A política da Venezuela vem sofrendo algumas ameaças pela inflação do país. No Dia do Trabalhador, em 1º de maio, o presidente discursou no centro de Caracas (capital) durante ato político em comemoração ao feriado.
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Decorrente ao dia, a expectativa da população venezuelana era de que o mandatário anunciasse um aumento no salário mínimo. O último reajuste salarial aconteceu em 2022, chegando a 130 bolívares (US$ 5).
Descontos salariais da Venezuela
Ao contrário do esperado, o presidente Maduro decretou novos descontos no salário mínimo venezuelano. Os reajustes irão acontecer no vale alimentação dos trabalhadores e o Bônus de Guerra Econômica – um dos auxílios pagos pelo governo.
No ato político realizado, o presidente falou sobre a insatisfação do não aumento salarial: “Eu queria ter os recursos para poder fazer mais, mas estamos fazendo mais com menos”.
Vale lembrar que quando o salário foi anunciado ele correspondia a US$ 30, porém, com os vários reajustes decretados pelo presidente, o salário chega, atualmente, em US$ 5.
Já o Bônus de Guerra Econômica foi modificado em menos de 24 horas após o anúncio feito no Dia do Trabalhador. Maduro usou suas redes sociais para informar que o valor iria mudar de US$ 20 para US$ 30.
Devido a um conglomerado de situações, principalmente pela desvalorização do câmbio, no ato político em Caracas houve uma grande marcha e protesto contra o presidente.
Dolarização forçada
Esse situação vem ocorrendo desde 2018, quando os moradores da Venezuela tiveram que viver um processo de retirar a moeda local pelo dólar.
Devido ao constante aumento da moeda estadunidense, ocorre a desvalorização da moeda usada pelos venezuelanos, retirando, assim, o poder de compra dos que continuam recebendo em moedas bolívares.
Em suma, no ano de 2021 houve a reforma monetária que conseguiu ingressar um pouco da moeda venezuelana – o bolívar soberano – na economia. Porém, a procura pelo dólar no país ainda é alta.
O que une Lula e Maduro?
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As relações entre os dois países começaram a partir da primeira gestão de Lula, em 2003. Na época, a Venezuela vivia uma enorme crise política, que resultou na tentativa de golpe de Estado de Hugo Chávez.
Os países têm união desde a criação proposta por Lula, o “Grupo de Amigos da Venezuela”. Composto pelo Brasil, Estados Unidos, Portugal, México, Chile e Espanha, o grupo tinha a expectativa de melhorar a comunicação entre o governo e oposição.
Assim como várias questões que influenciaram no vínculo de Venezuela e Brasil, o presidente Lula também apoiou Maduro em 2013 – logo após a morte de Chávez – e manteve o apoio ao venezuelano nas eleições de 2018.
Imagem: Lunopark / Shutterstock.com
