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Redes sociais estão sendo processadas por escolas públicas: entenda o motivo!

Mais de 100 instituições de ensino ingressaram com ação contra redes sociais. Descubra o que alegam os educadores.

Marcos CostaPor Marcos Costa2 min de leitura
Tela de um smartphone exibindo ícones de redes sociais como o Facebook, YouTube e outros

Escolas Públicas de Seattle (EUA) entraram com uma ação contra TikTok, YouTube, Facebook, Snapchat e Instagram. O processo, aberto na primeira sexta-feira do ano (6), veio de 106 escolas, com mais de 49.000 alunos, que argumentam que essas redes sociais pioraram a saúde mental dos estudantes.

As instituições afirmam ainda que as redes sociais incitam o cyberbullying. Ainda no processo, há uma pesquisa anexada, que trata da saúde mental de jovens. O levantamento aponta um aumento de 40%, entre 2009 e 2019, nos casos de alunos que se sentiam “tristes ou sem esperança”.

Os sentimentos persistiram, segundo o estudo, “quase todos os dias, por duas semanas seguidas, ou mais, que [eles] deixaram de fazer algumas atividades habituais”. No âmbito do processo, as escolas defendem que essa crise de saúde mental não é fruto de um acidente.

Redes sociais agem de forma deliberada, defendem escolas

“É o resultado das escolhas deliberadas e ações afirmativas dos réus para projetar e comercializar suas plataformas de mídia social para atrair jovens”, acusam. A ação contra a Alphabet, Meta Platforms, Snap e ByteDance tramita no Tribunal Distrital dos EUA em Seattle.

Em outro trecho do processo, as escolas defendem que as redes sociais “exploraram com sucesso as vulnerabilidades dos cérebros dos jovens”. Assim, dezenas de milhões de estudantes teriam ficado presos em “ciclos de feedback positivo”.

Facebook Papers

Em 2021, Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, depôs no Senado norte-americano defendendo que os produtos da Meta prejudicam crianças e jovens. Antes disso, ela vazou documentos internos da empresa ao Wall Street Journal sobre o tema.

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No episódio, batizado de Facebook Papers, o material divulgado revelou que a Meta sabia dos efeitos negativos do Instagram, uma de suas redes sociais. Embora seus mecanismos de comparação social afetem a saúde mental de todos, adolescentes são os mais impactados.

“Tornamos os problemas de imagem corporal piores para uma em cada três meninas adolescentes”, concluía o relatório vazado. Assim, a Meta escolheu privilegiar o lucro em detrimento da saúde de seus usuários.

Imagem: Vasin Lee / shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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