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Recuperação judicial e falência: entenda a diferença

Após a Americana entrar em recuperação judicial, surgiram dúvidas referentes ao processo e aos riscos de falência. Entenda a diferença

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
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A recuperação judicial e a falência tratam de problemas no balanço financeiro de empresas. Contudo, existe uma diferença entre os dois processos. 

Depois do caso da Americanas, que entrou com um pedido de recuperação judicial em janeiro, diversos brasileiros passaram a questionar o que é o processo. Do mesmo modo, diversos clientes passaram a se perguntar se havia risco de falência.

A Serasa Experian divulgou um estudo mostrando que o número de empresas que fizeram pedido de recuperação judicial obteve queda de 6,5% no último ano, de 2021. Do mesmo modo, o Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian mostrou que o número de pedidos de falências recuou 8,8% entre 2021 e 2022. Entenda a diferença entre os processos.

O que é falência?

A falência ocorre quando uma empresa não pode continuar sua operação devido ao fato de não conseguir pagar as próprias dívidas. Dessa forma, a falência passa por um processo judicial, em que a Justiça faz a liquidação dos ativos para pagar os credores.

Assim, a venda do patrimônio da empresa é um processo coletivo feito por meio da Justiça, para que haja uma divisão justa, a fim de sanar os danos aos credores de forma justa. 

Quando acontece a falência, a Justiça recolhe e vende os ativos da companhia para gerar recursos que serão destinados ao pagamento de dívidas acumuladas pela empresa. 

Dessa forma, a falência é o ponto final de uma empresa e é possível que isso ocorra mesmo após a companhia enfrentar uma recuperação judicial.

Recuperação judicial

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A recuperação judicial tem como objetivo evitar que a companhia vá à falência. Dessa forma, o processo congela as dívidas da empresa pelo prazo de 180 dias. Nesse período, a companhia pode negociar com os credores em busca de uma solução para problemas financeiros. 

O processo funciona como uma saída para que a empresa não entre em falência logo de cara, e possa ter a chance de solucionar as questões no balanço financeiro sem precisar do encerramento das atividades. 

A recuperação judicial dá tempo para que a empresa possa se reerguer por meio de negociações para retomar o controle financeiro da companhia.

Imagem: Miha Creative/ shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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