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Samsung nega corrida contra a Apple e explica estratégia do Galaxy Z Fold 8

Samsung nega que o Galaxy Z Fold 8 tenha sido criado para antecipar a Apple. Entenda o novo formato e a disputa pelo mercado de dobráveis.

Bruna MachadoPor Bruna Machado13 min de leitura
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O lançamento do Galaxy Z Fold 8 colocou uma nova dúvida no centro da disputa entre as maiores fabricantes de smartphones: a Samsung teria criado o aparelho para se antecipar ao primeiro iPhone dobrável?

A comparação ganhou força porque o novo celular da Samsung abandona parte do formato estreito das gerações anteriores e adota uma aparência mais baixa, larga e próxima das proporções atribuídas por analistas ao possível aparelho dobrável da Apple.

A Samsung, porém, nega que tenha desenvolvido o Galaxy Z Fold 8 como resposta direta à concorrente. Segundo a companhia, o projeto nasceu da evolução de anos de pesquisas, do aprendizado obtido com os primeiros dobráveis e da busca por um formato mais confortável para leitura, vídeos, jogos e navegação.

A discussão vai além de uma simples rivalidade entre marcas. Ela ajuda a entender por que os celulares dobráveis estão mudando, quanto essa categoria pode crescer e quais obstáculos ainda impedem que esses aparelhos se tornem populares no Brasil.

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O que mudou no Galaxy Z Fold 8

Galaxy S27
Imagem: Robert Way / shutterstock.com

O Galaxy Z Fold 8 representa uma mudança importante dentro da linha de dobráveis da Samsung.

Nas gerações anteriores, os modelos Fold tinham formato mais alto e estreito quando fechados. A proposta era oferecer um smartphone convencional por fora e uma tela semelhante à de um pequeno tablet quando aberto.

O novo modelo é mais curto e largo. Sua tela externa tem 5,5 polegadas e proporção de 10:16, enquanto o painel interno mede 7,6 polegadas e apresenta proporção de 4:3 quando utilizado na horizontal.

Segundo a própria Samsung, o formato foi pensado para tornar mais natural a passagem entre interações rápidas na tela externa e atividades mais imersivas no painel dobrável, como assistir a vídeos, ler, jogar e navegar por conteúdos. (Samsung Global Newsroom)

Por que a proporção da tela importa

A proporção indica a relação entre a largura e a altura de uma tela.

Um aparelho muito estreito pode ser confortável para segurar, mas costuma apresentar limitações ao assistir a vídeos, abrir páginas da internet ou utilizar dois aplicativos ao mesmo tempo.

Já uma tela mais próxima do formato 4:3 oferece mais espaço lateral. É uma proporção tradicionalmente associada a tablets e pode favorecer leitura, produtividade, navegação e consumo de mídia.

Quando aberto na horizontal, o Galaxy Z Fold 8 se aproxima de um pequeno tablet. Na vertical, a tela fica adequada para textos, redes sociais, documentos e livros digitais.

Esse formato mais quadrado é um dos motivos pelos quais o aparelho passou a ser comparado ao suposto projeto de iPhone dobrável.

A Samsung criou o Z Fold 8 para antecipar a Apple?

A resposta oficial da Samsung é não.

Em entrevista ao TecMundo, Rafael Aquino, diretor de Produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, afirmou que a concorrência é vista como uma parte natural e positiva do mercado, mas não teria sido o fator determinante para o desenvolvimento do aparelho.

Segundo o executivo, um smartphone não é criado em poucos meses. O processo envolve anos de pesquisa, engenharia, testes de materiais, desenvolvimento de telas, construção de dobradiças e adaptação de componentes internos. (TecMundo)

Aquino também afirmou que o desenvolvimento do Galaxy Z Fold 8 pode ser entendido como uma continuação do aprendizado iniciado com o primeiro Galaxy Fold, apresentado em 2019.

Isso ocorre porque determinados recursos nem sempre podem ser implementados imediatamente. Uma empresa pode ter uma ideia de formato, por exemplo, mas ainda não dispor de telas flexíveis, baterias, dobradiças ou materiais suficientemente maduros para colocá-la no mercado.

Desenvolvimento de um celular leva anos

O desenho final de um aparelho depende de várias decisões tomadas com bastante antecedência.

