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Mudanças no FGC recebem apoio dos bancos; entenda o que muda

Entenda como as novas regras do FGC aumentam a segurança dos investimentos e reduzem riscos no sistema financeiro brasileiro.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
FGC

O endurecimento das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovado pelo Conselho Monetário Nacional, foi recebido de forma positiva por entidades do setor bancário. A Associação Brasileira de Bancos classificou as mudanças como “oportunas” para reduzir riscos e fortalecer a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.

As novas medidas surgem em um momento de maior atenção às práticas de captação e gestão de recursos por parte das instituições financeiras, especialmente após episódios recentes que acenderam alertas no mercado.

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Proteção para investidores

O Fundo Garantidor de Créditos funciona como uma espécie de seguro para aplicações financeiras. Ele protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras, cobrindo valores como:

  • CDBs
  • LCIs e LCAs
  • Contas correntes e poupança

O limite atual de cobertura é de:

  • R$ 250 mil por CPF ou empresa, por instituição
  • Até R$ 1 milhão a cada quatro anos

Essa proteção é essencial para manter a confiança no sistema bancário, especialmente entre pequenos e médios investidores.

O que mudou com as novas regras do CMN

Criação do Ativo de Referência (AR)

Uma das principais novidades é o indicador chamado Ativo de Referência (AR). Ele avalia:

  • Qualidade dos ativos dos bancos
  • Grau de liquidez (facilidade de transformar em dinheiro)

Na prática, o AR cria uma ligação direta entre o volume de recursos captados com garantia do FGC e a solidez dos ativos da instituição.

Limitação de estratégias mais arriscadas

Com a nova regra, bancos que captarem muitos recursos protegidos pelo FGC, mas tiverem ativos de maior risco, precisarão direcionar parte desses recursos para:

  • Títulos públicos federais
  • Ativos de maior segurança e liquidez

Essa exigência busca evitar modelos de crescimento baseados em captação agressiva e investimentos arriscados.

Combate ao risco moral no sistema financeiro

O que é risco moral

O chamado “risco moral” ocorre quando uma instituição assume riscos elevados por saber que existe algum tipo de proteção — neste caso, o FGC.

Com as novas regras, o objetivo é reduzir esse comportamento, incentivando práticas mais prudentes na gestão financeira.

Segundo a Associação Brasileira de Bancos, a medida tende a desestimular:

  • Crescimento acelerado sem lastro sólido
  • Investimentos em ativos de baixa transparência
  • Estruturas financeiras mais vulneráveis

Reforço nas exigências de liquidez dos bancos

Alinhamento ao padrão internacional

Além das mudanças no FGC, o Conselho Monetário Nacional também ampliou as exigências de liquidez, alinhando o Brasil ao acordo internacional Basileia III.

O principal indicador é a Razão de Cobertura de Liquidez (LCR), que mede se um banco tem recursos suficientes para enfrentar um cenário de crise por 30 dias.

Ampliação para bancos médios

Com as novas regras:

  • Bancos de médio porte passam a cumprir o LCR completo
  • Instituições menores terão uma versão simplificada (LCRS)

A implementação será gradual:

  • 90% das exigências até 2027
  • 100% na fase final

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Essa transição busca evitar impactos abruptos no sistema.

O que motivou as mudanças

Casos recentes de instabilidade

O aperto regulatório ocorre após episódios que expuseram fragilidades no sistema financeiro. Um dos casos foi o colapso do Banco Master, que enfrentou dificuldades após captar recursos com altas taxas e investir em ativos de baixa liquidez.

Esse tipo de situação evidencia o risco de descasamento entre captação e aplicação — quando o banco não consegue honrar compromissos no curto prazo.

Impactos para investidores e para o mercado

Mais segurança para aplicações

Para o investidor comum, as mudanças tendem a trazer:

  • Maior proteção indireta
  • Redução de riscos sistêmicos
  • Mais transparência no mercado

Embora o funcionamento do FGC não mude diretamente para o público, o ambiente geral se torna mais seguro.

Menor espaço para “juros muito altos”

Com regras mais rígidas, instituições terão menos margem para oferecer:

  • Rendimentos muito acima da média
  • Produtos com risco elevado disfarçado

Isso pode reduzir oportunidades de ganhos elevados, mas aumenta a segurança.

O que esperar do sistema financeiro brasileiro

As novas regras reforçam uma tendência clara: maior rigor regulatório e foco na estabilidade.

Na prática, o Brasil segue padrões internacionais e busca evitar crises semelhantes às observadas em outros países. O equilíbrio entre crescimento e segurança passa a ser prioridade.

Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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