O Banco do Brasil comunicou uma mudança relevante para usuários do cartão Ourocard Mastercard Black, especialmente para quem utiliza as salas VIP no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). O banco anunciou o fim do acesso gratuito automático, implementando a partir de agora uma política baseada em metas de gastos trimestrais. A nova regra segue uma tendência observada em outras instituições financeiras que vêm restringindo o uso ilimitado dos lounges aeroportuários.
Cartão Ourocard Black do Banco do Brasil muda regra: gastar menos pode custar caro!
Banco do Brasil altera acesso às salas VIP e cria meta trimestral de gastos para manter o benefício. Saiba mais sobre a mudança;
A decisão, que dividiu opiniões entre os consumidores, tem como objetivo incentivar maior uso do cartão — tanto em compras nacionais quanto internacionais — e ampliar o volume de transações do público de alta renda.
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O que muda para os clientes Ourocard Mastercard Black
Até então, bastava possuir o cartão ativo para entrar gratuitamente na sala VIP de Guarulhos operada pelo programa Mastercard Airport Experiences / LoungeKey. Com a atualização das regras, isso deixa de existir. A partir de novembro de 2025, somente manterá o acesso sem custo quem registrar gasto mínimo de R$ 15 mil por trimestre no cartão de crédito.
O Banco do Brasil informou que a medida é válida apenas para o lounge de Guarulhos. Para todas as demais salas conveniadas ao LoungeKey ao redor do mundo, o acesso continua sendo pago, independentemente do valor gasto pelo cliente.
Quanto paga quem não bater a meta trimestral
Caso o titular do Ourocard Mastercard Black não alcance a meta de R$ 15 mil no período, o acesso à sala VIP passa a ser cobrado:
- Titular: US$ 35 por visita (aprox. R$ 186,28 na cotação atual)
- Acompanhantes: R$ 200 por pessoa
- Limite: até três convidados
Esses valores tornam o benefício consideravelmente mais caro para quem não utiliza o cartão com frequência.
Por que o Banco do Brasil implementou essa mudança
De acordo com o Banco do Brasil, a alteração faz parte de um movimento para centralizar gastos pessoais e corporativos no cartão Ourocard Black, estimulando:
- maior volume de compras no crédito;
- uso em viagens internacionais;
- assinaturas digitais e cobranças recorrentes;
- fidelização ao ecossistema BB.
A estratégia acompanha uma tendência global: bancos têm limitado o acesso gratuito às salas VIP para evitar superlotação, reduzir custos e direcionar benefícios a clientes de maior engajamento.
Outros bancos que seguiram a mesma linha
A nova política do Banco do Brasil não está isolada. Outras instituições que oferecem cartões Mastercard Black também adotaram metas de gasto trimestrais como critério para liberação de visitas gratuitas aos lounges.
Veja o comparativo atualizado:
| Instituição | Meta trimestral | Situação |
|---|---|---|
| Banco do Brasil (BB) | R$ 15 mil | Válido a partir de nov/2025 |
| Bradesco Mastercard Black | R$ 15 mil | Cobra se meta não for atingida |
| BTG Mastercard Black | R$ 15 mil | Regras já em vigor |
| Sisprime Mastercard Black | R$ 15 mil | Política ativa |
| C6 Bank Mastercard Black | R$ 15 mil | Será adotado em fev/2026 |
O avanço dessa política indica que, no segmento Black, o acesso totalmente gratuito a lounges tende a se tornar cada vez mais restrito. O benefício permanece, mas já não é universal: exige uso intensivo do cartão.
Como funciona a meta de R$ 15 mil trimestrais
Para manter o benefício sem custo, o cliente precisa acumular R$ 5 mil por mês, em média. Entram na conta:
- compras no crédito nacional ou internacional
- pagamentos recorrentes
- serviços digitais
- gastos empresariais vinculados
- assinaturas em apps e plataformas
Não contam para a meta:
- transações no débito
- pagamentos de fatura com outro cartão
- saques
- PIX ou TED
A meta é avaliada a cada trimestre, e o número de acessos gratuitos volta a valer somente após o cliente atingir o gasto mínimo acumulado.
Impacto para quem usa lounges com frequência
Para viajantes que utilizam a sala VIP mensalmente, a cobrança de US$ 35 pode encarecer a rotina. No ano, se um cliente acessar o lounge 12 vezes sem atingir a meta, pode gastar mais de R$ 2.200 apenas em visitas individuais.
Já para quem mantém um padrão de gastos elevado, a regra não altera nada: as visitas gratuitas continuam liberadas após o cumprimento da meta trimestral.
Por que os lounges estão mudando as regras?
Alguns fatores impulsionam essas mudanças:
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1. Superlotação crescente
A popularização dos cartões de alta renda aumentou o fluxo nos lounges, especialmente em GRU.
2. Custos altos para os bancos
Cada entrada gratuita tem custo para o emissor do cartão — especialmente em salas de aeroportos movimentados.
3. Tendência internacional
Nos EUA e Europa, metas e limites já são comuns desde 2022.
4. Segmentação do público premium
Os programas querem priorizar quem realmente utiliza o cartão como forma de pagamento principal.
O Banco do Brasil segue essa mesma lógica ao direcionar o benefício a clientes de maior movimentação.
O que o cliente pode fazer para não perder o benefício
Se o objetivo é manter o acesso gratuito à sala VIP de Guarulhos, algumas estratégias podem ajudar:
- Concentrar gastos de viagens e trabalho no cartão;
- Migrar débitos automáticos e assinaturas para o Ourocard Black;
- Usar o cartão em compras online e pagamentos internacionais;
- Planejar compras de maior valor dentro do trimestre.
O banco reforça que o acompanhamento da meta pode ser feito diretamente no aplicativo.
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