Entre elas estão:

  • tamanho e proporção da tela;
  • resistência da dobradiça;
  • espessura do aparelho;
  • posicionamento das câmeras;
  • capacidade da bateria;
  • distribuição dos componentes internos;
  • resistência a quedas e água;
  • adaptação do sistema operacional.

Por isso, seria difícil concluir que o Galaxy Z Fold 8 foi desenvolvido apenas depois que começaram os rumores sobre um iPhone dobrável.

É possível, no entanto, que Samsung e Apple tenham chegado a conclusões semelhantes sobre o formato considerado mais adequado para a próxima fase dos dobráveis.

Por que o novo Fold ficou mais quadrado

A mudança está ligada principalmente ao comportamento dos usuários.

A Samsung afirma ter identificado, ao longo das gerações, que o consumo de conteúdo é um dos pontos fortes dos celulares dobráveis. Muitas pessoas utilizam a tela maior para vídeos, leitura, jogos, trabalho e navegação simultânea em diferentes aplicativos.

Nesse contexto, um formato mais largo pode oferecer uma experiência mais próxima daquela encontrada em tablets.

O Galaxy Z Fold 8 foi apresentado pela empresa como uma opção intermediária para consumidores interessados em dobráveis, mas que ainda têm resistência aos modelos mais alongados ou aos aparelhos muito grandes. (TecMundo)

Na prática, a Samsung tenta reduzir a sensação de que o dobrável é um produto estranho ou difícil de usar.

Fechado, o aparelho deve funcionar como um celular relativamente convencional. Aberto, transforma-se em uma tela ampla para atividades que exigem mais espaço.

O primeiro iPhone dobrável já foi confirmado?

Não.

Até o momento, a Apple não apresentou oficialmente um iPhone dobrável nem confirmou publicamente suas características, seu nome comercial, seu preço ou sua data de lançamento.

As informações disponíveis vêm de analistas, fontes da cadeia de fornecedores e publicações especializadas. Portanto, devem ser tratadas como rumores, ainda que várias projeções apontem para uma possível entrada da empresa nesse mercado em 2026.

A Counterpoint Research projeta a entrada da Apple no segmento de aparelhos dobráveis do tipo livro, com abertura semelhante à de um pequeno tablet. A consultoria considera esse lançamento um dos fatores capazes de acelerar o crescimento da categoria. (Counterpoint Research)

Por que os rumores aproximam o iPhone do Z Fold 8

As informações não oficiais indicam que o aparelho da Apple poderia adotar um formato mais largo e menos alongado do que os primeiros modelos Fold.

Essa proposta favoreceria uma tela interna semelhante à de um tablet compacto, destinada a leitura, vídeos, produtividade e uso simultâneo de aplicativos.

É justamente essa semelhança de proporções que alimenta a ideia de que a Samsung teria lançado o Z Fold 8 para ocupar primeiro esse espaço.

Entretanto, sem um anúncio da Apple, não é possível fazer uma comparação definitiva.

A disputa pelos dobráveis está ficando mais acirrada

A concorrência nesse segmento não começou agora.

Além da Samsung, fabricantes como Huawei, Motorola, Honor, Xiaomi e Google já apresentaram diferentes gerações de aparelhos dobráveis.

Algumas apostam em modelos no estilo livro, que abrem como um pequeno tablet. Outras investem no formato concha, no qual o celular tradicional é dobrado ao meio para ocupar menos espaço no bolso.

A chegada de novos concorrentes ajuda a expandir a categoria, estimula o desenvolvimento de telas e dobradiças mais resistentes e pode pressionar os preços no longo prazo.

A possível entrada da Apple teria um peso adicional porque poderia ampliar a visibilidade dos dobráveis entre consumidores que ainda não consideram comprar esse tipo de dispositivo.

Mercado de dobráveis pode crescer em 2026

As projeções indicam que 2026 pode ser um ano importante para o setor.

A Counterpoint Research estima crescimento de aproximadamente 20% nas remessas globais de smartphones dobráveis ao longo de 2026. A consultoria também projeta que uma eventual entrada da Apple poderia garantir à empresa cerca de 28% do mercado já no primeiro ano. (Counterpoint Research)

Outra projeção da mesma empresa aponta que os modelos do tipo livro poderão representar 65% das vendas globais de dobráveis em 2026, acima dos 52% registrados no ano anterior. (Counterpoint Research)

Esses números ajudam a explicar por que tantas fabricantes estão investindo em aparelhos maiores, mais largos e voltados à produtividade.

