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Regulamentação das criptomoedas: o que muda a partir de agora?

Projeto foi finalmente aprovado pela Câmara dos Deputados após 7 anos de espera e representa um marco para o setor de criptomoedas.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Imagem com vários tipos de criptomoedas

Nesta semana, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base sobre a regulamentação das criptomoedas no país, uma forma de impedir ações criminosas relacionadas ao universos de ativos digitais. O projeto de lei em questão é de autoria do deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade). 

Com o resultado dos parlamentares, a medida segue para sanção presidencial. Mas, afinal, o que deve mudar a partir de agora?

Regulamentação das criptomoedas: Mudanças

O objetivo principal do PL é o combate das práticas de crimes que envolvem os criptoativos, como lavagem de dinheiro, e o desenvolvimento de mecanismos de proteção aos investidores nesses casos. 

O texto cria um novo crime, o de estelionato específico para ativos virtuais, e determina o desenvolvimento de uma licença destinada aos prestadores de serviços virtuais, que deve ser realizada por empresas do setor.

Além disso, as empresas que trabalham no ramo, agora com o novo projeto, deverão ser aprovadas por órgãos para que possam operar. 

O ponto sobre segregação patrimonial que ficou conhecido por grandes debates acerca do assunto foi vetado. Para alguns analistas, isso é considerado um erro, já que pode afastar investidores e reduzir o número de opções de criptomoedas. 

A saber, a segregação patrimonial é um mecanismo que impede que os recursos dos investidores se misturem com o capital da empresa.

Regulamentação aprovada é apenas um passo 

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A regulamentação aprovada pelo Congresso Nacional é um marco importante. Contudo, é considerada apenas um passo entre os analistas, visto que ainda é preciso esperar pela regulamentação que será feita pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Tal regimento é fundamental para o novo projeto aprovado, afinal, sem ele, o PL não é eficaz. 

Como citado acima, mesmo com a aprovação e avanço, analistas continuam a chamar a atenção para a questão da segregação patrimonial. 

Vale lembrar que o PL ficou cerca de 7 anos parado na Câmara dos Deputados. 

Imagem: Coyz0/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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