Na última segunda-feira (13), o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou uma medida de redução na taxa de juros mensais dos empréstimos consignados e cartões de crédito dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Redução de juros em empréstimos consignados do INSS pode causar prejuízo bilionário aos bancos
Os bancos podem perder montantes bilionários em receita líquida por ano por causa da decisão de redução de juros nos empréstimos consignados.
A decisão ganhou por 12 votos a favor e 3 votos contra a redução, o que é uma grande notícia para esse grupo de segurados do INSS. No entanto, apesar de a medida ainda não ter sido publicada no Diário Oficial da União (DOU), já preocupa muitas instituições financeiras.
Isso porque essa redução de juros em empréstimos consignados do INSS pode causar um prejuízo bilionário aos bancos. Saiba, a seguir, os detalhes e entenda quais instituições financeiras podem sofrer os maiores impactos dessa decisão.
Quais foram as reduções?
Os juros dos empréstimos consignados aos aposentados e pensionistas do INSS é de até 2,14% ao mês. Nesse sentido, a decisão faz com que seja reduzido para 1,70%. Já os juros mensais dos cartões de crédito desse grupo de segurados do INSS é de 3,06%. Com a redução, será de 2,62%.
Sobre isso, o presidente do INSS, Glauco Wamburg, afirma que a média do benefício destes segurados é de R$ 1,7 mil. Para o ministro da pasta, Carlos Lupi (PDT), essas taxas são abusivas e podem fazer com que eles entrem em uma situação de vulnerabilidade.
Notícia triste para os bancos
Os spreads são os indicadores de diferença entre o preço de compra e o preço de venda. Assim, é o que define e aponta o lucro bruto das operações financeiras. Dessa forma, os analistas do Itaú BBA destacam que o setor vai perder R$ 9 bilhões por ano em receita líquida se os spreads caírem pela metade.
O crédito consignado do INSS é o equivalente a R$ 120 bilhões do país. Essa quantia representa 7% do crédito dos indivíduos. Assim, ao que tudo indica, o Banco Pan será um dos mais afetados, pois 30% do total de seu crédito é o consignado INSS.
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Além desses, o Bradesco, que possui 6% do total de crédito de empréstimos consignados do INSS, também será uma das instituições mais afetadas. Por outro lado, o Banco do Brasil e o Banco Inter serão os que vão sofrer os menores impactos, pois esses já possuem a taxa próxima ao novo limite que foi definido.
Por fim, o Itaú BBA diz que a notícia não é bem recebida pelos investidores bancários e que esse impacto serve para lembrar sobre como os períodos de transição de governo podem ser instáveis. Ademais, a instituição conclui afirmando que seguirá tendo cautela com os grandes bancos.
Imagem: Andrey_Popov e Blue Planet Studio / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
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