O mercado ainda é pequeno perto dos celulares comuns

Apesar do crescimento, os dobráveis continuam representando uma parcela reduzida das vendas totais de smartphones.

O preço elevado, as dúvidas sobre durabilidade e a falta de familiaridade do público com o formato ainda limitam a procura.

Mesmo assim, a categoria tem valor estratégico. Os dobráveis costumam concentrar tecnologias avançadas e preços elevados, permitindo que as fabricantes testem novos recursos em um público disposto a pagar mais.

Com o amadurecimento dos componentes, parte dessas inovações pode chegar posteriormente a aparelhos mais acessíveis.

Por que os celulares dobráveis ainda custam tanto

O preço continua sendo uma das maiores barreiras para a popularização.

Os dobráveis exigem componentes que não aparecem em celulares tradicionais, como telas flexíveis, dobradiças complexas e estruturas internas capazes de suportar milhares de ciclos de abertura e fechamento.

Além disso, os fabricantes precisam acomodar bateria, câmeras, processador, sensores e sistemas de refrigeração em um corpo dividido em duas partes.

Essas dificuldades aumentam os custos de produção, desenvolvimento e reparo.

No Brasil, o preço final também sofre influência de fatores como:

  • cotação do dólar;
  • impostos;
  • custos de importação;
  • logística;
  • armazenamento;
  • posicionamento premium das marcas.

Por esse motivo, mesmo os dobráveis mais simples costumam custar mais do que muitos celulares convencionais de alto desempenho.

O Z Fold 8 pode tornar os dobráveis mais populares?

O novo formato pode reduzir parte da resistência dos consumidores, mas dificilmente resolverá sozinho o principal problema da categoria.

O aparelho mais largo tende a ser melhor para vídeos, leitura e navegação. Também pode facilitar o uso da tela externa, evitando que o consumidor precise abrir o dispositivo em todas as tarefas.

Por outro lado, o preço elevado permanece como obstáculo.

Para alcançar um público maior, as fabricantes precisarão combinar:

  • aparelhos mais baratos;
  • maior resistência;
  • baterias duradouras;
  • assistência técnica acessível;
  • aplicativos bem adaptados;
  • menor espessura;
  • redução da marca na dobra da tela.

A popularização provavelmente ocorrerá de forma gradual, assim como aconteceu com outras tecnologias que começaram restritas aos modelos premium.

Quais são as vantagens de um celular dobrável

A principal vantagem é reunir dois tipos de dispositivo em um único produto.

Fechado, o aparelho funciona como um smartphone. Aberto, oferece uma tela maior, que pode substituir parcialmente um tablet em determinadas atividades.

Entre os possíveis benefícios estão:

  • mais espaço para ler documentos;
  • melhor experiência ao assistir a vídeos;
  • possibilidade de abrir dois ou mais aplicativos;
  • maior área para edição de fotos;
  • facilidade para videoconferências;
  • melhor visualização de planilhas e páginas;
  • mais conforto em jogos adaptados.

Para profissionais que trabalham em movimento, a tela maior pode facilitar tarefas rápidas sem a necessidade de carregar um notebook ou tablet.

Quais são as desvantagens e os cuidados necessários

Antes de comprar um dobrável, o consumidor precisa analisar não apenas o visual, mas também o custo de manutenção e sua rotina de uso.

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A tela interna flexível tende a ser mais delicada do que o vidro convencional. A dobradiça também é uma peça sujeita a desgaste, entrada de poeira e impactos.

Outros pontos que merecem atenção são:

  • preço do reparo;
  • disponibilidade de assistência técnica;
  • peso do aparelho;
  • espessura quando fechado;
  • autonomia da bateria;
  • resistência à água e poeira;
  • qualidade das câmeras;
  • adaptação dos aplicativos.

Quem trabalha em ambientes com muita poeira, areia ou risco de queda deve verificar cuidadosamente as certificações do modelo.

Vale a pena comprar o Galaxy Z Fold 8?

A resposta depende do perfil do consumidor.

O aparelho pode fazer sentido para quem utiliza intensamente o celular para trabalho, vídeos, leitura, jogos ou multitarefa e está disposto a pagar mais pelo formato dobrável.

