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Embraer, Unipar e Sabesp: veja os principais pontos das ações EMBR3, UNIP6 e SBSP3

Confira os principais resultados financeiros das empresas brasileiras, como Embraer, Unipar, Sabesp e outras, no segundo trimestre de 2025.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes7 min de leitura
Fachada da Embraer na unidade localizada em Taubaté (SP)

O segundo trimestre de 2025 trouxe resultados financeiros interessantes para várias empresas de grande porte no Brasil. Destaques para a Embraer, Unipar, Sabesp e JHSF, que conseguiram crescer ou, pelo menos, enfrentar os desafios econômicos com estratégias adaptativas. Contudo, nem todos os números foram positivos, como no caso da Tecnisa, que registrou queda nas vendas líquidas, e da Copel, que viu um recuo no consumo de energia elétrica.

Este artigo explora os principais resultados e movimentações das empresas no 2º trimestre de 2025, destacando as estratégias adotadas, os desafios enfrentados e as expectativas para os próximos meses.

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Imagem: testing / shutterstock.com

Embraer: Crescimento histórico de pedidos

A Embraer, uma das principais fabricantes de aeronaves do Brasil, reportou um aumento significativo em sua carteira de pedidos. Com um total de US$ 29,7 bilhões em pedidos, a empresa viu um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Este é o maior patamar na história da companhia, um reflexo da recuperação do setor de aviação, que tem mostrado sinais de recuperação globalmente, após os desafios enfrentados pela pandemia.

Fatores que impulsionaram o crescimento da Embraer

O aumento na demanda por aeronaves comerciais e executivas, bem como as parcerias estratégicas firmadas com grandes empresas do setor, são os principais responsáveis por esse salto nos pedidos. A Embraer também tem se beneficiado do crescimento da aviação regional, que continua a se expandir tanto no Brasil quanto no mercado global.

Unipar: Emissão recorde de debêntures

A Unipar, uma das maiores petroquímicas do Brasil, fez história ao concluir a emissão de R$ 900 milhões em debêntures. Este montante é a maior operação desse tipo já realizada pela companhia, e é parte de sua estratégia para fortalecer a estrutura de capital e se preparar para possíveis oportunidades de crescimento. A operação foi bem recebida pelo mercado, refletindo confiança na saúde financeira da empresa e no seu futuro.

Estratégia de longo prazo da Unipar

A Unipar tem adotado uma postura de prudência financeira, aproveitando as condições favoráveis de mercado para consolidar seu balanço patrimonial. A empresa também se prepara para ampliar seus investimentos em novos projetos, especialmente em um momento de retomada econômica no Brasil.

Sabesp: Aprovação de emissão de debêntures

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) segue com sua estratégia de fortalecimento financeiro, com a aprovação de sua 35ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1 bilhão. Este movimento visa financiar a continuidade de seus projetos de infraestrutura e garantir a qualidade dos serviços de saneamento no estado de São Paulo.

O impacto da emissão de debêntures para a Sabesp

Com este novo financiamento, a Sabesp poderá avançar em suas iniciativas de modernização de infraestrutura, ao mesmo tempo em que reforça sua posição financeira diante de desafios fiscais e de gestão.

JHSF: Crescimento nas vendas de incorporação imobiliária

A JHSF, uma das maiores incorporadoras e construtoras do Brasil, registrou vendas de R$ 293,8 milhões no segmento de incorporação imobiliária. Isso representa um avanço de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa tem se beneficiado da recuperação do mercado imobiliário, especialmente nas regiões metropolitanas.

Perspectivas para o setor imobiliário

Com a retomada do mercado de imóveis e o aumento na demanda por empreendimentos de luxo, a JHSF projeta continuar seu crescimento nos próximos trimestres. A empresa também tem apostado na diversificação de seus negócios, com investimentos no setor de shoppings e hotelaria.

