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Sabesp anuncia redução da pressão da água em áreas da Grande São Paulo

Sabesp reduz pressão da água em SP entre 21h e 5h para economizar 4 mil litros por segundo. Medida é preventiva diante da falta de chuvas.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Sabesp anuncia redução da pressão da água em áreas da Grande São Paulo

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou que, a partir desta quarta-feira (27), passará a reduzir a pressão da água em toda a região metropolitana.

A medida, válida diariamente das 21h às 5h, busca enfrentar a queda nos níveis dos reservatórios provocada pela falta de chuvas. Segundo a empresa, a decisão tem caráter preventivo e temporário e segue deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

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A razão da medida

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Imagem: rafapress / shutterstock.com

Falta de chuvas pressiona reservatórios

O nível médio das represas que abastecem a região metropolitana vem apresentando queda significativa. Até a manhã desta quarta-feira (26), o Sistema Cantareira registrava apenas 35,7% de sua capacidade. Já o índice geral dos reservatórios estava em 38,2%, de acordo com o boletim diário da Sabesp.

A falta de chuvas mais consistentes nos últimos meses contribui para esse cenário. Embora a empresa garanta que não há risco imediato de desabastecimento, a ação preventiva foi considerada necessária para preservar os mananciais e garantir o fornecimento a médio prazo.

Comparação com a crise de 2014-2015

A Sabesp destaca que a segurança operacional atual é maior do que a registrada durante a crise hídrica de 2014 e 2015, quando milhões de pessoas enfrentaram interrupções no abastecimento e a companhia precisou adotar manobras emergenciais. O motivo, segundo a empresa, é o funcionamento do sistema integrado metropolitano, que permite o compartilhamento de água entre diferentes mananciais.

Como funciona a redução da pressão

Impacto esperado

A redução da pressão da água ocorre apenas no período noturno e de madrugada, entre 21h e 5h, horário em que o consumo é naturalmente mais baixo. A expectativa é economizar cerca de 4 mil litros de água por segundo, aliviando a pressão sobre os reservatórios.

Imóveis que possuem caixa-d’água devem sentir menos impacto da mudança, já que o reservatório interno garante o abastecimento durante as horas de menor pressão.

Monitoramento da rede

A Sabesp informou que fará o acompanhamento em pontos estratégicos, especialmente em locais mais altos e distantes da rede, onde a chegada da água é mais difícil. A fiscalização tem como objetivo evitar que a redução ultrapasse o limite estabelecido de oito horas.

Orientações ao consumidor

Importância do uso consciente

Mesmo sem risco de desabastecimento no curto prazo, a Sabesp reforça o pedido para que a população adote medidas de economia. Entre as recomendações estão reduzir o tempo no banho, fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça, reaproveitar água quando possível e evitar lavar calçadas com mangueira.

Essas atitudes simples podem contribuir para reduzir a pressão sobre os mananciais e manter o equilíbrio no fornecimento durante períodos de estiagem.

Como registrar ocorrências

A companhia orienta os moradores que perceberem problemas fora do padrão – como falta de água por período superior ao previsto – a registrar queixas nos canais oficiais de atendimento. O contato pode ser feito pelo site da Sabesp, pelo aplicativo da empresa ou pelos telefones de atendimento.

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Cenário hídrico e desafios futuros

Sabesp
Imagem: spider_mani / Unsplash

O papel do Sistema Cantareira

Responsável por abastecer boa parte da região metropolitana, o Sistema Cantareira continua sendo um dos principais termômetros da situação hídrica em São Paulo. O índice atual de 35,7% preocupa especialistas, já que o nível ideal para o período seria superior a 50%.

Medidas de longo prazo

Além da redução da pressão, a Sabesp mantém investimentos em obras de ampliação e modernização da rede, interligação de sistemas e campanhas de conscientização. A meta é reduzir a vulnerabilidade do abastecimento em períodos de estiagem prolongada, que tendem a se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas.

Especialistas alertam

Hidrólogos e ambientalistas reforçam que a medida da Sabesp é necessária, mas também chamam a atenção para a importância de ações estruturais, como a preservação das áreas de mananciais, incentivo ao reuso da água e investimentos em tecnologias de captação de novas fontes.

O que esperar nos próximos meses

A depender do regime de chuvas no fim do inverno e início da primavera, a Sabesp poderá reavaliar a necessidade da medida. Caso o volume dos reservatórios volte a subir, a redução da pressão poderá ser suspensa. Por outro lado, se o cenário se agravar, outras ações adicionais poderão ser discutidas com os órgãos reguladores.

Enquanto isso, a população da Grande São Paulo deverá se acostumar à nova rotina durante a noite e a madrugada, colaborando com o uso consciente da água e acompanhando as atualizações fornecidas pela companhia.

Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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