A iniciativa busca expandir a malha ferroviária para impulsionar o escoamento de grãos do Centro-Oeste pelos portos do Norte. A ferrovia vem sendo discutida há anos, e, segundo matéria do G1 de 2021, tinha um valor estimado de R$ 12 bilhões.
Analistas do Santander e os primeiros sinais da nova gestão
O relatório, ainda segundo a agência, lista também algumas agendas consideradas destaques para a terceira passagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na presidência. O Santander cita, entre elas, a instituição de um novo marco legal para fomentar projetos ferroviários.
A continuidade das obras em andamento e a retomada de projetos inacabados, ou paralisados, também transitam nesse hall. Os analistas da instituição entendem que a volta e seguimento das obras diz respeito a rodovias principalmente.
O relatório salienta também a avaliação que Renan Filho fez de que serão necessários recursos públicos para apoiar investimentos, descartando recorrer a subsídios. Os analistas admitem que não estão certos se a fala indica a escolha por linhas de financiamento não subsidiadas.
Sinais negativos que o Santander vê para uma empresa
Na visão do analista Lucas Barbosa e de sua equipe, os sinais são negativos especialmente para Rumo. A avaliação considera que o Ferrogrão, que concorreria com o corredor Norte da Rumo, perdeu força ao decorrer de 2022.
Os profissionais acrescentam que uma série de contratempos acabou reduzindo a probabilidade do projeto ser leiloado. Contudo, com o ministério priorizando o Ferrogrão, o projeto pode ganhar força.
“Se o ministro estruturar o projeto como uma PPP, sua viabilidade econômica, um de seus principais desafios, poderá ser mais facilmente alcançada”, acrescenta o documento. Porém, os analistas ponderam que a iniciativa pode encontrar obstáculos dentro do próprio governo.
Novo governo quer desafogar rodovias
Impactos ambientais e sociais poderiam gerar esse efeito. O Santander acredita que o risco de concorrência para a Rumo no longo prazo conta como outro ponto desfavorável a empresa.
Esse efeito está basicamente ligado à possibilidade de o governo viabilizar ferrovias por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Nesta terça-feira (3), Renan Filho afirmou que irá priorizar a expansão da malha ferroviária brasileira para aliviar o fluxo nas rodovias.
“Com objetivo de trazer mais segurança para motoristas e suas famílias, vamos cada vez mais tirar a carga pesada das rodovias e passá-la para os trilhos.”, disse, segundo o portal G1. Os analistas do banco acreditam que o efeito das medidas para o setor de rodovias será neutro.
As empresas CCR e Ecorodovias são representantes do segmento.
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