O Santander anunciou mudanças estratégicas em sua carteira recomendada de ações para outubro de 2025. A decisão reflete uma postura mais cautelosa diante do cenário doméstico e internacional, mesmo com o otimismo de investidores estrangeiros em relação ao Brasil.
Santander anuncia alerta e muda ações da carteira: entenda o motivo!
Santander ajusta sua carteira de ações para outubro com foco em cautela, troca Nubank por Bradesco e reforça posição em Vale e Eneva.
O movimento mostra que o banco prefere ajustar riscos, diante de um Ibovespa que já acumula forte valorização no ano.
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Ibovespa acumula ganhos expressivos
Até setembro, o principal índice da Bolsa brasileira já registra valorização de 21% em 2025. No exterior, o ETF EWZ, que acompanha empresas brasileiras listadas em Nova York, sobe ainda mais: 36% no acumulado do ano.
Apesar do desempenho robusto, o Santander destaca que não há gatilhos claros no curto prazo que sustentem novas altas imediatas. Por isso, avalia que outubro pode trazer uma pausa antes de um novo ciclo positivo.
Investidores locais reduzem exposição
Segundo o relatório, investidores brasileiros estão diminuindo posições em ativos de maior risco e migrando para setores considerados defensivos. Essa estratégia reduz o chamado “beta” da carteira, ou seja, a sensibilidade aos movimentos do mercado.
Já os estrangeiros seguem otimistas: nos últimos 12 meses, entraram R$ 18,3 bilhões em ações brasileiras, com destaque para os R$ 3,8 bilhões apenas em setembro.
Troca entre bancos: Nubank sai, Bradesco entra
Nubank deixa de ser prioridade
Um dos destaques da alteração foi a saída do Nubank (ROXO34). O banco digital acumulou alta de 31% no ano, renovando máximas históricas. Para o Santander, apesar da tese de crescimento continuar válida, a forte valorização recente tornou o papel menos atrativo no momento.
Bradesco ganha espaço
No lugar, entrou o Bradesco (BBDC4), que já disparou 51% em 2025. O banco, no entanto, é visto como mais alinhado ao ciclo de queda da Selic, com potencial de melhorar sua rentabilidade nos próximos trimestres. A expectativa do Santander é de que o ROE (Retorno sobre Patrimônio) avance para a faixa de 15% a 17% com ganhos de eficiência e redução nos custos de captação.
Setor elétrico: Eneva substitui Copel
Motivo da saída da Copel
A Copel (CPLE6) deixou o portfólio por conta da possibilidade de venda de ações pelo BNDES, evento que pode pressionar os preços no curto prazo.
Eneva assume protagonismo
Em seu lugar, entrou a Eneva (ENEV3). A escolha se deve à perspectiva de elevado despacho termelétrico até 2025 e ao potencial de geração de fluxo de caixa atrativo. Segundo o Santander, a companhia oferece uma TIR real alavancada de cerca de 11%, reforçando seu caráter estratégico.
Vale ganha mais peso na carteira
Proteção em dólar
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Outro movimento importante foi o aumento da posição em Vale (VALE3). O papel teve o peso ampliado em 2 pontos percentuais e passa a ser tratado como um hedge natural em dólar dentro da carteira.
Ajustes para acomodar a mudança
Para abrir espaço a Vale, Bradesco e Eneva, o Santander reduziu exposição em Inter (INBR32), C&A (CEAB3), Rede D’Or (RDOR3) e BTG Pactual (BPAC11). O banco justificou que essas reduções refletem o forte avanço recente das ações brasileiras e a compressão do prêmio de risco.
Como fica a carteira recomendada do Santander

Abaixo, a composição atualizada para outubro:
| Ticker | Empresa | Peso |
|---|---|---|
| RDOR3 | Rede D’Or | 8.0% |
| VIVT3 | Telefônica Brasil | 7.0% |
| SMFT3 | SmartFit | 6.0% |
| MELI US | Mercado Libre | 5.0% |
| SBSP3 | Sabesp | 5.0% |
| BPAC11 | BTG Pactual | 7.0% |
| BBDC4 | Bradesco | 9.0% |
| DIRR3 | Direcional | 4.0% |
| CYRE3 | Cyrela | 4.0% |
| ENEV3 | Eneva | 8.0% |
| INBR32 | Inter | 2.0% |
| CEAB3 | C&A Modas | 2.0% |
| ITUB4 | Itaú Unibanco | 11.0% |
| VALE3 | Vale | 11.0% |
| PETR3 | Petrobras | 9.0% |
O que esperar para os próximos meses
Pausa antes de nova alta
O Santander reforça que a tendência de longo prazo segue positiva, especialmente com o fluxo estrangeiro sustentando o mercado. No entanto, aposta em uma correção ou pausa no curto prazo, típica após fortes ganhos.
Estratégia de defesa
Com os ajustes, a carteira busca reduzir riscos, sem deixar de aproveitar setores estratégicos como bancos, commodities e energia. O tom é de prudência, mas ainda confiante na resiliência do mercado brasileiro frente ao cenário internacional favorável.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom/shutterstock.com
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