O projeto de lei de autoria de Eduardo Braga (MDB-AM), que trata da isenção de IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 7,35 mil mensais, foi aprovado na comissão especial da Câmara em 16 de julho de 2025. No entanto, a proposta tem enfrentado dificuldades para avançar na Câmara, especialmente com a falta de consenso em relação às fontes de compensação fiscal para cobrir o impacto da medida.
Isenção de IR: Renan Calheiros diz que tema avançará no Senado
O projeto de lei de autoria de Eduardo Braga (MDB-AM), que trata da isenção de IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 7,35 mil mensais, foi aprovado na co
Renan Calheiros, ao assumir a relatoria do projeto no Senado, propôs uma alteração significativa: a isenção será agora destinada a quem ganha até R$ 5 mil mensais. Para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil, será estabelecida uma redução da alíquota do IR.
Calheiros ressaltou que o projeto não foi um pedido do governo federal, mas que ele se comprometeu a aproximar as propostas para atender aos interesses do Executivo e avançar com a matéria.
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Impacto fiscal e fontes de compensação

A questão da compensação fiscal tem sido um ponto de impasse entre o Senado e a Câmara. A proposta de Calheiros mantém as fontes de compensação defendidas por Lira, como a taxação de empresas de apostas, impostos sobre fundos isentos e a taxação de lucros enviados ao exterior.
Essas fontes são consideradas essenciais para equilibrar o impacto fiscal da isenção de IR e garantir que a medida não gere um rombo nas contas públicas.
O movimento de pressão de Renan Calheiros
Pressão sobre Arthur Lira
Renan Calheiros adotou uma postura de pressão política ao incluir o projeto na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O objetivo é forçar Arthur Lira a dar andamento à tramitação do projeto na Câmara dos Deputados.
Segundo membros do governo e da base aliada, Lira estaria mais empenhado em aprovar outros temas, como a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do que em dar seguimento a um tema considerado de justiça tributária.
Ao assumir a relatoria do projeto, Calheiros busca também evitar que o debate sobre a isenção de IR seja utilizado como moeda de troca para inserir outros temas na pauta do Congresso.
Em declarações à imprensa, o senador afirmou: “Eu sou contra usar a isenção do imposto de renda como instrumento para barganhar a inclusão de qualquer outro tema na pauta”.
A reação da Câmara
A assessoria de Arthur Lira classificou o movimento de Calheiros como parte de uma “guerra política regional”, e destacou que o projeto da isenção do IR está seguindo os trâmites na Câmara, mas que a matéria enfrenta desafios devido ao cenário político atual.
A assessoria também apontou que o projeto, embora seja um consenso em termos de justiça tributária, ainda não alcançou um consenso sobre as fontes de compensação fiscal.
A proposta de Calheiros para o governo
Como o projeto se aproxima dos interesses do Executivo
Embora a isenção de IR não tenha sido um pedido direto do governo Lula, Renan Calheiros acredita que é necessário aproximar as propostas para que o governo federal não sofra com o impacto fiscal da medida.
O Executivo já havia defendido fontes de compensação fiscal, e Calheiros se comprometeu a incluir essas fontes no relatório, como a taxação de apostas e criptomoedas.
A medida busca garantir que a isenção de IR seja um alívio fiscal para as classes médias, sem comprometer a saúde fiscal do governo e sem gerar um aumento de desigualdade tributária. Calheiros afirmou que as fontes de compensação já estão definidas, e que o relatório incluirá essas fontes, que já foram acordadas com a Câmara.
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O que está em jogo para o Congresso Nacional

A tramitação e a pressão política
O projeto de isenção de imposto de renda representa um movimento importante dentro do Congresso Nacional, especialmente para as classes médias, que sofrem com a alta carga tributária.
Para o governo Lula, aprovar o projeto pode ser uma vitória política, pois alinha-se com a agenda de justiça tributária e com a distribuição de benefícios para a população de baixa e média renda.
Porém, o projeto enfrenta desafios devido à falta de consenso em torno das compensações fiscais e à tentativa de vincular a isenção de IR a outros temas, como a anistia ao ex-presidente Bolsonaro e a taxação de lucros no exterior. Isso torna a aprovação do projeto uma tarefa complexa e sujeita a pressões políticas internas dentro do Congresso.
O futuro da proposta
A isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil será um tema central nas próximas semanas no Senado e na Câmara, com Renan Calheiros pressionando para que o projeto avance. Embora o projeto tenha um grande apoio popular, sua aprovação ainda depende da capacidade do Congresso de lidar com as fontes de compensação fiscal e da aliança política necessária para que o projeto se concretize.
Considerações finais
O projeto de isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, liderado por Renan Calheiros, representa uma importante proposta de justiça tributária no Brasil. A medida busca aliviar a carga fiscal das classes médias, mas ainda enfrenta desafios políticos, especialmente em relação às fontes de compensação fiscal.
O projeto está em trâmite no Congresso Nacional, e a pressão política de Calheiros sobre Arthur Lira pode ser o impulso necessário para que a isenção de IR se torne realidade para milhões de brasileiros.
A aprovação da medida é uma questão urgente, e as compensações fiscais definidas pelo governo e pelo relator são cruciais para garantir que a medida tenha sustentabilidade fiscal. A próxima semana será decisiva, com a discussão no Senado e a pressão para que o projeto avance na Câmara dos Deputados.
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