A Região Metropolitana de Curitiba terá um novo marco industrial com a construção de uma refinaria de etanol de milho na cidade da Lapa. O empreendimento, com investimento estimado em R$ 2 bilhões, é promovido pelo Grupo Potencial e promete se tornar uma das maiores e mais modernas unidades do país. A capacidade anual de produção estimada é de 450 milhões de litros de etanol, colocando a planta como a maior do Sul do Brasil e a décima maior do segmento no país.
O projeto da refinaria na Lapa
Imagem: jcomp / Freepik
Capacidade produtiva e tecnologia de ponta
A instalação reunirá tecnologias avançadas com foco na eficiência energética e sustentabilidade, elementos que serão diferenciais para o setor de biocombustíveis.
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Além do etanol, a planta gerará subprodutos importantes para a cadeia produtiva regional. Entre eles, farelo destinado à alimentação animal e óleo vegetal, que será utilizado na produção de biodiesel. Esses produtos agregam valor à matéria-prima e ampliam o impacto econômico do empreendimento.
Cronograma de obras e geração de empregos
Início das obras e operação prevista
A expectativa é que as obras de construção comecem em 2026, com previsão de início das operações para 2028.
Na fase operacional, a refinaria deverá manter mais de 300 empregos diretos. A produção e distribuição do etanol de milho também irão movimentar uma cadeia produtiva significativa, criando centenas de empregos indiretos em serviços, transporte, agricultura e comércio local.
Contexto do Grupo Potencial e investimentos na região
Histórico de aportes na Lapa
Considerando outros empreendimentos do Grupo Potencial, o volume total de investimentos na Lapa supera os R$ 6 bilhões nos últimos dez anos. O grupo já conta com uma fábrica de biodiesel em funcionamento e está finalizando a construção de uma esmagadora de soja com capacidade para processar 3,5 mil toneladas de grãos por dia.
Estratégia para o mercado de biocombustíveis
A refinaria de etanol de milho faz parte de uma estratégia maior do Grupo Potencial para consolidar sua posição no mercado brasileiro de biocombustíveis. O objetivo é ampliar a produção e otimizar a logística, garantindo competitividade e sustentabilidade.
Investimentos complementares em infraestrutura
Construção de dutos para biocombustíveis
O projeto prevê a implantação de dois dutos que ligarão o complexo industrial da Lapa à cidade de Araucária: um para o transporte de etanol e outro para biodiesel. O investimento previsto para essa infraestrutura é de R$ 200 milhões, com possibilidade de expansão para conectar outros municípios da região metropolitana.
Gasoduto e eficiência logística
Paralelamente, a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) planeja investir mais de R$ 100 milhões na construção de um gasoduto entre Araucária e Lapa, com prazo estimado de entrega em 12 meses. A nova infraestrutura contribuirá para a eficiência logística da refinaria, além de fortalecer a matriz energética local com fontes renováveis.
Impactos econômicos e sociais para a região
Imagem: freepik/Freepik
Desenvolvimento regional e diversificação econômica
A instalação da refinaria contribui para a diversificação econômica da região da Lapa e municípios vizinhos, fortalecendo o setor agroindustrial. A presença do empreendimento estimula investimentos em infraestrutura, geração de emprego e desenvolvimento tecnológico local.
Sustentabilidade e energias renováveis
O etanol de milho é uma alternativa ao uso de combustíveis fósseis, contribuindo para a redução da emissão de gases de efeito estufa.
FAQ — Perguntas frequentes
Qual a capacidade anual da nova refinaria de etanol de milho na Lapa? A planta terá capacidade para produzir até 450 milhões de litros de etanol por ano.
Quando começam as obras da refinaria? As obras estão previstas para iniciar em 2026.
Quais são os principais subprodutos do processamento do milho? Farelo para alimentação animal e óleo para a produção de biodiesel.
Considerações finais
A construção da refinaria de etanol de milho na Lapa marca um avanço estratégico para o setor de biocombustíveis no Paraná. Com investimentos bilionários, a planta reunirá tecnologia avançada, fomentará a economia regional e ajudará a consolidar o estado como protagonista na produção sustentável de energia renovável. A expectativa é que, a partir de 2028, a operação da refinaria fortaleça a cadeia produtiva local e nacional, gerando empregos e contribuindo para um futuro energético mais limpo.
Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.