravessa uma fase de forte pressão financeira, mesmo diante da capacidade produtiva do setor. O número de pedidos de recuperação judicial envolvendo produtores rurais e empresas ligadas à cadeia agropecuária chegou a 474 no primeiro trimestre de 2026, aumento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira (12).

O resultado mostra que a dificuldade financeira deixou de ser um problema pontual de determinados grupos e passou a atingir diferentes elos do agronegócio. A combinação de endividamento elevado, crédito mais seletivo, custos de produção ainda pressionados e margens menores vem dificultando a capacidade de muitos produtores de honrar compromissos financeiros.

O cenário merece atenção porque a recuperação judicial é, em geral, consequência de uma deterioração financeira que já vinha acontecendo anteriormente. Quando o produtor chega a esse estágio, normalmente existe uma combinação de dívidas acumuladas, necessidade de novo capital para plantar ou produzir e dificuldade para transformar a produção em caixa suficiente para pagar os compromissos.

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Imagem: Getty Images/wsfurlan

Pedidos de recuperação judicial no agro sobem 21,9% em 2026

Os 474 pedidos registrados entre janeiro e março de 2026 representam uma alta expressiva sobre os 389 registrados no primeiro trimestre de 2025, conforme os dados divulgados pela Serasa Experian.

O número também ficou acima dos 408 pedidos registrados no quarto trimestre de 2025, embora ainda esteja abaixo do pico observado no terceiro trimestre daquele ano, quando foram contabilizadas 628 solicitações.

A evolução dos números mostra que o problema não desapareceu com a virada do ano. Ao contrário, o primeiro trimestre de 2026 manteve a pressão sobre o caixa de produtores e empresas do setor.

O levantamento da Serasa considera três grupos: produtores rurais que atuam como pessoa física, produtores rurais constituídos como pessoa jurídica e empresas relacionadas ao agronegócio.

Essa metodologia é importante porque demonstra que a crise não está restrita à propriedade rural. Ela também alcança empresas que fornecem produtos e serviços para o campo ou dependem diretamente da atividade agropecuária.

2025 terminou com recorde histórico de recuperações judiciais

A situação observada no começo de 2026 é consequência de uma deterioração que ganhou força nos últimos anos.

Em 2025, o agronegócio acumulou 1.990 pedidos de recuperação judicial, maior número registrado pela série histórica da Serasa Experian, iniciada em 2021. O volume foi 56,4% superior ao de 2024, quando haviam sido contabilizados 1.272 pedidos. Em 2023, foram 534.

A sequência revela uma mudança importante.

Em 2023, eram pouco mais de 500 solicitações no ano. Em 2024, o número mais que dobrou. Em 2025, voltou a crescer de forma significativa e chegou perto de 2 mil pedidos.

Isso significa que a dificuldade financeira acumulada no setor não surgiu de uma única safra ruim. O quadro envolve diferentes ciclos agrícolas e fatores econômicos que se combinaram ao longo do tempo.

Por que tantos produtores estão enfrentando dificuldades financeiras?

A crise financeira do agronegócio não possui uma única causa.

A produção rural envolve uma estrutura de custos elevada e depende de fatores que o produtor muitas vezes não consegue controlar. Preços internacionais de commodities, câmbio, clima, custos de fertilizantes, combustível, máquinas, defensivos, crédito e logística interferem diretamente no resultado final de uma safra.

Quando vários desses fatores se movimentam simultaneamente em direção desfavorável, a margem da propriedade pode diminuir rapidamente.

Um produtor pode colher uma quantidade recorde de soja, por exemplo, mas ainda assim enfrentar dificuldades se os custos por hectare aumentarem significativamente e o preço recebido pela produção cair.

Esse é um dos principais pontos para entender a atual crise: produção elevada não significa necessariamente lucro elevado.

O aumento dos custos reduz a margem

O custo de produção é uma variável especialmente importante.

Fertilizantes, defensivos, sementes, combustíveis, manutenção de máquinas, mão de obra, arrendamento e financiamento representam despesas que precisam ser pagas independentemente de o preço da commodity subir ou cair posteriormente.

Quando o produtor compra insumos antecipadamente a preços elevados e vende sua produção posteriormente em um mercado menos favorável, ocorre uma compressão da margem.

Em propriedades altamente alavancadas, o problema pode ser ainda maior porque parte do resultado da safra precisa ser direcionada ao pagamento de juros e principal das dívidas.

Crédito mais caro aumenta a pressão sobre o caixa

Os juros também têm papel relevante nesse processo.

Uma operação de crédito contratada para financiar custeio ou investimento pode parecer administrável quando a expectativa de receita é elevada. Porém, quando os custos aumentam ou a receita diminui, o peso do financiamento sobre o caixa se torna maior.

