O governo federal apresentou no Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 a projeção de que o salário mínimo passará de R$ 1.518 para R$ 1.631 a partir de janeiro. O reajuste considera uma inflação projetada de 3,6% e um ganho real de 2,5%, acima da correção pela inflação.
Salário mínimo altera valor para idosos: entenda!
O salário mínimo em 2026 será de R$ 1.631, com reajuste acima da inflação. Veja impactos no INSS, benefícios sociais e no orçamento federal.
A decisão reflete a política de valorização do salário mínimo, que busca não apenas repor as perdas inflacionárias, mas também ampliar o poder de compra dos trabalhadores, aposentados e pensionistas que dependem diretamente desse valor.
Leia mais:
Salário mínimo 2025: veja o novo valor após reajuste oficial do governo
Como foi calculado o reajuste?

Inflação projetada
O cálculo do reajuste tem como base a estimativa de inflação de 3,6% para 2025, índice que deve ser fechado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Ganho real
Além da inflação, o governo incluiu um ganho real de 2,5%, correspondente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, consolidado no PLOA.
Fórmula de valorização
Desde 2023, o salário mínimo volta a ser calculado pela fórmula:
- Inflação do ano anterior (INPC) + crescimento do PIB de dois anos antes.
Assim, o valor de R$ 1.631 reflete não apenas a preservação do poder de compra, mas também a retomada da política de valorização.
Quem será beneficiado com o reajuste?
O aumento do salário mínimo impacta diretamente mais de 60 milhões de brasileiros, entre trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais.
Trabalhadores ativos
Cerca de 30 milhões de trabalhadores do setor formal e informal que recebem o piso terão aumento de renda.
Aposentados e pensionistas do INSS
Mais de 25 milhões de beneficiários do INSS terão seus pagamentos reajustados automaticamente, já que os benefícios previdenciários não podem ser inferiores ao salário mínimo.
Idosos e pessoas com deficiência
Beneficiários do BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada), destinado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, também terão aumento no benefício, que será de R$ 1.631 mensais.
Programas sociais
O reajuste impacta programas como Bolsa Família, cujas linhas de elegibilidade e cálculo de complementação consideram o valor do salário mínimo como referência.
Impactos no orçamento federal
Estimativa de despesas
O reajuste do salário mínimo gera um aumento considerável na despesa pública, já que impacta benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas.
De acordo com o PLOA, o custo adicional será de dezenas de bilhões de reais ao ano.
Setores prioritários
O orçamento para 2026 prevê:
- R$ 245,5 bilhões para a saúde;
- R$ 133,7 bilhões para a educação;
- R$ 83 bilhões para investimentos públicos.
Esses valores visam assegurar recursos suficientes para políticas sociais e infraestrutura, mesmo diante do aumento das despesas obrigatórias.
Tramitação do PLOA no Congresso
Comissão Mista de Orçamento
O PLOA 2026 será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), composta por deputados e senadores. O relator será o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), e o presidente da comissão é o senador Efraim Filho (União-PB).
Planejamento de médio prazo
Segundo o consultor-geral de Orçamento do Senado, Flávio Luz, o projeto inclui previsões até 2029, permitindo planejamento para o médio prazo e maior previsibilidade para as contas públicas.
Crescimento econômico e metas fiscais
PIB projetado
O PLOA prevê um crescimento de 2,44% do PIB em 2026, sustentado pelo consumo interno e investimentos públicos.
Resultado primário
O orçamento estabelece uma meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, o que corresponde a 0,25% do PIB.
Limite de despesas
As despesas primárias foram fixadas em R$ 2,428 trilhões, dentro das regras do novo arcabouço fiscal.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Repercussão entre especialistas
Efeitos positivos
Economistas apontam que a valorização do salário mínimo ajuda a reduzir a desigualdade social e a estimular o consumo, uma vez que a maior parte dos beneficiários gasta a renda em itens de primeira necessidade.
Desafios fiscais
Por outro lado, o aumento da despesa obrigatória pressiona o orçamento da União. O governo terá que equilibrar a expansão do gasto social com o cumprimento das metas fiscais.
Impacto para aposentados e idosos
O grupo de idosos com mais de 65 anos, que dependem integralmente do INSS ou do BPC, será um dos mais beneficiados. Para muitos, o salário mínimo representa a única fonte de renda mensal.
O reajuste garante maior capacidade de compra, especialmente em um contexto de aumento nos custos de saúde e medicamentos.
Comparativo histórico do salário mínimo
Evolução recente
- 2023: R$ 1.302
- 2024: R$ 1.412
- 2025: R$ 1.518
- 2026 (projetado): R$ 1.631
Em três anos, o salário mínimo terá um aumento nominal de 25,2%, consolidando a política de valorização.
Ganho real
A aplicação da fórmula que inclui inflação e PIB permite que o salário mínimo cresça acima da inflação, garantindo ganho de poder de compra.
Perspectivas para 2027 e além

O PLOA já traz estimativas para os próximos anos, com valores projetados considerando inflação e PIB:
- 2027: cerca de R$ 1.710
- 2028: R$ 1.790
- 2029: R$ 1.870
Essas projeções indicam uma tendência de valorização gradual, embora dependam do desempenho econômico e do cumprimento das metas fiscais.
Considerações finais
O salário mínimo de R$ 1.631 em 2026 representa não apenas um reajuste contra a inflação, mas também um ganho real de 2,5% para milhões de brasileiros.
Enquanto trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais se beneficiam da medida, o governo enfrenta o desafio de equilibrar a expansão de gastos obrigatórios com a responsabilidade fiscal.
O debate no Congresso sobre o PLOA será central para garantir que o reajuste entre em vigor já em janeiro, proporcionando mais segurança de renda para a população, especialmente os idosos e pessoas de baixa renda que dependem do salário mínimo para sobreviver.
