A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central acontece nas próximas terça (21) e quarta-feiras (22). Na ocasião, a autoridade monetária deve anunciar os rumos da taxa básica de juros, a Selic.
Reunião do Copom acontece nesta semana; veja o que se espera
Reunião da Copom para definição dos rumos da taxa de juros do país acontece nos próximos dias. Confira o que pode acontecer!
Hoje, a Selic está em 13,75% ao ano – um patamar considerado bastante alto -, sendo alvo de críticas do governo Lula. A gestão, segundo Alckmin, espera que a alíquota possa começar a ter redução em decorrência do novo arcabouço fiscal em discussão.
Em contrapartida, a crise bancária dos últimos dias e o alerta para a inflação colocam em dúvida qual será a postura do Comitê. Segundo o Boletim Focus mais recente, as projeções para a taxa inflacionária deste ano caíram, mas foram aumentadas para o próximo.
Última reunião do Copom
Na última reunião do Copom em fevereiro, a taxa de juros se manteve em 13,75%, assim como tem caminhado desde setembro de 2022. A estimativa para a inflação foi reajustada em 5,6% para este ano e 3,4% para 2024.
Além disso, sobre a Selic, o colegiado acrescentou que é possível que a alíquota se mantenha em altos patamares por um período mais prolongado.
Defesa da redução da Selic
O presidente Lula e, agora mais recentemente o seu vice, Geraldo Alckmin, teceram críticas à taxa de juros atual. Segundo eles, não existem justificativas cabíveis para que a taxa se mantenha elevada dessa forma.
Para Alckmin, o novo arcabouço fiscal em discussão e as grandes possibilidades de aprovação de uma reforma tributária podem servir como estímulo para que a Selic comece a ser reduzida. Sobre a reunião do Copom, o também ministro disse acreditar em “bom senso” por parte do colegiado.
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Aumentos na taxa de juros
Diante do cenário complexo agravado pela recente crise dos bancos nos Estados Unidos e na Europa (com o Credit Suisse), as opiniões entre economistas sobre os rumos dos juros divergem. Há quem acredite que é preciso desacelerar e há quem defenda a continuidade do ciclo de altas.
No exterior, é quase certo que o Federal Reserve – o “Banco Central” norte-americano – continue com aumentos na taxa. Na Europa, o Banco Central Europeu manteve a estratégia e seguiu com as elevações. Agora, resta esperar para saber o que de fato acontecerá com o cenário no Brasil.
Imagem: Rafastockbr / Shutterstock