A Serasa Experian aponta justamente a combinação entre crédito mais seletivo, custos elevados e maior alavancagem como fatores que continuam afetando o fluxo financeiro das operações rurais.

Esse problema pode se transformar em um ciclo difícil de interromper.

O produtor precisa de crédito para financiar a próxima safra, mas possui dívidas anteriores. Ao mesmo tempo, os bancos passam a avaliar o risco com mais rigor. Se o novo financiamento não é aprovado ou fica mais caro, a propriedade perde capacidade de financiar a produção e reorganizar o passivo.

Recuperação judicial deixa de atingir apenas grandes produtores

Um dos aspectos mais relevantes dos dados de 2026 é a mudança no perfil dos pedidos.

Entre os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica, foram registrados 196 pedidos no primeiro trimestre, crescimento de 73,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Já os produtores rurais pessoa física somaram 182 pedidos, uma redução de 6,7% na comparação anual.

O terceiro grupo, formado por empresas relacionadas ao agronegócio, registrou 96 solicitações, alta de 18,5% em um ano.

Os números mostram que a pressão não está concentrada exclusivamente no produtor individual.

Empresas rurais que possuem estrutura empresarial, fornecedores de insumos e outros negócios diretamente ligados ao campo também enfrentam dificuldades para equilibrar receitas, despesas e compromissos financeiros.

Produtores arrendatários também aparecem nos dados

Outro ponto relevante é a presença de produtores classificados como “sem propriedades”.

No primeiro trimestre de 2026, esse grupo concentrou 60 pedidos entre os produtores pessoa física. Também foram registrados 44 pedidos entre pequenos proprietários, 41 entre grandes proprietários e 37 entre médios proprietários.

Isso reforça a ideia de que o problema não está necessariamente ligado apenas ao tamanho da propriedade.

O modelo de negócio também importa. Um produtor que utiliza terras arrendadas pode ter uma estrutura de custos elevada e uma grande exposição a variações de preços, mesmo sem possuir grandes extensões de terra.

Soja e pecuária estão entre as atividades mais afetadas

A cultura da soja aparece como uma das principais atividades nos pedidos de recuperação judicial.

No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 137 pedidos relacionados ao cultivo de soja, enquanto a criação de bovinos contabilizou 42.

A concentração em determinadas atividades não significa que todos os produtores desses segmentos estejam em crise.

A soja continua sendo uma das principais commodities agrícolas brasileiras e possui forte exposição aos preços internacionais. Por isso, mudanças nas cotações, no câmbio e nos custos de produção podem alterar significativamente a margem de uma propriedade.

Na pecuária, fatores como preço do boi, custo da alimentação, aquisição de animais, pastagem, financiamento e condições de mercado também interferem na capacidade de geração de caixa.

Mato Grosso lidera pedidos de recuperação judicial

Entre os estados brasileiros, Mato Grosso apresentou o maior número de pedidos no primeiro trimestre de 2026, com 135 registros.

Na sequência apareceram Goiás, com 73, Paraná, com 50, e Mato Grosso do Sul, com 38.

A concentração em estados de forte produção agropecuária deve ser interpretada com cautela.

Ter mais pedidos não significa necessariamente que a agricultura desses estados esteja em situação pior do que em outras regiões. Estados com maior produção e maior quantidade de propriedades empresariais também possuem uma base potencial maior de casos.

Ainda assim, a distribuição regional mostra que a pressão financeira está presente justamente em importantes polos de produção de grãos e pecuária.

O problema começou antes de 2026

A atual situação financeira do agro é resultado de uma sucessão de fatores adversos.

Nos últimos anos, produtores enfrentaram problemas climáticos em diferentes regiões, mudanças nos preços das commodities, aumento dos custos dos insumos, alterações nas condições de crédito e maior custo financeiro.

A pandemia também provocou mudanças nas cadeias globais de produção e logística. Posteriormente, a guerra entre Rússia e Ucrânia trouxe impactos importantes para o mercado internacional de fertilizantes, energia e alimentos.

O resultado foi uma estrutura de custos mais difícil de administrar justamente em um período no qual muitos produtores haviam aumentado investimentos e assumido novas dívidas para expandir a produção.

Produzir mais não garante maior rentabilidade

Uma das principais armadilhas na análise da crise do agronegócio é confundir produtividade com rentabilidade.

Uma propriedade pode aumentar a produtividade por hectare e, mesmo assim, apresentar resultado financeiro negativo.

Imagine uma fazenda que produza 60 sacas de soja por hectare em uma determinada safra. Se os custos totais equivalerem a uma receita próxima ao valor obtido com a venda da produção, o aumento da produtividade não será suficiente para gerar caixa.

Agora imagine que, além disso, a propriedade tenha parcelas de financiamento vencendo e contratos de arrendamento para pagar.

