A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que pode mudar a realidade financeira de milhares de brasileiros. O projeto prevê isenção integral do Imposto de Renda (IR) para pessoas com mais de 65 anos diagnosticadas com doenças crônicas ou graves, ampliando direitos já garantidos pela legislação atual.
Isenção de IR para idosos com doenças crônicas é aprovada em comissão
Comissão aprova isenção de Imposto de Renda para idosos acima de 65 anos com doenças crônicas. Proposta segue para outras comissões.
A medida foi relatada pelo deputado Castro Neto (PSD-PI), que unificou os Projetos de Lei (PLs) 4425/23 e 2642/24. Caso seja aprovada em todas as instâncias, a proposta representará um marco para a proteção social e tributária dos idosos que enfrentam altos custos com tratamento de saúde.
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Doenças que garantem a isenção

O texto aprovado determina que o Ministério da Saúde ficará responsável por regulamentar a lista completa de comorbidades que darão direito à isenção. No entanto, algumas enfermidades já foram estabelecidas como de inclusão obrigatória. Entre elas estão:
- Doenças cardiovasculares graves;
- Diabetes tipo 1 (mellitus insulino-dependente);
- Câncer;
- Doenças respiratórias crônicas;
- Doenças renais crônicas.
Ampliação da legislação existente
Atualmente, a Lei nº 7.713/1988 já concede isenção de IR a pessoas acometidas por 16 doenças graves, como esclerose múltipla, paralisia irreversível e alienação mental. A nova proposta, ao incluir comorbidades específicas que atingem de forma mais recorrente a população idosa, busca modernizar e adequar a legislação à realidade epidemiológica do país.
Justificativa da proposta
Segundo o relator Castro Neto, idosos com doenças crônicas arcam com despesas elevadas em medicamentos, consultas, internações e exames, o que compromete grande parte de suas rendas, muitas vezes restritas a aposentadorias ou pensões.
Impacto econômico na terceira idade
O parlamentar ressaltou que o peso dos gastos com saúde reduz a capacidade contributiva dessa parcela da população, tornando injusta a cobrança de tributos que deveriam incidir de forma proporcional à realidade financeira dos cidadãos.
“O objetivo é assegurar que os idosos com comorbidades não sejam penalizados pelo sistema tributário, justamente quando mais necessitam de apoio do Estado”, afirmou o relator.
A proposta, portanto, busca corrigir distorções sociais, oferecendo alívio fiscal a quem convive diariamente com doenças incapacitantes ou de tratamento prolongado.
Trâmites legislativos
O projeto tramita em caráter conclusivo, ou seja, pode ser aprovado diretamente pelas comissões sem passar pelo plenário da Câmara, exceto em caso de recurso. Após a votação na Comissão da Pessoa Idosa, o texto seguirá para as comissões de:
- Finanças e Tributação;
- Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Caminho até virar lei
Se aprovado nas duas comissões, o texto poderá seguir diretamente para o Senado Federal. Caso contrário, será analisado também pelo plenário da Câmara. No Senado, passará por comissões temáticas antes da votação final. Somente após esse trâmite completo poderá ser sancionado e se tornar lei.
Impactos esperados

A eventual aprovação da medida poderá beneficiar milhões de idosos em situação de vulnerabilidade, que enfrentam tanto os desafios do envelhecimento quanto os altos custos relacionados a doenças crônicas.
Alívio no orçamento familiar
A isenção de IR poderá representar maior margem financeira para custear tratamentos, medicamentos e cuidados domiciliares, reduzindo o risco de endividamento e garantindo mais dignidade a essa faixa etária.
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Proteção social ampliada
Especialistas em direito tributário avaliam que a proposta se insere em um movimento mais amplo de revisão das regras de isenção fiscal para grupos vulneráveis, fortalecendo a rede de proteção social no país.
Desafios e críticas
Apesar do caráter positivo, a proposta também gera debates no campo econômico. Técnicos apontam que a medida pode ter impacto fiscal significativo sobre a arrecadação da União.
Equilíbrio entre justiça social e contas públicas
O desafio será equilibrar a necessidade de justiça social com a sustentabilidade das contas públicas, especialmente em um cenário de pressões orçamentárias. Para especialistas, será essencial que o governo avalie o número estimado de beneficiários e o custo fiscal da medida.
Expectativas para os próximos meses
A discussão sobre a isenção deve ganhar força nas próximas etapas legislativas, principalmente nas comissões de Finanças e Tributação e na CCJ, onde serão analisados os impactos fiscais e a constitucionalidade da proposta.
Mobilização da sociedade civil
Entidades de defesa dos direitos dos idosos e associações médicas já manifestaram apoio à iniciativa, pressionando parlamentares pela rápida tramitação. Caso aprovado, o projeto poderá se tornar referência em políticas públicas voltadas à saúde e ao bem-estar da população idosa.
Imagem: Freepik e Canva
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