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República estudantil é alvo de investigação por desvio de R$ 500 mil

Estudante de Economia em Ouro Preto é suspeito de ter desviado quase R$ 500 mil da república em que morava. Venha entender o caso.

Ana FerreiraPor Ana Ferreira3 min de leitura
Imagem de bolo de notas de 100 e 200 reais presas em um elástico

Uma investigação da Polícia Civil de Minas está em andamento para apurar o caso de um estudante de 25 anos, aluno de Ciências Econômicas na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), que teria realizado o desvio de quase R$ 500 mil da república em que morava.

Ygor Fernandes Araújo, tesoureiro da Associação República Partenon de Ouro Preto (Arpop) desde outubro de 2021, é acusado de desviar a maior parte dos recursos, cerca de R$ 400 mil. O desvio teria acontecido durante o carnaval, quando os moradores da república estavam em festa. 

O desvio do dinheiro

O dinheiro vinha de economias realizadas desde 2005, o seu objetivo era a compra de um imóvel para a sede permanente da associação.

O estudante teria começado a desviar dinheiro em 2021, em pequenas quantias, aumentando gradativamente o valor até que a maior parte — cerca de R$ 400 mil — fosse sacado durante o carnaval. 

O valor total arrecadado era distribuído em três contas, sendo duas localizadas nos bancos da Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. As transações nessas contas exigiam a assinatura de outro membro do Arpop e por isso eram mais seguras.

No entanto, segundo relatos, Ygor tinha acesso exclusivo a uma terceira conta do banco Efí (anteriormente conhecida como Gerencianet), que não exigia autorização de terceiros para operá-la.

Desde 2021, Ygor estava transferindo dinheiro daquela conta para outra conta de uso pessoal, apesar das objeções de outros moradores da república. 

Embora tenha sido feita uma tentativa de bloqueio da terceira conta quando o desvio foi percebido, Ygor já havia transferido os fundos para as suas contas pessoais. Essa informação consta no boletim divulgado pelas autoridades.

Constatação da ação criminal

Os moradores da república entraram com uma denúncia criminal no Ministério Público de Minas Gerais, alegando que o próprio Ygor propôs a criação da terceira conta no banco Efí.

Segundo a denúncia, a conta era utilizada como meio de recebimento de pagamentos de turistas que compravam pacotes de carnaval comercializados pela Arpop.

Os moradores afirmaram que os advogados de Ygor alegaram que ele havia descoberto um déficit de R$ 17.000 nas finanças da associação em agosto de 2022 e tentou recuperar o valor fazendo “investimentos ruins”, que resultaram em prejuízos.

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Os estudantes então relembraram que essa havia sido a mesma tática utilizada pela estudante de Medicina da USP acusada de desviar verbas da formatura. Assim, ao analisar os extratos, os moradores descobriram os desvios do dinheiro.

Nota oficial do banco Efí sobre o caso

Por fim, a assessoria de imprensa do banco Efí entrou em contato com o Seu Crédito Digital para esclarecer o caso. Sendo assim, confira a seguir a nota oficial enviada pelo banco.

“A Efí esclarece que a conta corrente em questão foi aberta em 2021 e está devidamente regularizada. Toda e qualquer transação foi validada a partir de senha de acesso e assinatura eletrônica, por meio de dispositivo de segurança configurado previamente.

A companhia ressalta que, além da segurança das autorizações das transações, dispõe de ferramentas de segurança que podem ser utilizadas pelos clientes, como a de “Usuários Secundários”, que permite o cadastrado de usuários, além do titular, para acesso à conta, com permissões específicas por usuário, como, por exemplo, acompanhamento de extrato financeiro.

A empresa também ressalta que está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento adicional.”

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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