Nesse cenário, a produção pode ser tecnicamente excelente, mas a situação financeira continuará delicada.

Por isso, a análise da saúde financeira de uma propriedade precisa considerar margem operacional, endividamento, fluxo de caixa e capacidade de pagamento, e não apenas volume produzido.

O Plano Safra pode ajudar, mas não elimina o problema

O governo federal mantém mecanismos de crédito rural para financiar a produção e os investimentos do setor.

Para a safra 2026/2027, o Plano Safra da agricultura empresarial prevê R$ 525,1 bilhões em crédito, sendo R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimentos.

Para os médios produtores enquadrados no Pronamp, estão previstos R$ 72,6 bilhões em recursos controlados, com taxa de 9% ao ano para custeio, conforme as condições divulgadas pelo Ministério da Agricultura.

Para a agricultura familiar, o Plano Safra 2026/2027 prevê R$ 85,2 bilhões em operações do Pronaf. Algumas linhas possuem taxas diferenciadas, incluindo 2% ao ano para determinadas operações de produção de alimentos e 1% para sistemas agroecológicos, produção orgânica e produtos da sociobiodiversidade, conforme o enquadramento.

Esses recursos são importantes para o financiamento do setor, mas não significam que todos os produtores terão acesso ao crédito nas mesmas condições.

Além disso, uma propriedade que já possui elevado nível de endividamento pode ter dificuldade para absorver novas dívidas, mesmo quando existe oferta de financiamento.

Governo criou mecanismos para renegociação de dívidas rurais

O cenário de dificuldades também levou à criação de medidas específicas para determinados produtores atingidos por perdas.

Uma resolução do Conselho Monetário Nacional permite operações destinadas à composição de determinadas dívidas rurais de produtores e cooperativas que atendam critérios específicos, incluindo situações de perdas provocadas por eventos climáticos extremos ou pela redução dos preços de comercialização.

A medida não representa uma renegociação automática para todos os produtores.

Existem condições de enquadramento, períodos de contratação, comprovação das perdas e outras exigências. Entre os critérios previstos estão perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária esperada para a safra ou atividade financiada, nas situações abrangidas pela norma.

Esse tipo de mecanismo mostra que a política de crédito rural também está sendo utilizada para tentar impedir que problemas temporários de caixa se transformem em insolvência definitiva.

Recuperação judicial não é sinônimo de falência

É importante diferenciar dois conceitos.

A recuperação judicial busca criar condições para que uma empresa ou produtor em crise reorganize suas obrigações e continue exercendo sua atividade econômica.

A falência, por outro lado, está relacionada ao processo de liquidação do patrimônio para pagamento dos credores, dentro das regras legais aplicáveis.

No agronegócio, a recuperação judicial pode ser utilizada quando a atividade ainda possui capacidade de geração de caixa, mas a estrutura atual de dívidas impede o cumprimento normal das obrigações.

Isso significa que o objetivo não é simplesmente deixar de pagar credores. Existe um processo judicial de reorganização, com apresentação e negociação de um plano dentro das regras previstas na legislação.

Produtor rural pode pedir recuperação judicial?

A legislação brasileira passou a disciplinar de forma mais clara a situação do produtor rural.

A Lei nº 14.112/2020 alterou a Lei nº 11.101/2005 e estabeleceu regras específicas relacionadas à recuperação judicial e extrajudicial, inclusive para produtores rurais.

A legislação prevê condições específicas para o produtor rural e também delimita quais créditos podem estar sujeitos aos efeitos da recuperação judicial.

Isso é particularmente importante porque nem todas as dívidas necessariamente recebem o mesmo tratamento dentro do processo.

A lei estabelece, por exemplo, regras específicas para créditos decorrentes exclusivamente da atividade rural e prevê situações em que determinados recursos controlados ficam fora dos efeitos da recuperação judicial.

Por esse motivo, um produtor que esteja considerando essa alternativa precisa avaliar individualmente sua estrutura de dívida, garantias, contratos e documentos.

Quando a recuperação judicial pode se tornar necessária?

A recuperação judicial não deveria ser tratada como uma solução automática para qualquer dificuldade financeira.

Antes dela, podem existir alternativas como renegociação direta com bancos, alongamento de prazo, venda de ativos não essenciais, reorganização da estrutura de custos, revisão de contratos e busca de novas fontes de financiamento.

O problema é que essas alternativas precisam ser avaliadas antes que o caixa da propriedade chegue a um ponto crítico.

Se o produtor espera até o vencimento de todas as obrigações, perde acesso ao crédito e acumula atrasos com fornecedores, a margem de negociação tende a ficar menor.

A própria Serasa Experian recomenda que a renegociação e o planejamento financeiro sejam priorizados e que a recuperação judicial permaneça como último recurso.