Também pode ser uma opção interessante para entusiastas que desejam experimentar tecnologias recentes.

Por outro lado, quem prioriza custo-benefício, câmera, bateria ou resistência pode encontrar celulares tradicionais mais baratos e completos.

Antes da compra, é recomendável comparar:

  • preço;
  • capacidade da bateria;
  • câmeras;
  • período de atualizações;
  • resistência;
  • custo de seguro;
  • valor do reparo;
  • condições da garantia.

O consumidor também deve testar o aparelho pessoalmente sempre que possível. O peso, a proporção e a sensação da dobradiça podem ser decisivos na experiência diária.

A chegada da Apple pode baixar os preços?

Não necessariamente no primeiro momento.

Uma eventual estreia da Apple provavelmente ocorreria no segmento premium, com preço elevado. Portanto, seu primeiro dobrável dificilmente seria uma alternativa barata.

A entrada da empresa, porém, pode provocar efeitos indiretos.

Mais concorrência tende a acelerar investimentos, estimular fornecedores e ampliar a produção de telas flexíveis. Com o aumento da escala, os componentes podem ficar mais baratos ao longo dos anos.

A competição também pode levar Samsung, Motorola, Honor, Huawei e outras fabricantes a criar linhas mais variadas, incluindo modelos intermediários.

O efeito mais provável, portanto, não é uma queda imediata dos preços, mas uma expansão gradual das opções.

O que a estratégia da Samsung revela

O Galaxy Z Fold 8 mostra que a próxima disputa dos dobráveis não será apenas sobre quem consegue criar o aparelho mais fino ou com a maior tela.

A batalha será para definir qual formato é mais útil no cotidiano.

A Samsung aposta em uma tela mais quadrada, adequada a vídeos, leitura e produtividade. Ao mesmo tempo, tenta tornar o aparelho menos estranho para quem está acostumado aos celulares tradicionais.

Embora a empresa negue ter criado o modelo para antecipar a Apple, o lançamento reforça sua posição antes da possível entrada de uma concorrente com grande capacidade de influenciar o mercado.

No fim, as duas explicações podem coexistir: o produto pode ser resultado de anos de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, fortalecer a Samsung em uma disputa que deve ficar mais intensa.

O que o consumidor pode esperar agora

Os próximos lançamentos devem se concentrar em quatro áreas: redução de espessura, maior resistência, melhor adaptação dos aplicativos e formatos mais confortáveis.

A tendência dos modelos do tipo livro também deverá ganhar força, especialmente se as previsões de mercado forem confirmadas.

Para o consumidor brasileiro, porém, o principal ponto continuará sendo o preço.

Enquanto os dobráveis permanecerem na faixa mais cara do mercado, eles continuarão voltados a um público restrito. A expansão dependerá da chegada de versões mais acessíveis, do aumento da durabilidade e da redução dos custos de manutenção.

Perguntas frequentes

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A Samsung lançou o Galaxy Z Fold 8 para competir com o iPhone dobrável?

A Samsung afirma que não. Segundo a empresa, o aparelho é resultado de anos de desenvolvimento e do aprendizado acumulado desde o primeiro Galaxy Fold.

O iPhone dobrável já foi confirmado pela Apple?

Não. A Apple ainda não apresentou oficialmente um iPhone dobrável. As informações disponíveis são previsões de analistas e rumores da indústria.

Qual é a principal diferença do Galaxy Z Fold 8?

O modelo adota formato mais baixo e largo, com tela interna de 7,6 polegadas e proporção voltada à leitura, aos vídeos e à produtividade.

Os celulares dobráveis vão ficar mais baratos?

A concorrência e o aumento da produção podem reduzir os custos no futuro, mas os modelos mais avançados ainda devem permanecer caros no curto prazo.

Vale a pena comprar um celular dobrável?

Pode valer para quem aproveita a tela maior para trabalho, leitura, jogos e vídeos. Para quem busca custo-benefício, um celular tradicional pode ser uma escolha mais adequada.

A Apple pode ameaçar a liderança da Samsung?

Sim. Projeções da Counterpoint apontam que a possível entrada da Apple pode alterar rapidamente a distribuição do mercado, embora ainda não exista aparelho confirmado oficialmente.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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