A transformação digital do setor financeiro está ganhando novo fôlego com a crescente adesão à tecnologia blockchain por parte de grandes instituições. Em artigo publicado na revista Fortune, Jenny Johnson, CEO da Franklin Templeton, declarou que a transição para a tecnologia de ativos digitais não será “lenta ou incremental”.
Revolução digital no setor financeiro: Franklin Templeton e o futuro dos ativos digitais
CEO da Franklin Templeton afirma que a transição para ativos digitais será rápida e disruptiva. Entenda como blockchain e criptoativos estão remodelando o futuro.
Segundo ela, a disrupção causada pelo blockchain deverá transformar profundamente o mercado financeiro global nos próximos cinco anos.
“Esperamos que nossa indústria evolua mais nos próximos cinco anos do que nos últimos cinquenta”, afirmou Johnson.
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Por que o blockchain é tão promissor?
Vantagens estruturais e operacionais
O blockchain oferece uma série de benefícios que superam as capacidades das infraestruturas financeiras tradicionais:
- Transparência imutável: Cada transação é registrada em tempo real, auditável e não pode ser alterada.
- Desintermediação: Reduz a dependência de intermediários como bancos e corretoras.
- Baixo custo de operação: Transações globais mais rápidas e baratas.
- Acessibilidade global: Facilita o acesso a serviços financeiros em regiões desbancarizadas.
- Escalabilidade futura: Capacidade potencial de processar milhões de transações por segundo.
Tokenização de ativos
Um dos elementos mais disruptivos é a tokenização, que permite representar ativos reais como imóveis, ações ou títulos do governo em forma digital na blockchain, facilitando negociação, liquidez e fracionamento.
A postura da Franklin Templeton

Uma gigante que aposta na inovação
Com US$ 1,5 trilhão sob gestão, a Franklin Templeton vem se posicionando como uma das protagonistas dessa transição. Desde 2021, a instituição investe em produtos com base em blockchain:
- OnChain US Government Money Fund: primeiro fundo monetário governamental tokenizado.
- Fundo de Índice Bitcoin e Ether (ETF): produtos de exposição a criptomoedas para investidores institucionais.
- Integração com blockchains como Solana e Base: amplia a interoperabilidade e o alcance dos ativos tokenizados.
Rendimento em tempo real
Em 2024, a Franklin Templeton lançou um sistema de rendimento intradiário utilizando blockchain. Isso permite que os investidores acompanhem os rendimentos de seus ativos quase em tempo real, uma revolução para o mercado tradicional.
Instituições tradicionais entram de vez nos criptoativos
BlackRock: a maior de todas
Com impressionantes US$ 11,6 trilhões sob gestão, a BlackRock é outra gigante que está abraçando os ativos digitais:
- iShares Bitcoin Trust (IBIT): maior ETF de Bitcoin à vista dos EUA, com US$ 72,6 bilhões em ativos.
- ETFs de Ether: ampliando a exposição institucional à segunda maior criptomoeda.
- Diálogos com a SEC: participação ativa na regulação e estruturação do mercado cripto.
JPMorgan: da resistência à integração
O JPMorgan, tradicionalmente mais cético, está adotando o cripto em várias frentes:
- JPM Coin: stablecoin lastreada em dólar usada para liquidação de grandes transações.
- Cripto como garantia: aceitação de ETFs de Bitcoin como colateral para empréstimos.
- Acesso ao Bitcoin para clientes: declaração recente de Jamie Dimon sobre planos para permitir a compra de Bitcoin por clientes, mesmo sem custódia própria.
Um ponto de inflexão regulatório?
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Alerta do Conselho de Estabilidade Financeira
Klaas Knot, presidente do FSB, expressou preocupações sobre o ritmo da integração entre cripto e sistema financeiro tradicional. Segundo ele, produtos como ETFs de cripto e stablecoins podem aumentar a vulnerabilidade do sistema em caso de choques.
“Podemos estar nos aproximando de um ponto de inflexão”, alertou Knot.
O futuro das finanças está sendo reescrito
Inovação inevitável
A mensagem de Jenny Johnson é clara: resistir à inovação digital pode significar perder relevância no mercado. As instituições financeiras têm três opções:
- Adotar a tecnologia e se reposicionar.
- Lutar contra ela, possivelmente ficando para trás.
- Ignorá-la, arriscando se tornarem obsoletas.
Impactos esperados nos próximos cinco anos
- Expansão da tokenização de ativos;
- Serviços financeiros personalizados via smart contracts;
- Transações em tempo real e com menor custo;
- Inclusão financeira global ampliada.
Conclusão: uma transformação que já começou

O mercado financeiro global está à beira de uma revolução liderada pela tecnologia blockchain. A visão otimista e assertiva de Jenny Johnson não é isolada.
Gigantes como Franklin Templeton, BlackRock e JPMorgan já estão redesenhando suas estratégias. A pergunta que resta é: quem mais está preparado para o futuro digital das finanças?
