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Reforma tributária pode causar uma redução no tributo para compra de armas; entenda

Trecho da proposta de lei deixa livre interpretação para aquisição de produtos incompatíveis com a visão do atual governo.

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
Pessoa segurando uma pistola, colocando o cartucho. Ao fundo, há outras armas parecidas em uma parede, penduradas para venda

A implementação da Reforma Tributária é uma das prioridades do presidente Lula (PT). A Câmara já aprovou o texto, agora ele aguarda votação do Senado Federal, que deve acontecer ainda este ano. Contudo, um trecho do documento pode facilitar um dos pontos mais rebatidos pelo atual governo: a compra de armas.

Esse assunto foi um dos mais tratados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que era a favor da aquisição e posse do objeto. Assim, o texto da reforma deixou em aberto a redução do impostos sobre a compra de armas, para pessoas físicas e jurídicas.

Diminuição na alíquota

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o dispositivo foi incluso nos momentos finais da votação. Ele pode facilitar a compra de armas e outros equipamentos de segurança por pessoas físicas, que poderão obter descontos na aquisição desses produtos.

Isso porque o documento determina uma redução de 60% no valor final sobre “bens relacionados à segurança e soberania nacional, segurança da informação e segurança cibernética”. O próprio relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), quem incluiu o trecho. O Ministério da Fazenda manifestou preocupação e defende que o Senado altere ou exclua o trecho na versão final.

Lei complementar

O documento da reforma tributária especifica a criação de uma lei complementar para definir todas as áreas e setores beneficiados com a redução do imposto. No entanto, não há garantia de que a criação dessa lei complementar ocorrerá após a implementação da medida.

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Membros do governo afirmam que o termo “segurança” presente no trecho pode causar diversas interpretações, incluindo o estímulo à compra de armas por pessoas físicas e jurídicas. Eles alertam que, se o dispositivo for mantido, o tema pode parar na Justiça.

Uma das fontes exemplificou como a livre interpretação pode afetar a aquisição desses equipamentos. Além disso, o setor de clubes de tiro também poderia se beneficiar.

“Se eu interpretar como segurança nacional, sem problemas, é compra pública das Forças Armadas. Porém, se eu interpretar como ‘segurança’, abre-se a porta para tudo: segurança pessoal, privada ou pública”.

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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