Na última sexta-feira (23), a Afubesp (Associação dos Funcionários do Grupo Santander Banespa, Banesprev e Cabesp) fez uma ação através da internet para chamar a atenção da sociedade sobre uma importante decisão do banco Santander.
Santander corta direitos dos aposentados e sofre protestos
Banco Santander promete mudar definições das regras de aposentadoria e gera revolta da base. Entenda o que aconteceu e o que pode mudar.
Com a presença de sindicatos, bancários e bancárias, o protesto foi em resposta à medida do banco espanhol de mudar sua relação com os aposentados.
Segundo o presidente da Afubesp, Camilo Fernandes dos Santos, que a aposentadoria é algo definitivo e que se prolonga como garantia até o beneficiário morrer.
Funcionários do Santander sem benefícios
Com a mudança proposta, esse caráter agora será diferente. É o que completa Santos:
“Com a mudança, passa a ser contribuição definida e deixa o caráter vitalício, calculando uma reserva individual para cada um. Acabou a reserva, acabou o benefício da pessoa”, argumenta o presidente da associação.
Segundo a funcionária do Santander e secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, nenhum trabalhador ou aposentado deve aceitar as mudanças.
“Os trabalhadores, da ativa e aposentados, repudiam essa decisão que coloca em risco o futuro de quem trabalhou durante anos reunindo recursos para ter uma aposentadoria digna”, comenta Rita.
O que aconteceu
Em live realizada no dia 12 de dezembro, que contou com participantes de fundos de pensão em parceria com mais de mil espectadores do Grupo Santander Banespa, Banesprev e Cabesp, o banco pautou a retirada de seu patrocínio para o direito do aposentado.
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Isto gerou um choque. Como um argumento para a retirada, o Santander disse na live que os planos de benefício definido geram riscos atuariais elevados.
Para Rita Berlofa, a decisão não tem fundamento, uma vez que os fundos de pensão possuem planos auto sustentáveis com base em uma boa gestão.
“O que o banco quer, na realidade, é se livrar de aportes de déficits futuros e deixar todo o risco para os participantes”, conclui Rita.
Imagem: Anelovski / shutterstock.com
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