Tecnisa: Queda nas vendas líquidas

A Tecnisa, por outro lado, teve um desempenho abaixo das expectativas no segundo trimestre de 2025, com uma queda de 69,8% nas vendas líquidas, totalizando apenas R$ 63,6 milhões. Esse desempenho negativo reflete a dificuldade que a empresa tem enfrentado no setor imobiliário, especialmente devido à alta dos juros e à redução na demanda por imóveis.

O desafio para a Tecnisa

A Tecnisa terá que adotar medidas estratégicas agressivas para recuperar sua participação no mercado, incluindo possíveis ajustes em sua linha de produtos e revisões em seu portfólio de lançamentos. A empresa também pode buscar parcerias e novas fontes de financiamento para melhorar sua liquidez.

Guararapes: Pagamento de dividendos

dividendos
Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

A Guararapes, dona da Riachuelo, aprovou o pagamento de R$ 58,7 milhões em dividendos adicionais, provenientes do saldo da reserva de lucro. A empresa tem mostrado resiliência, mesmo em um mercado de varejo desafiador, e continua a gerar caixa consistente.

O mercado de vestuário em 2025

Apesar das dificuldades econômicas, o mercado de vestuário tem mostrado sinais de recuperação, com as grandes redes de varejo, como a Riachuelo, mantendo sua liderança no setor. A Guararapes, ao pagar dividendos, busca manter a confiança de seus investidores e continuar sua estratégia de expansão.

Grupo Energisa: Crescimento no consumo de energia elétrica

O Grupo Energisa, responsável pela distribuição de energia elétrica em diversas regiões do Brasil, teve um crescimento de 7% no consumo de energia elétrica nas áreas de concessão no mês de junho, alcançando 3,33 mil gigawatts-hora (GWh). Esse aumento é reflexo da recuperação da atividade econômica e do aumento da demanda por energia.

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Expansão e investimentos no setor energético

O crescimento da demanda energética nas áreas atendidas pelo Grupo Energisa é um bom sinal para o setor, que tem enfrentado desafios devido aos altos custos de geração e distribuição. A empresa também está investindo em novas tecnologias para melhorar a eficiência de seus serviços.

Copel: Queda no consumo de energia elétrica

Por outro lado, a Copel Distribuição registrou uma queda de 0,7% no consumo de energia elétrica no segundo trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Isso reflete uma desaceleração no crescimento da demanda em algumas regiões atendidas pela companhia, embora a situação não seja crítica.

Desafios para a Copel

A Copel terá que lidar com a desaceleração do crescimento do consumo de energia em um cenário de alta inflação e aumento de custos. A empresa está focada em modernizar suas operações e reduzir custos para melhorar a rentabilidade.

GP Investments: Proposta de “merger”

A GP Investments anunciou que seu conselho de administração aprovou uma operação de “merger” que resultará no cancelamento do programa de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) negociados na B3 e no fechamento de capital da companhia. Essa movimentação visa simplificar a estrutura da empresa e proporcionar maior flexibilidade estratégica.

Expectativas para a GP Investments

O fechamento de capital pode abrir novos horizontes para a GP Investments, permitindo-lhe tomar decisões mais ágeis e focadas em seu crescimento no longo prazo. A operação está sendo acompanhada de perto pelo mercado, que aguarda mais detalhes sobre o impacto dessa mudança.

BRF: Liminar contra as condições de trabalho

fachada do ministério do trabalho e emprego (MTE)
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve uma liminar que obriga a BRF a adequar as condições de trabalho relacionadas à movimentação manual de cargas nas unidades da empresa em Marau (RS). A medida é uma resposta às preocupações com a segurança e o bem-estar dos trabalhadores.

O impacto da liminar para a BRF

A BRF terá que implementar mudanças em suas práticas operacionais, o que pode resultar em custos adicionais, mas também demonstra o compromisso da empresa com a melhoria das condições de trabalho e segurança.

Imagens: Leonidas Santana/ shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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