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Santander diz que Governo Lula pode prejudicar empresas

Relatório do Santander avalia que mensagem inicial do novo governo para área de infraestrutura tem “efeitos divergentes”. Entenda.

Marcos CostaPor Marcos Costa3 min de leitura
Foto da fachada do Santader

Um relatório produzido pelo Santander Brasil avaliou que a mensagem inicial do novo governo Lula pode ter “efeitos divergentes” para algumas ações. Esses papeis são ligados à área de infraestrutura, com ênfase em empresas como Rumo, CCR e Ecorodovias.

Segundo informações da agência Reuters, analistas do banco destacaram o discurso do novo ministro dos Transportes, Renan Filho, no último domingo (1). O titular da pasta disse que a gestão tem planos de dar seguimento ao projeto da ferrovia Ferrogrão.

A iniciativa busca expandir a malha ferroviária para impulsionar o escoamento de grãos do Centro-Oeste pelos portos do Norte. A ferrovia vem sendo discutida há anos, e, segundo matéria do G1 de 2021, tinha um valor estimado de R$ 12 bilhões.

Analistas do Santander e os primeiros sinais da nova gestão

O relatório, ainda segundo a agência, lista também algumas agendas consideradas destaques para a terceira passagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na presidência. O Santander cita, entre elas, a instituição de um novo marco legal para fomentar projetos ferroviários.

A continuidade das obras em andamento e a retomada de projetos inacabados, ou paralisados, também transitam nesse hall. Os analistas da instituição entendem que a volta e seguimento das obras diz respeito a rodovias principalmente.

O relatório salienta também a avaliação que Renan Filho fez de que serão necessários recursos públicos para apoiar investimentos, descartando recorrer a subsídios. Os analistas admitem que não estão certos se a fala indica a escolha por linhas de financiamento não subsidiadas.

Sinais negativos que o Santander vê para uma empresa

Na visão do analista Lucas Barbosa e de sua equipe, os sinais são negativos especialmente para Rumo. A avaliação considera que o Ferrogrão, que concorreria com o corredor Norte da Rumo, perdeu força ao decorrer de 2022.

Os profissionais acrescentam que uma série de contratempos acabou reduzindo a probabilidade do projeto ser leiloado. Contudo, com o ministério priorizando o Ferrogrão, o projeto pode ganhar força.

“Se o ministro estruturar o projeto como uma PPP, sua viabilidade econômica, um de seus principais desafios, poderá ser mais facilmente alcançada”, acrescenta o documento. Porém, os analistas ponderam que a iniciativa pode encontrar obstáculos dentro do próprio governo.

Novo governo quer desafogar rodovias

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Impactos ambientais e sociais poderiam gerar esse efeito. O Santander acredita que o risco de concorrência para a Rumo no longo prazo conta como outro ponto desfavorável a empresa.

Esse efeito está basicamente ligado à possibilidade de o governo viabilizar ferrovias por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Nesta terça-feira (3), Renan Filho afirmou que irá priorizar a expansão da malha ferroviária brasileira para aliviar o fluxo nas rodovias.

“Com objetivo de trazer mais segurança para motoristas e suas famílias, vamos cada vez mais tirar a carga pesada das rodovias e passá-la para os trilhos.”, disse, segundo o portal G1. Os analistas do banco acreditam que o efeito das medidas para o setor de rodovias será neutro.

 As empresas CCR e Ecorodovias são representantes do segmento.

Imagem: Nitpicker / Shutterstock

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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