O que o produtor endividado pode fazer antes de chegar à recuperação judicial?

O primeiro passo é conhecer o tamanho real do problema.

Não basta saber quanto está sendo pago por mês. É necessário levantar todas as obrigações, incluindo empréstimos bancários, financiamentos de máquinas, arrendamentos, fornecedores, CPRs, impostos e compromissos futuros.

Depois, o produtor precisa projetar o fluxo de caixa das próximas safras.

Uma propriedade pode parecer equilibrada no curto prazo e apresentar um grande déficit no momento em que várias parcelas vencem simultaneamente.

Também é importante separar dívida produtiva de dívida que está financiando prejuízos anteriores. Quando uma nova operação é utilizada apenas para pagar compromissos antigos sem resolver o problema operacional, o endividamento pode crescer rapidamente.

O planejamento financeiro se tornou uma ferramenta essencial

A atual crise reforça a necessidade de administrar a propriedade rural como um negócio, mesmo quando se trata de uma estrutura familiar.

Isso envolve acompanhar custo por hectare, produtividade, preço médio de venda, margem, endividamento e necessidade de capital de giro.

Outro ponto importante é evitar concentração excessiva em uma única cultura ou em uma única fonte de receita quando a estrutura financeira da propriedade não comporta esse risco.

A diversificação, o seguro rural e estratégias de proteção de preços podem ajudar a reduzir determinadas exposições, embora nenhum desses mecanismos elimine completamente os riscos da atividade.

O crédito rural continua sendo fundamental

Apesar do aumento das recuperações judiciais, o crédito rural continua sendo um dos principais instrumentos de financiamento da produção brasileira.

O Banco Central acompanha a evolução do crédito rural e separa operações em curso normal, atrasadas, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas. Essa classificação permite acompanhar não apenas o volume de crédito concedido, mas também a parcela que apresenta problemas de pagamento.

Essa distinção é importante porque uma operação renegociada não representa necessariamente o mesmo nível de risco de uma operação inadimplente há mais de 90 dias.

Para o produtor, entretanto, o crescimento das operações problemáticas significa maior dificuldade de acesso a novas linhas e necessidade de reorganizar o passivo.

Crise do agro pode afetar toda a cadeia

O impacto das dificuldades financeiras não fica restrito ao proprietário rural.

Quando um produtor reduz investimentos, posterga a compra de máquinas ou deixa de adquirir determinados insumos, empresas fornecedoras também sentem o efeito.

Da mesma forma, revendas, tradings, transportadoras, cooperativas, empresas de armazenagem e prestadores de serviços podem ser afetados quando a capacidade financeira dos produtores diminui.

Os 96 pedidos de recuperação judicial de empresas relacionadas ao agronegócio no primeiro trimestre de 2026, alta de 18,5% em um ano, são um sinal de que a pressão financeira está alcançando outros segmentos da cadeia.

Isso cria um efeito de transmissão: problemas de caixa no campo podem chegar aos fornecedores e, posteriormente, retornar ao produtor na forma de crédito mais caro ou mais restrito.

O que esperar para o restante de 2026?

A evolução dos pedidos de recuperação judicial dependerá de vários fatores.

Um deles será o comportamento dos preços das principais commodities. Outro será a capacidade dos produtores de obter financiamento para a próxima safra sem aumentar excessivamente o endividamento.

O clima também continuará sendo determinante. Uma safra favorável pode melhorar a geração de caixa de propriedades que possuem estrutura produtiva eficiente, enquanto perdas climáticas podem ampliar dificuldades já existentes.

As condições de renegociação das dívidas serão igualmente importantes.

Medidas específicas de composição de passivos podem ajudar produtores que atendam aos critérios estabelecidos, mas não resolvem automaticamente a situação de todos os endividados.

Por isso, a trajetória dos pedidos de recuperação judicial nos próximos trimestres será um importante indicador da saúde financeira do agronegócio.

O agronegócio brasileiro está em colapso?

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(Pinterest/Divulgação)

Os dados não permitem afirmar que todo o agronegócio brasileiro esteja em colapso.

O setor continua sendo altamente relevante para a economia nacional e reúne milhões de produtores, empresas e trabalhadores com situações financeiras muito diferentes.

O que os números demonstram é a existência de um grupo crescente de produtores e empresas enfrentando dificuldades financeiras graves.

O recorde de 1.990 pedidos em 2025 e os 474 registros no primeiro trimestre de 2026 mostram uma deterioração relevante em determinados segmentos.

Portanto, é mais preciso falar em uma crise de rentabilidade, liquidez e endividamento que está atingindo parcelas do setor do que afirmar que todo o agronegócio brasileiro está quebrado.

Imagem: Reprodução

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