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Confira os salários dos militares suspeitos de articular assassinato de Lula

Veja detalhes sobre salários dos militares suspeitos de planejar assassinato do presidente Lula. Entenda os desdobramentos da operação da PF.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
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Uma investigação de grande impacto foi deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19/11), resultando na prisão de quatro militares e um policial federal, suspeitos de planejar o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades. Todos os envolvidos, segundo o Portal da Transparência, possuem salários mensais elevados, variando entre R$ 20 mil e R$ 48 mil.

O caso, que já era monitorado desde 2022, inclui acusações graves de conspiração para um golpe de Estado e ações detalhadas para a execução de um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”.

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Quem são os envolvidos no plano de assassinato de Lula e quanto ganham?

Imagem: Reprodução/Metrópole

Os suspeitos presos ocupam cargos de alto escalão, com remunerações significativamente acima da média nacional. Os militares têm postos de destaque em suas profissões.

General da reserva: Salário ultrapassa R$ 48 mil

Mário Fernandes, general da reserva do Exército, aparece como um dos principais suspeitos no caso. Até março de 2024, sua remuneração bruta ultrapassava R$ 48 mil, valor que inclui R$ 33,2 mil da aposentadoria como militar e R$ 15,6 mil como assessor parlamentar do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ).

Fernandes já havia sido citado em outras investigações envolvendo suspeitas de conspiração contra a democracia, acumulando um histórico controverso em sua atuação pública.

Tenentes-coronéis: Rendimentos de R$ 27,4 mil cada

Rodrigo Bezerra de Azevedo, Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima, todos tenentes-coronéis do Exército, também foram presos. Cada um recebe mensalmente R$ 27,4 mil brutos, segundo dados oficiais.

Os militares são apontados como peças-chave no planejamento da operação que teria como objetivo o assassinato de Lula e outras autoridades, além de ações para desestabilizar o governo eleito.

Policial federal: Salário acima de R$ 20 mil

Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal na classe especial, também foi detido. Seu salário médio gira em torno de R$ 20,3 mil, embora informações detalhadas sobre remuneração de policiais não sejam publicadas no Portal da Transparência.

Soares é acusado de fornecer suporte logístico e operacional ao grupo, utilizando sua posição estratégica dentro da corporação.

Detalhes da operação policial

Prisão em diferentes localidades

As detenções ocorreram em diversas cidades do Brasil. Hélio Ferreira Lima foi preso no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao desembarcar para participar de uma formatura militar. Rodrigo Bezerra de Azevedo, também no Rio, estava acompanhando uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante o G20, embora sem poder decisório.

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Já Rafael Martins de Oliveira foi detido em Brasília, em sua residência. O militar havia sido preso anteriormente, em fevereiro de 2024, na mesma investigação, mas estava em liberdade provisória sob monitoramento eletrônico.

Desdobramentos do caso e o plano “Punhal Verde e Amarelo” contra Lula, Alckimin e Moraes

Geraldo Alckmin
Imagem: Flickr

A investigação da Polícia Federal revela que o grupo possuía um planejamento minucioso para executar o ataque no dia 15 de dezembro de 2022. O plano, chamado de “Punhal Verde e Amarelo”, incluía não apenas a eliminação do presidente Lula, mas também do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Documentos e mensagens interceptadas indicam que o grupo articulava o uso de armamento pesado e táticas militares avançadas para atingir seus objetivos.

Impacto político e social do caso

O escândalo levanta preocupações sobre infiltrações em instituições públicas e a segurança de figuras de alto escalão no Brasil. Além disso, reforça o debate sobre transparência e controle nos altos salários pagos a servidores suspeitos de práticas antidemocráticas.

A continuidade da investigação e as possíveis conexões com outros agentes são aguardadas com atenção. O caso promete se tornar um marco no combate a conspirações contra o Estado brasileiro.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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